sábado, 7 de maio de 2016

SOBRE DOCES E PESSOAS

Olá pessoas!

Muito aconteceu nesses meses, coisas ruins das quais não se faz bem lembrar e coisas ótimas, como virar tio de gêmeos, algo para se escrever ao longo dos anos e muitas diversões. No momento só mais um pouco de reflexão sobre a humanidade, um pouco de revolta com uma prova e é claro, meu querido amigo Pedro Góli, boa leitura para quem ler!




          SOBRE DOCES E PESSOAS

Certo dia de verão, clima até ameno, a avó levou o neto de seis anos de idade até o parque para que ele pudesse brincar bastante e gastar a energia peculiar a toda as crianças. Não raro, ao observar o netinho correndo de um lado ao outro, a velha senhora ficava saudosa de seus tempos de infância e de todo vigor que tinha naquela época. Hoje, o simples fato de conseguir ir e voltar do parque já lhe deixava muito feliz.

Seus tempos eram outros, bem verdade, e a família era bem mais numerosa. As vezes ressentia-se de o neto não ter tido irmãos e irmãs como ela teve aos montes, sem contar todos os primos e até meios-irmãos. Sua filha escolhera ser mais precavida nos tempos atuais e ter um filho já se torna uma imensa responsabilidade. Talvez nesse ponto ela até tivesse acertado, uma vez que já tinha se separado do marido há algum tempo.

E foi sobre isso que o netinho, depois de tanto brincar e acabar por sentar-se no banco ao seu lado, perguntou para ela:

- Vovó, ontem eu estava com o papai e ele sempre está bravo com a mamãe e quando eu falo dela ele faz cara feia. Eles não ficaram juntos por que eu nasci?

A avô ficou pensativa por alguns instantes, sabia que não poderia responder de qualquer maneira para o neto, as crianças podem levar muito a sério as opiniões dos adultos e tomarem como verdade absoluta se essas opiniões se repetem por muito tempo. Ela não queria que o netinho tivesse uma impressão errada do que queria dizer, então tentou explicar da forma mais suave que lhe veio à mente.

- Vamos fazer o seguinte. Vamos brincar de imaginar as coisas está bem?

- Tá.

- Certo. Eu vou falando e quero que você vá criando as imagens na sua cabeça de tudo o que vou falar.

- Tudo bem, pode falar vovó.

- Sabe quando você passa por uma padaria e vê os doces no balcão? Imagine que você vê um pedaço bem bonito de bolo de chocolate, o que você faria?

- Comeria ele.

- Sim, você quer comê-lo. Mas veja bem, você viu aquele bolo que deixou você interessado, e acabou levando ele para casa para poder comer. Mas tinha um problema que o moço da padaria não tinha falado para você sobre aquele bolo.

- Que problema?

- Que, na verdade, aquele bolo de chocolate tão interessante era feito de chocolate meio amargo.

- Eca! Eu não gosto desse tipo de chocolate.

- Só que para você descobrir isso, primeiro você teve que levar o bolo para casa e depois ter dado uma mordida nele. E o que você faz quando não gosta do bolo?

- Eu dou para outra pessoa que goste.

- Isso é muito legal da sua parte. E é aqui que as coisas se parecem um pouquinho com o que aconteceu com seus pais.

- Como?

- Bom, quando a sua mãe conheceu o seu, viu ele a primeira vez, ela achou que ele era a melhor pessoa do mundo para ela e então, claro, ela quis levar ele para casa. Mas depois de um tempo, um tempo bem maior do que você leva para morder o bolo, ela acabou percebendo que não gostava dele.

- Ele era de chocolate amargo também?

- Ahuahua, um pouco eu acho. Bem, depois que ela percebeu o que realmente sentia ela então deixou que ele fosse embora.

- Mas por que ela fez isso?

- Ora, para que as coisas ficassem certas. Você não ia dar o bolo para alguém que gostasse?

- Ia sim.

- E foi o que a sua mãe fez. Como ela descobriu que o seu pai não era a melhor pessoa do mundo para ela; ela decidiu deixa-lo ir para que ele encontrasse alguém para quem ele possa ser a melhor pessoa do mundo. Apenas isso. Entendeu?

- Acho que sim, mas por que ele fica bravo quando...?

- Acho que o gosto amargo do chocolate ainda não saiu totalmente da boca dele, mas um dia isso vai passar. Sabe, o grande problema das pessoas em relação as outras é que algumas percebem bem rapidamente esse gosto amargo e não ficam remoendo isso por muito tempo, mas há aquelas que são teimosas demais achando que algum dia irão conseguir colocar um pouco de açúcar sobre essas pessoas e se prendem por muito tempo a elas. Infelizmente elas não conseguem e perdem muito tempo com algo que não as deixa felizes.

- Mas vovó, se o papai foi encontrar alguém para ele ser a melhor pessoa do mundo, por que a mamãe ainda não encontrou alguém para ela?

- Na verdade ela já tema alguém para ser a melhor pessoa do mundo e tenho certeza de que ela encontrara um outro alguém para ela também.

- E quem é essa pessoa?

- Oras, é você meu querido, sempre será você. Ah, mas não pense que seu pai também não pensa assim, ele também sabe que para você ele também deve ser a melhor pessoa do mundo. Entendeu?

- Acho que entendi. Eu achava que eu tinha culpa, mas agora vi que não.

- Nunca teve, meu amor.

- Vó, vou brincar mais um pouco, mas depois a gente podia fazer uma coisa?

- E o que você quer fazer depois?

- Quero ir comer bolo. A gente pode?

A avó sorriu. E assentiu com a cabeça, dizendo:

- Mas é claro que sim. Vai querer de chocolate?

- Acho melhor não. Vou pedir de morango dessa vez!


E lá se foi o netinho correndo ao encontro das outras crianças que tinha deixado de lado por esse breve momento em que conversara com a avó. E ela apenas continuou a olhar para ele e a relembrar dos velhos tempos. E que bons tempos!




PAUSA

 Esses dias fui fazer mais uma prova na faculdade, e dessa vez eu tinha estudado demais da conta a tal matéria. Estava tão confiante que realmente achava que não havia como ir mal, afinal até exercício na net eu fiz, dos mais fáceis aos mais difíceis, com uma média de acerto de 90%. Logo, eu estava achando que no mínimo uma nota perto de 9 sairia. Isso durou até eu começar a ler a prova, dali para frente foi um terror inigualável e eu entendi finalmente que, por mais que você estude, sempre tem um professor pra fazer uma prova além dos estudos. Depois da prova, já desanimado, parei para pensar, e rir um pouco, de como seriam as reações das pessoas que precisariam escolher uma alternativa para chutar como eu fiz, acho que seria mais ou menos assim:

Pessoa religiosa cristã tentando chutar e olhando para a letra:

A)   Ah meu Pai amado, Senhor dos senhores, Reis dos reis, me ajuda nessa hora e abençoa essa alternativa.
B)   Bem-aventurados os humilhados, por que deles é o Reino dos céus.
C)   Creio em Deus Pai, Todo Poderoso, criador do céu e da terra...
D)   Deus, se eu acertar essa, nunca mais falto ao culto/igreja/célula/etc....
E)   Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém ou na versão evangélica: Em o nome do Senhor, o Sangue de Jesus tem poder.


Pessoa que chegou depois da festa, bêbada:

A)   Ahuahuahuhauhauh, que merda tá escrito aqui?
B)   BUUUUURRP, mals aí galera, ainda não saiu tudo!
C)   Como era mesmo o nome da mina/cara que eu peguei ontem a noite?
D)   Disgrama de vida, que que eu tô fazendo nessa sala se eu podia tá tomando umas?
E)   É melhor eu marcar logo alguma coisa pra ir vomitar no banheiro se der tempo...


Eu, fazendo a tal prova:

A)   Agora to vendo que deveria ter estudado bem mais.
B)   Bom, não tem mais jeito, vai nessa mesmo.
C)   Caralho que não to entendendo porra nenhuma. Vai C mesmo que sempre dá certo.
D)   Demorei demais nessa questão, bora pra próxima.
E)   Então que se foda, vai ser essa aqui, apesar que quase nunca a resposta tá na E.
FIM DA PAUSA



   AS PERIPÉCIAS DE PEDRO GOLI

Esses dias eu vi uma notícia em um canal qualquer de televisão, parece que uma freira que arrecadava dinheiro para os pobres estava gastando tudo pra ela mesma. Só não consegui entender com o que, já que eu nunca vejo freiras com joias e outras coisas. Mas isso me fez lembrar de uns acontecidos de meses atrás. Eu sei que as pessoas nem sempre são o que parecem ser, algumas sim, mas veja meu caso; eu pareço ser apenas um cara que não faz nada e só pensa em beber e na verdade..., bem, na verdade eu acho que é isso mesmo.

Mas essa história não é sobre mim e sim sobre o que eu fiz, merda, então também é sobre mim. Ah, foda-se. Leia aí que você irá entender.

Eu tava indo pro prédio de um camarada meu e antes de chegar no local encontrei com outro parça na rua. Ele perguntou o que eu tava fazendo e falei que ia ver o Joao.

- Serio véi? Pode fazer um favor pra mim?

- Ah cara, nem dá, não posso atrasar.

- Mas véi, é um favor lá no prédio do Joao e ainda ganha uma grana.

Bem, grana significa vodka, então eu aceitei.

- Olha só, pega esse pacote aqui e entrega no apartamento da Monaliza no segundo andar, número 21. Firmeza? Aí ela vai te dar uma grana e você pode tirar 30 pra você.

- Beleza, dá o pacote.

O pacote era um quadrado embrulhado em papel branco. Pelo peso eu sabia o que era. Só podia ser um bloco de maconha. Mas como não era da minha conta, fiquei quieto e continuei meu caminho.

Confesso que eu tava tão de ressaca naquele dia, que dei a volta na mesma quadra umas três vezes, quando eu achei que tava perdido, lembrei de olhar para cima e vi o prédio do Joao do outro lado da rua. Fui direto pra portaria e o seu Jaime, o porteiro, já sabendo pra onde eu ia me pediu um favor também:

- Pedro, já que você vai no apê do Joao será que você poderia antes parar no segundo andar e entregar uma coisa pra dona Maria Aparecida?

- Vai rolar uma grana?

- Poxa Pedro, faz um favor pro seu amigo aqui, eu sempre alivio quando vocês fazem arruaça na área livre do condomínio.

Ele tava certo. O Jaime era gente boa e quando a gente fazia algazarra de tão loucos que a gente tava quando a galera se reunia perto da piscina, ele aliviava a barra legal pra todos. Até na vez que mijamos na piscina e deixamos todos aqueles rastros coloridos na agua e jogamos todas as garrafas de cerveja dentro dela, ele logo cedo limpou todas as evidencias.

- Deixa comigo, o que eu tenho que entregar?

- É esse pacote aqui. Ela mora no segundo andar, apartamento 22. Toma!

Peguei o pacote. Era um quadrado embrulhado em papel branco. Segundo o Jaime era uma bíblia e ela tava esperando fazia tempo.

Apertei o botão do elevador e quando a porta abriu, vi que tinha um cara lá dentro. Mas eu não ia cair nessa de me olhar no espelho e achar que era outra pessoa, eu sempre fazia isso quando tava nesse estado. Pra descontrair a subida comecei a mandar beijinho pro meu reflexo. Tava parecendo uma bichona bem louca. Só parei quando ouvi a resposta:

- Oh cara, eu não curto isso não!

Putz. Dessa vez tinha mesmo um cara dentro do elevador comigo. Tentei me retratar.
- Mals aê. Pensei que você fosse eu...

Acho que ele não entendeu nada daquilo e fiquei aliviado quando a porta do elevador abriu no segundo andar. Espero que nunca mais veja esse cara na minha vida.

Tava com os dois pacotes em mãos, mas aí aconteceu maior problema. Os dois eram quadrados e brancos, e agora? Tentei sentir o cheiro pra ver se diferenciava a maconha da bíblia, mas a ressaca tava tão foda que tudo cheirava à pão de queijo. Bom, o jeito era arriscar, eu tinha 50% de chance de acertar as entregas, mas sabia que tinha que fazer isso certo, até por que as duas vizinhas tinham históricos de reclamações uma da outra. Também pudera, Monaliza era uma louca de pedra, que vivia fumando maconha no prédio e Maria Aparecida era daquelas crentes que oram alto pra Deus ouvir bem lá em cima.

Bati na porta das duas, entreguei um pra uma, outro pra outra, peguei a grana, separei minha parte fui pras escadas para subir até o andar do Joao, por que deu cagaço de encontrar aquele cara de novo no elevador. Acho que demorei uma meia hora chegar no andar certo, por que em vários momentos quando eu tava no meio de um lance de escada eu esquecia se tava subindo ou descendo.

Pra resumir os fatos, eu entreguei os pacotes errados. Quando me contaram achei que ia dar maior galho pra mim. Mas sabem o que aconteceu? Monaliza e Maria Aparecida se tornaram grandes amigas dali pra frente, tudo por que uma foi no apê da outra devolver o “engano” e acabaram por se convencer mutualmente. Tipo, agora as duas sempre se reúnem para ir ao culto e depois dão uma chegada nas praças pra puxar unzinho.

Aí que eu falo das aparências. Quem diria que alguma dessas duas algum dia iria compartilhar algo com a outra que julgavam ser coisa de imbecil, tanto de um lado como do outro.

E foi assim aquele dia, o legal é que o meu parça ficou feliz em ter arrumado outra cliente e quis dividir mais uma graninha comigo, mas eu saltei fora dessa de ser entregador, afinal, eu percebi que não levava jeito pra coisa.



FUI-ME!!!

domingo, 6 de março de 2016

O ERRADO PENSADO

Olá pessoas!

Um pouco de pensamentos certos sobre coisas erradas e mais aventuras do meu amigo Góli. Aproveitem, lendo vocês ganham um pouco de mim em cada texto!



A INTELIGÊNCIA E A DIVERGÊNCIA

O dito popular de que a ignorância é uma benção pode estar mais correto que imaginamos.

Comparativamente neste mundo, por coincidência ou não, são exatamente os seres mais inteligentes que acabam por cometer os atos mais antinaturais ou inaceitáveis socialmente.

Obviamente os conceitos aceitos socialmente podem ser colocados apenas como uma invenção de interesse humano e os demais animais, por mais capacidade de raciocínio lógico que tenham, não tenham lá uma intenção de viver por regras e condutas, porém observações científicas irão sempre me provar o contrário: Que, afinal, até mesmo no reino animal há sim ordem e certa hierarquia.

Se não podemos culpar uma mãe leoa por abandonar sua cria que julga ser mais fraca que os demais, e por isso teria pouca chance de sobrevivência, para nós essa hipótese quanto aos nossos iguais é asquerosa e desumana. Sim, esse termo existe exatamente para capacitar a indesculpabilidade de certas ações que apenas animais deveriam tomar quando realizadas por seres humanos, pensantes e mais lógicos que as outras crias da mãe natureza.

De forma geral ou não, o que tento defender aqui é que, muitas coisas que nos parecem erradas e que dependem de certo raciocínio mais apurado, parece ser feito apenas por aqueles animais que compreendem muito bem o que fazem. Sejam os elefantes africanos se entupindo do fruto marulla para ficarem bêbados, sejam os golfinhos que tentam estuprar mergulhadores de vez em quando e todos os atos idiotas que nós mesmos condenamos e em certa proporção acabam sendo praticados. Ora essa, se temos a ideia de que esses dois animais exemplificados aqui poderiam ser tão ou mais inteligentes proporcionalmente que nós humanos, então, se esses animais atentarem contra os da sua própria espécie, teríamos no mínimo uma tentativa de assassinato entre esses seres, pois eles sabem sim o que estão fazendo, assim como quase todo assassino humano sabe o que está para fazer, sempre excluindo a culpabilidade extrema em casos de algum problema mental.

O fato em si é pensar que talvez, e apenas talvez, quanto mais inteligente o ser nesse planeta, mais culpa ele tem em se desviar do que seria o correto, pois incorrer nesse erro é uma escolha própria e não justificada, diferente do lobo que ataca os outros machos para manter a liderança ou animais que se agridem pelo território que pensam se deles. O problema nos mais inteligentes é saberem o que lhes pertence ou não, o que os ofende ou não, o que amam ou odeiam, mas tendo a importante noção que seu outro também vive sobre as mesmas condições de vida. Logo, as besteiras que os seres mais inteligentes do planeta fazem contra si e contra os outros são muito piores que aquelas cometidas pelos ditos seres irracionais. E convenhamos, homens, golfinhos, macacos, elefantes e outros tantos sabem muito bem o que fazem, e se fazem o que não devem por que querem, são tão divergentes quanto à sua inteligência quanto qualquer um.

Mas esses fatos podem ser apenas exceções, afinal, mesmo os animais que não deveriam amar seus iguais vivem nos demonstrando amores até mesmo pelos diferentes; como um cão pelo seu humano favorito. Então é mais fácil entendermos que os errantes inteligentes sejam também exceções de menor proporção. Porém, se mesmo os irracionais muitas vezes de diferentes formas se comportam como os racionais, estariam então os mais racionais se desculpando em um desvio padrão que aumenta cada vez mais ou estaríamos regredindo ao irracional novamente, e ainda pior de se pensar, quanto mais racionais, mais errantes nos tornamos?

Eu não sei, mas pensar nisso me traz certas preocupações que com certeza eu irei esquecer, assim bater em alguém na rua, falar mal de um conhecido, encher a cara e sair dirigindo por aí.


P.S. Apenas não faço nada do descrito no último parágrafo, apenas ali colocado para ressaltar meu ponto de vista. Fora pensar; pensar eu penso muito.








Uma rápida questão objetiva para tentar responder a respeito da minha vida. Eis a pergunta: - Das opções abaixo, qual você acha que aconteceu comigo recentemente?(gabarito comentado no final)

A) Uma pessoa muito atraente me chamou para sair na sexta-feira a noite, o que fez com que eu faltasse a academia por motivos óbvios.
B) Ao caminhar pela rua, encontrei uma nota de 100 reais perto do meio fio. Assim meu fim de semana foi na faixa.
C) Sai pelas lojas da minha cidade para comprar um jogo para meu console de games e encontrei.
D) Fiquei em dúvida em que lugar na cidade eu iria festar no Sábado a noite.
E) Ao voltar para casa, às 0:30 horas, logo após a academia, um carro qualquer parou logo atrás de mim e, antes que eu  pudesse abrir o portão, três caras saíram do carro e vieram me pedir ajuda, pois a gasolina deles tinha acabado e precisavam que eu fosse até o posto mais próximo buscar 20 reais de combustível para eles, me dando tanto o dinheiro como o galão para armazenar a gasolina.

Análise das respostas:  A resposta A está erradíssima. Isso não acontece comigo, não acontece, com outras pessoas acontece.
                                      A resposta B também é incorreta. Como eu ando sempre de cabeça erguida, acabo perdendo de encontrar coisas como essa pelas ruas. E mais de uma vez as pessoas que estão comigo acabam encontrando dinheiro no chão que eu não vi por que contemplava o horizonte.
                                      A alternativa C não se aplica a Paranaguá, afinal de contas, nem mesmo as grandes lojas que se instalam por aqui trazem muita variedade para o consumidor.
                                      A alternativa D está totalmente furada. Aqui as escolhas são muito limitadas para o lazer baladeiro, com algumas datas, vez ou outra, onde realmente surgem várias opções.
                                     A correta, até por ser mais a minha cara, é a letra E. Isso aconteceu mesmo. O carro já vinha buzinando bastante quando finalmente morreu no meio da rua. Os caras desceram e pediram ajuda, me deram dinheiro e o galão. Detalhe é que me deram uma nota de 50 e nenhum deles foi comigo até o posto. Ficaram lá empurrando o caro para o meio fio. O que eu fiz? Fui até o posto, peguei a gasolina e voltei. Também devolvi o troco. Eles tentaram me dar parte do dinheiro, mas como eu disse a eles, nunca sei quando serei eu a precisar da ajuda dos outros. Eles ficaram felizes, fizeram o carro funcionar e seguiram o seu caminho. Se eu cheguei a pensar que poderiam ser assaltantes? Por algum motivo isso não me veio à mente naquele momento, só depois, quando eu já estava quase dormindo, pensei nesta possibilidade.

Errou a questão? Não se preocupe, pouca gente me conhece bem para saber o que acontece comigo. Acertou? Deve morar ou ter morado aqui, com certeza!



             As Peripécias de Pedro Góli

Eu não lembro que dia era, mas era um Domingo a noite. Os camaradas passaram lá em casa por volta de algum horário que eu também não lembro, mas já estava escuro lá fora, ou era a touca que eu tava usando que ficava caindo sobre meus olhos? Não importa, estava escuro. Tinha uma festa da turma de enfermagem que ia rolar até a meia noite. O povo não queria ficar até muito tarde, ou cedo, por que a semana de provas se iniciava na segunda.

Quando os brothers chegaram em casa eu já estava “aquecido” com meio litro de whisky porcaria que tinha comprado na distribuidora perto de casa. Mal começamos o trajeto até a festa e o pessoal ia combinando as etapas:

- Cara, precisamos passar na papelaria antes de ir pra festa.

- E também pegar umas beras, energético e vodka aqui do lado da casa do Pedro.

Achei estranho. Não o que tinha do lado da minha casa, mas o fato deles quererem ir até uma papelaria no domingo e naquele horário. Não poderia ter nenhuma aberta, até por que a nossa cidade nem tem shopping. Ou será que iriam buscar alguém que mora atrás de uma papelaria?

Quando chegamos na tal “papelaria”, tudo que havia era umas casas bem suspeitas. Nenhum prédio comercial ou coisa do tipo. Levei alguns minutos para entender que papelaria significava o local onde eles iam pegar ácido, ou papel, ou doce, ou sei lá como se chama. Mas como meu negócio é só álcool, eu nem me importei com aquilo.

Fomos para a festa e tudo tava muito legal. Se tava chato era por que alguém ainda não tinha bebido o suficiente. Eu tinha! Tanto que nem reparei quando um dos meus estimados amigos batizou uma das minhas beras com um papelzinho e eu mandei pra dentro.

Dali para frente eu não estava mais na festa, acho que nem mesmo estava dentro de mim. Vi tanta coisa, de chuva colorida até conversas com psicólogos imaginários que tive sorte de não ter apagado e perdido o dia da primeira prova. Aliás, nem tinha como dormir. Esse negócio de papel deixa você muito acordado. O bom, eu não vomitei. O ruim, eu não sabia mais nada da prova. O bom, era prova objetiva. O ruim, eu não sabia mais em que sala seria a prova.

Não tomei banho, tava um trapo e fedendo à álcool e cigarro. Ajeitei o cabelo na pia do banheiro da facul e me enfiei na sala. Vi que tinha gente que eu achei que conhecia e fui sentando lá no fundão pra ninguém me enxergar. Mas a professora me viu e veio de moral:
- Mocinho, me desculpa, mas você não pode fazer essa prova.

Eu só conseguia ver um contorno de gente na minha frente. Eu sabia que tava mal, mas eu não queria ter que fazer aquela prova como segunda chamada e então insisti:

- E a senhora tem algum motivo pra não me deixar fazer a prova?

- Bom, para começar....

- A senhora vai me discriminar apenas por que eu bebi um pouco? Vai tirar minha prova mesmo sabendo que eu tenho um problema?

- Não. Não é nada disso. É que você.....

- Se não vai tirar a minha prova, então deixa eu fazer, tá bom?

- Mas eu temo que isto possa prejudicá-lo.

- Isso não vai me prejudicar. Obrigado pela preocupação.

Ela voltou para a mesa de professora e eu fiz toda a prova com leves dormidas entre uma questão e outra. No fim, fui o último aluno a entregar a prova e a professora voltou a falar comigo:

- Moço. Você sabe que esta sala não é a do seu curso não é?

- Como assim?

- Eu acho que você entrou na sala errada e fez a prova de outra turma, eu não lembro de você durante as aulas e o seu nome nem sequer está na minha lista de presença pelo que estou vendo agora.

- Peraí. Mas que curso é esse?

- Enfermagem!

Porra, era por isso que eu tinha achado ter entrado na sala certa. O povo que eu pensei conhecer era o pessoal que tava na festa e eu nem me liguei. Também, nas condições em que eu me apresentava, teria feito a prova até na sala do reitor por engano.

E depois de tudo, ela mesmo assim corrigiu a minha prova, só por curiosidade como disse, e eu tirei a maior nota da sala que eu não estudava. A prova certa eu fiz na outra semana. O bom é que tinha mais dias para estudar. O ruim é que eu fui beber e não estudei. O bom é que eu acertei a sala. O ruim é que fiquei para exame.


Mas assim é a minha vida. De gole em gole!

FUI-ME!!!


sábado, 16 de janeiro de 2016

A Estreia de Pedro Góli

JANEIRO - 2016

2015 foi excelente para mim, nem tanto para o nosso país. Fico na torcida que 2016 seja bom para todos! E vamos de mais histórias... Quem sabe um dia sejam lidas por muitos!


Estranha coincidência e um pouco de nostalgia


No final de semana de estreia de Star Wars – O Despertar da Força, eu, como bom nerd e fã da série, tive que ir ver o filme – que é bom, mas não ótimo. O que é bem normal, uma pessoa ir ao cinema ver um filme. Mas eu sabia que algo não poderia ser totalmente normal em minha vida, nem mesmo as condições que eu vejo um filme.

Após o filme, voltando para o hotel (já irão saber por que hotel e não casa), meu núcleo de memórias cerebrais me alertou para uma estranha coincidência que envolve os primeiros filmes de todas as trilogias dessa série, lembrando que temos a trilogia original que estreia no filme IV, depois a segunda trilogia que começa pelo I e essa nova trilogia que se inicia agora com o VII.

Mas qual era a lembrança tão interessante que meu cérebro queira trazer à tona e que teria uma lógica ligação com minha última ida ao cinema?  Única e exclusivamente tratava-se de onde eu tinha visto a primeira parte de cada trilogia: Todas no Estado de São Paulo. E o que tem demais nisso? Quase nada na verdade, se tirarmos o fato de que eu moro no Estado do Paraná e não teria qualquer motivo de me deslocar daqui para uma cidade paulista apenas para ver o filme e, de fato, em nenhuma das ocasiões eu fui até elas apenas para isso.

O primeiro Star Wars que eu vi, o IV, foi na década de 80. Todo final de ano, a família inteira costumava se reunir na casa dos meus avós, tanto maternos quanto paternos, para matar as saudades. Como todos sabemos, com o tempo, é natural as famílias se espalharem pelo nosso Brasil e, algumas, até mesmo fora daqui. Então, tínhamos sempre o natal para colocar todos juntos num mesmo local, mais exatamente nas cidades de Barra Bonita e São Manoel. Só que, família reunida significa muita criança hiperativa de um lado para o outro e uma das formas que minha mãe e minha tia tinham de nos deixarem calmos por alguns momentos era locando filmes (na época era tudo VHS, aquelas fitas pesadas de vídeo cassete que demoravam uma eternidade para rebobinar, e ai de você se chegasse na locadora sem rebobinar; minha mãe tinha um aparelho que fazia isso um pouco mais rápido). E foi assim, nas férias de verão, através dessas fitas que passei a conhecer Changeman, Jaspion, Jiraya e, entre outros, Star Wars. Apaixonei-me à primeira vista, literalmente!

Os outros dois eu assisti no Paraná, também em VHS. Depois os anos passaram e surgiu uma nova trilogia. Fiquei empolgado e tava louco para ir ao cinema. Mas, por essas coisas do destino, a estreia do Episodio I iria acontecer no mesmo final de semana que minha irmã se formaria em direito. E onde ela estudava? Presidente Prudente. E como é quente aquela cidade, quase tão quente quanto Paranaguá. Pois bem, não teve jeito. Com um pouco de charme emburrativo, minha mãe me levou até um cinema e me enfiou na sala para assistir. Só não foi tudo legal por que eu não gostei tanto desse. Então era o segundo primeiro filme de trilogia da série que eu via numa cidade paulista.

Aí os anos passam novamente e eu fico animadíssimo quando decidem realizar mais uma trilogia. Data marcada, anotada no calendário. Dinheiro separado desde sei lá quando e então restava apenas escolher o melhor cinema em Curitiba pra me maravilhar mais uma vez com esse universo e... e... e... mais uma vez a vida brinca com a gente. O filme estreou no terceiro final de semana de dezembro. E o que tinha sido marcado para esse final de semana além do filme? O casamento do meu primo. E onde ele mora? Em Botucatu (onde eu nasci). Mas o casório seria em Cerquilho (cidade natal da noiva, onde saiu um dos prêmios da mega sena da virada – se eu soubesse tinha feito uma apostinha por lá – e que fica perto de Campinas). Logo, por incrível que possa parecer, eu assisti mais um início de trilogia da série numa cidade paulista (Campinas – e por isso voltava para o hotel).

Pode nada significar, mas é algo realmente estranho se pararmos para pensar a respeito, afinal eu jamais teria visto esses três filmes por lá se certas coisas não acontecessem para que assim fosse feito. São essas coisas da vida de cada um que nos faz pensar se não há mesmo alguma grande força no universo que vez ou outra nos brinda com acontecimentos realmente interessantes.





PAUSApausaPAUSApausaPAUSApausaPAUSApausaPAUSApausaPAUSA

É fato notório que após muitos anos livre dessa praga de mosquito, minha querida cidade de Paranaguá vive hoje uma das mais terríveis epidemias do litoral do Paraná quanto ao número de casos de dengue. Todos demoramos a nos mexer para mudar isso, tanto o poder público quanto os próprios cidadãos, mas tenho certeza que logo teremos ganho uma batalha contra esse vírus e também seu transmissor, o próprio mosquito, que já vitimaram fatalmente alguns de nossos amados moradores. 

Agora fatos curiosos que podem ou não serem falsos (e são, evidentemente):

- Os cientistas aedes (essas pragas de mosquitos tem cientistas também) estudam uma nova metamorfose para as futuras gerações de ovos e larvas para que consigam se desenvolver também em água salgada. Tudo dentro de um plano de dominação mundial que envolve a utilização dos oceanos. 

- Enquanto isso, empresas de cosméticos aproveitam a nova onda brasileira de infestação e prometem novos produtos destinados a, além de servirem para os cuidados pessoais, também espantarem o mosquito. Em breve teremos novos itens no mercado como o Seda Citronela, Axe Icaridina, Maquiagem Avon Própolis, Lux Complexo B, entre outros produtos.

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As Peripécias de Pedro Góli

Meu nome é Pedro Góli, vai ver é uma dessas brincadeiras do destino. O fato é que eu sou tão foda que continuo me fodendo desde que me conheço por gente e não sei realmente se tem como acabar mais fodido nessa vida, mas sendo eu isso é bem possível.

Hoje vou contar sobre uma das minhas saídas no tempo de faculdade, coisa rápida e sem muita emoção, azar de quem leu até aqui e quiser continuar. Bom, foi numa sexta-feira sei lá quando, provavelmente eu teria provas bimestrais na outra semana, daí a turma saia pra se divertir mesmo. Pessoas normais fariam isso na semana após as provas para comemorar, a gente fazia por que depois repetíamos a dose para ficar choramingando nosso péssimo resultado. Será que isso era devido as festas antes das provas? É um mistério que permanecerá para a eternidade.

Me arrumei como pude, como qualquer cara que mora sozinho na cidade onde estuda, longe dos pais, faria. Peguei a primeira roupa que não cheirava a alguma coisa nojenta no guarda-roupas e vesti. Acho que tinha tomado banho a tarde, nem lembro. A carona chegou e fomos pra festa.

Era churrasco da turma de veterinária, eles sempre faziam os melhores e a gente com as mesmas piadinhas de ter carne de gato e cachorro. Até hoje não sei se tinha, mas era fato que nenhum cão permanecia ileso aos redores da faculdade naqueles tempos. Como todo garoto novo e bobo eu ia nas festas para duas coisas: beber e tentar agarrar a mulher que fosse. Se não arrumava alguém no começo ou no meio da festa o remédio era beber o máximo possível e, quem sabe, agarrar alguém, mesmo que fosse alguém que você jamais iria pegar; se esse alguém estivesse na mesma condição que você. Geralmente funcionava, era fácil perto da hora de ir embora achar uma garota tão bêbada quanto eu.

Mas naquele dia na festa eu exagerei e acabei por ser uma fonte inesgotável de vômitos. E isso foi constante, por que assim que eu expelia uma grade quantidade de cerveja que estava em mim eu imediatamente reabastecia, tornando aquilo um ciclo contínuo e horroroso.

Minha sorte pareceu dar uma guinada na hora de ir embora, o pessoal da carona aumentou e uma bela moça sentou-se comigo no banco traseiro. Eu tava um trapo e ainda vendo o mundo girar, ela também não estava lá essas coisas, mas eu tinha gostado. O ruim é que naquele ponto a bebida já não me deixava extrovertido, eu tava mais caladão e sem jeito de pedir um beijo. Mas criei coragem e fui tentar, mas então eu dei um pisão no pé dela.
Pedi desculpas e voltei a ficar quieto. Ela não entendeu muito bem. Depois de alguns quarteirões eu fui tentar novamente e dei outro pisão no pé dela e pedi desculpas novamente. Acho que repeti a mesma cena duas vezes mais e só lembro dela ter dito que nada tinha acontecido. Bom, como para ela tava tudo bem, na última vez que pisei no pé dela eu fiquei com o meu pé ali até chegar em casa, tinha decidido que se ela não falasse nada sobre isso eu iria tascar um beijo na hora de sair do carro.

Pois é, e foi na hora de sair do carro que eu entendi o motivo dela não querer que eu pedisse desculpas. O que aconteceu é que eu vinha pisando no meu outro pé o tempo inteiro e quase cai na hora de sair do carro. Daí a garota riu da cena e percebi no olhar dela que iria rolar algo, me aproximei e.... vomitei em cima dela. Foi bacana por que ela com nojo vomitou em mim também e fomos todos pra dentro do meu apê nos limpar. Eu deixei ela usando o banheiro da sala e fui pro do meu quarto. Olhei-me no espelho, lembrei das pisadas no meu pé e me pedi desculpas. Pensei em ir dormir sem me limpar, mas então me deu outro enjoo e corri pro vaso, acabei dormindo abraçado com ele.

Na manhã seguinte, tomei um banho e vi que a moça tava dormindo na minha cama, fiquei aliviado por tudo que tinha acontecido e por não ter beijado ela.

Achei ela feia e provavelmente ela deve ter achado o mesmo de mim quando acordou. Mas eu nem ligo, o meu achismo era mais importante.

E foi assim!


FUI-ME!!!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

CONSTRUINDO VERDADES

Olá pessoas!

Tempos de estudos são sempre apertados, logo não consigo manter uma regularidade no meu blog pouco lido, porém muito bem visitado por pessoas que gostam de uma leitura nem sempre edificante, mas de alguma forma proveitosa.
Nessa postagem um pouco sobre um assunto sempre muito alertado, os fakes na internet, mas com um pouco de aspecto fora da rede também e no embalo um pouco de filosofia sobre como se fazer verdades.
Aproveitem!



Fakes

Fake é uma palavra de origem inglesa que pode significar, entre outras coisas, falso, imitador, fraude, impostor, farsante, disfarçar, improvisar. Esse termo teve uma nova conotação com o advento das redes sociais, mas o fake, como conhecemos na rede, aquela pessoa que diz ser uma coisa e na verdade não é, passou a existir muito tempo antes disso. E não estou falando do ICQ, me refiro a tempos anteriores à nossa própria contemporaneidade.

Por diferentes motivos gostamos de mentir aos outros sobre nós mesmos. Podemos ter o mais nobre dos sentimentos ao desferirmos inverdades que nos melhor qualifique ou até mesmo nos diminuam, um galanteador que queira impressionar uma bela moa que acabara de conhecer pode contar coisas a seu respeito que são mais ficção que muitos filmes ou entoa um excelente jogador de bilhar pode sempre creditar seus ótimos lances à sorte para animar o oponente. Não importa tanto o motivo, mas fakes existem mesmo desde a idade média, quando a própria maneira de se vestir demonstrava a que classe você pertencia, ou seja, dependendo da sua roupagem quem o visse em qualquer lugar já saberia se você era um camponês, um nobre, um clérigo e assim por diante. Não à toa o próprio cinema explora essa possibilidade mostrando como as pessoas deveriam se fazer passar por outras para conseguirem acessos restritos apenas se vestindo de maneira diferente. Ser um fake á exatamente isso, colocar a roupagem que mais ira agradar a quem quer ver, porem também esta na adoção das palavras e historias que mais irão agradar ao ouvinte, e muitos políticos sabem muito como fazer isso. Ate mesmo os bandidos tem seus breves momentos de fake quando são pegos pela policia, geralmente de cabeça baixa e voz mais afinada, juram sua inocência e se descrevem apenas como trabalhadores e pais de família.

Mas voltando ao mundo virtual, o fake pode acabar tendo propósitos mais mesquinhos. Seja a namorada que se faz passar por outra pessoa para sempre estar fuçando a rede social do namorado, louca para ver se está sendo traída a cada dois minutos ou ainda os motivos mais nefastos, no caso os seres nojentos que são os pedófilos ou mesmos os perigosos que são os sequestradores.  Em ambos os casos é comum que utilizem da sedução para atraírem suas vítimas, colocando fotos de pessoas atraentes e preparando a armadilha. O pedófilo ainda consegue, com sua conversa altamente sedutora, envolver tanto a vitima que mesmo depois de revelada sua verdadeira identidade, ainda exerce certo fascínio sobre o menor, levando muitas vezes a cabo o abuso. Lembrando ainda jovens, que muitas pessoas se passam por outras muito atraentes e ficam enviando fotos ou vídeos íntimos apenas para que você retribua da mesma forma, e depois pode prejudicar você de varias maneiras.

Ainda bem que da mesma maneira que existem pessoas ingênuas que acabam caindo nas histórias fantasiosas dos fakes, há também as desconfiadas e que em poucos passos já conseguem descartar qualquer perigo ou incômodos. Sejamos todos nós desconfiados, quando conhecer alguém virtualmente pegue qualquer foto e pesquise a imagem na própria internet, isso pode ser feito com o nome que te derem também. A mesma internet que permite aos fakes aflorarem como ervas daninhas também permite aos mais cautelosos desmascararem essas pragas virtuais. E olha que eu poderia falar de vários tipos dessas pragas, como as que se protegem atrás de personalidades falsas para ofender, por exemplo. Seja esperto, como tudo que possa interessas a você nessa vida, pesquise e muito sobre o que chamou a sua atenção. Isso mesmo, como quando você fica sabendo de alguma noticia interessante e vai atrás de varias fontes para saber mais sobre o assunto, faça isso com seus contatos.


Bom, fakes na internet podem de fato serem pegos mais rapidamente, o maior problema se encontram nos fakes do dia a dia, dos mentirosos que se dizem amigos e amigas, dos contadores de historia que querem seu apoio, seu voto, sua proteção, seu dinheiro. Desses infelizmente, não basta apenas uma consulta ao Google, é preciso também uma certa experiência de vida.




-------------------------------PAUSA

SAIR PRA DENTRO

Duas falas muito comuns que se enquadram nas nossas armadilhas da língua portuguesa, o sair pra fora e entrar para dentro, clássicos pleonasmos. Mas e se fosse sair pra dentro e o entrar pra fora? Este último, creio eu, deve ser mais difícil de acontecer, mas sair para dentro, bem, eu acho que é possível, vejamos:

Se estou dentro do meu quarto de desejo chegar até a sala, necessariamente deverei SAIR do quarto e entrar DENTRO da sala, ou seja, se a sala está localizada dentro da casa eu acabei de sair para dentro da sala.

Confuso? Em parte concordo, mas assim demonstro que sair para dentro é totalmente plausível na forma pratica.

                                                      CORES

Só usarei este pequeno espaço para uma consideração sobre cores de carros, coisa rápida, mas que faz pensar. Confesso que não um entusiasta da cor mais pedida no mundo para carros, o branco, mas se tivesse que escolher entre o branco e as cores mostradas abaixo eu nem pensaria muito em aceitar o branco.

O vede limão inaugurado no Brasil com o Palio, bom, país tropical e tudo mais então mete lá umas cores ousadas que representem diversão. Diversão mesmo devem ter tido os donos ao tentarem vender seus limõezinhos! Mas quer saber? Até que não é tão feia não, prefiro essa a muitas outras.

Tcharã.. Alguém que adora chocolate provavelmente ama esta cor: marrom metálico ou chocolate metalizado, tanto faz, me lembra vagamente de cocô mesmo ou barro meio diarreia. Se algumas tonalidades de verde ou vermelho me fazem passar longe da paleta de escolha de cores de alguns carros, esse marrom acaba sendo matador de vendas para pessoas como eu, não como você!



Ahá, se as pessoas achavam que cores ruins já tinham todas sidos utilizadas pelas montadoras, heis que a Ford me sai com essa. Seria branco? Não. Amarelo muito muito muito claro? Não. Creme? Nem fodendo. Isso é branco vanilla, ou baunilha como preferirem ou ainda cor de monitor de computador indo do branco pro amarelado; nerds entenderão. No final das contas, acho que fico com o verdinho mesmo.

Minha cor favorita para carros? Depende do caro, mas preto, amarelo, cinza e azul dão certo.

                                         FIM DA PAUSA-------------------------------




CONVERSA

     DE

VAMPIRO



Construindo verdades 


-          Estava no Mercado e sem querer ouvi algumas pessoas conversando a respeito da jovem de nobre família que fugiu de casa por causa de maus-tratos, porem alguns diziam que ela teria fugido por que teria decidido viver uma aventura, ainda outros afirmavam que nos jornais haviam escrito sobre ambas as hipóteses e que então algo estava errado. Nem sei o que pensar.

-          Então comece pensando que você na realidade queira ouvir o que ouviu. Sem querer algo não existe, a não ser que seja forcadamente imposto a você. Se realmente não quisesse ouvir e até mesmo participar das conversas, teria apenas se retirado do local apressadamente. Mas se reuniu tantas informações, fica claro que permaneceu por causa de sua habitual curiosidade sobre as coisas.

-          De fato não posso negar esse raciocínio, mas não o fiz por mal.

-          Não, o fez por impulso, e é naturalmente compreensível, humanamente natural.

-          Sim, mas em qual versão confiar, quem fala a verdade, quem inventa...?

-          Já foi dito certa vez que toda a historia tem três versões: a versão de um, a versão de outro e a verdade. Chegar ate a verdade é um caminho com curvas que puxam tanto pata um lado quanto para o outro e no final só conseguimos nos aproximar daquilo que é a real verdade ou então nos desviamos para muito próximo da mentira.

-          Mas por que tanta confusão em se falar das coisas?

-          Por que as coisas vem do que nos contam e quanto mais pessoas passam a contar sobre a mesma coisa, mais versões aparecem.

-          Mas sempre há versões mais confiáveis.

-          Confiáveis? Vejamos: um assunto banal qualquer em que tenhamos algumas possibilidades, a primeira é a possibilidade científica, de tratar o assunto com seriedade, pesquisar muito antes de falar com certeza sobre alguma coisa e a segunda que é puramente ficcional e inventado com tal maestria que quem ouve a versão falsa da noticia passa a levá-la como verdade.

-          E entre essas duas há muitos caminhos até a verdade?

-          Não disse que a primeira e de fato verdadeira, disse apenas que ela é mais séria, mais crível por aceitar os fatos unicamente como aconteceram, sem invencionices e sem achismos, sem dramas comoventes ou piadas hilárias. No percorrer de ambos os caminhos podemos nos deparar com verdadeiros vendedores de mentiras quase sendo como a verdade.

-          Como assim?

-          Ora, num mundo em que o conhecimento era escasso, o passado na verdade, ter acesso às informações reais era muito complicado, não raro um boato poderia ser levado a serio por muito tempo antes que fosse desmentido, mesmo estudar sobre um assunto qualquer criava certas armadilhas, pois ou se tinha acesso a livros ou se ouvia o que qualquer um que afirma ter lido o livro falava sobre o tema. No mundo atual com um excesso de informação e obtenção veloz dessas informações, iremos nos deparar com tantas versões de uma mesma coisa que fica ate difícil saber com extrema confiabilidade, qual das versões é de fato a real e quantas mais são pura lorota. Então se antes tínhamos uma escassez das informações que faziam muitos acreditarem em mentiras que se perpetuavam por épocas, hoje temos uma exceção tão grande que fica complicado saber qual das versões levar a serio.

-          Mas com tanta informação, não fica então mais fácil se chegar à informação real hoje do que seria nas épocas passadas?

-          Deveria ser, mas as pessoas não pesquisam ate encontrarem as melhores fontes, elas pesquisam ate encontrarem a versão que lhes satisfaçam as vontades e assim as espalham. Fora a terrível condição de alguns, em pegarem um fato qualquer e fazerem um verdadeiro retalho entre coisas inventadas e informações mais sérias para dar veracidade à sua versão. É como pegar meia mentira e meia verdade e as unirem, para, de certa forma lógica, dar um fundo de seriedade e autenticidade a uma coisa inventada.

-          Concordo quando você fala sobre acreditar naquilo que se quer, como no caso da moca, acredito que se eu lhe tivesse apreço eu preferiria achar que ela era maltratada e fez bem em sair de casa, mas se eu não a gostasse, seria fácil espalhar que ela foi viver uma vida fútil.

-          De fútil a vida nada tem, e eu nem posso falar sobre vida ironicamente. Mas é preciso conhecer toda a vida dela até o momento de sua fuga para se chegar próximo do real motivo que a levou a tal ação e por vezes é mais interessante ao ser humano acreditar nas mentiras mais elaboradas do que nas verdades mais simples.

-          Com tantas informações que se misturam, fica difícil encontrar a informação original.

-          Nunca tente encontrar a original, ela pode também estar equivocada. Procure sempre pela mais bem fundamentada, dês que esse fundamento não venha de uma única pessoa, mas sim de varias que contem quase a mesma coisa.

-          O que você acha que aconteceu a ela?

-          Não saberia dizer, mas se eu a tivesse visitado, poderia ter certeza que a única versão possível de ser contada seria a minha e ela não seria agradável de se ouvir.

-          As vezes eu não sei se devo ter medo ou confiar em você.

-          Mas isso se resolve facilmente.

-          Como?

-          Encontra as fontes certas, pesquise lentamente e encontrara tudo o que se tem ao meu respeito, mas saiba separar o fantasioso da realidade para que não me tome como aquilo que não sou e nem se decepcione com o que sou.


FUI-ME!!!