domingo, 15 de junho de 2014

D (o)(a) s!

Olá pessoas!

Não quero falar de copo do mundo, mas para constar ficarei feliz se o Brasil ganhar ou mesmo a Holanda, seja como for não entro nesse assunto por que me divido entre amar futebol e também detestar o rumo administrativo da nossa nação. Então prefiro falar sobre o que eu acho que entendo, mesmo sabendo que sei tão pouco sobre tudo.

Boa Leitura!

Das ESCOLHAS

A vida é feita de escolhas!
Bom, quase todo mundo ouve ou diz isso ao menos algumas vezes na vida, e até parece ser mesmo verdade.
Mas não é!
Resolvi fazer um pequeno exercício lógico de pensamento e tentar entender como as minhas escolhas fazem eu ser eu. E acabei aprendendo que não fui eu que me fiz e nem mesmos as escolhas que eu optei que me fizeram, a maior parte do meu eu veio daquilo que não pude escolher e isso é fácil de demonstrar.
Minha vida começou sendo definida pelo meu dia de nascimento, isso teve relação direta com o período em que fui concebido e eu não escolhi o dia. Tão pouco acho que escolhi meu sexo, calhei de ser um espermatozoide Y, se fosse X a história teria mudado um pouco, mas foi essa minha metade Y que chegou primeiro e então vim menino. Não escolhi o País, Estado ou cidade que iria nascer também
Não escolhi meu nome, gosto muito dele, mas ele me foi dado de presente. Não escolhi, ao menos no início nas coisas que iria acreditar, mais especificamente, a religião que iria seguir, apenas aprendi desde cedo o que todo o resto da minha família acreditava, então acreditei também. Não escolhi a língua que eu queria aprender a falar, copiei dos meus pais. Não escolhi as cidades as quais fui morar por grande parte da vida em que se é dependente de outras pessoas, apenas ia.
Tentei escolher amigos e namoradas, mas percebi que também precisava ser escolhido, logo não era apenas uma decisão minha. Com os amigos eu tive sorte, afinal amigo, na maioria das vezes é afinidade, mas namorar, bem, namorar você sempre quer aquele alguém e na maioria das vezes aquele alguém não quer, a coisa não bate e a escolha não dá certo. Mas um dia você conhece alguém, que talvez nem tenha escolhido, mas acaba sendo a melhor coisa do mundo.
As escolas em que estudei, também não escolhi, não reclamo, todas excelentes, mas sempre eram aquelas que a cidade diziam ser as melhores. Coisas de pais preocupados realmente com a educação. Matar aula também não dava pra escolher, se pegavam a gente era encrenca. Tentei escolher um esporte legal para praticar, no final eu sou ruim em tudo e nenhuma escolha deu certo.
Tentei escolher um valor musical, mas isso não se escolhe, parece que, como no esporte, você nasce com... vai saber!
O serviço então, se você pudesse escolher de verdade, rapaz, você escolheria muito bem, mas às vezes tem que se agarrar ao que aparece, ainda mais em nosso amado capitalismo burro.
Aí você junta dinheiro para comprar um carro, talvez uma casa, quem sabe. Então você quer escolher, mas não é o que você quer escolher é o que você poderá escolher, explicando, você não pode escolher aquela mansão, mas pode escolher entre a casa lá na curva ou a outra perto da serra.
De repente eu entendo que há pouca coisa que eu realmente escolho nessa vida, de certa forma, de alguma maneira, parece que todas as decisões vem prontas, são entregues para todos nós sem que possamos perceber isso e quanto mais tentamos nos enganar que estamos escolhendo de fato o ruma da nossa vida, ela na verdade já foi escolhida por todos os outros antes de nós.
Mas eu entendi que tem um jeito de escolher a vida.
Pra isso basta ter um filho, a vida de escolhas não será exatamente a sua, mas de certa forma essas escolhas transformarão os caminhos de alguém muito importante para você.

Por favor, escolha certo!

--------------------------------------------------PAUSA---------------------------------------------
Das MANIAS

Abaixo estão minhas manias inexplicáveis que nem mesmo eu sei por que as tenho e acreditem, não consigo em ver livre disso, quais seriam as suas?
1 -      Nunca, mas nunca mesmo bebo qualquer conteúdo de qualquer coisa até seu fim, se eu estiver tomando uma garrafinha de água eu a jogarei fora quando restar um pouquinho no fundo. E isso é com tudo o que eu bebo.
2 -      Eu sempre olho para a rua quando desço do carro para ver se não derrubei a minha carteira no chão, na imaginação de que eu irei derrubar ela um dia e alguém vai acabar pegando.
3 -      Eu faço um joguinho mental de trânsito na minha cabeça. Sempre começo a semana com 20 pontos e a cada coisa errada que eu faça, tipo um acurva aberta que fiz muito fechada, passar no sinal amarelo, entre outras coisas, eu tiro um ponto. Na maioria das vezes eu termino no azul.
4 -      Eu não uso escovas ou pente de cabelo. Não penteio o cabelo mesmo!
5 -      Odeio chinelos.
6 -      Se eu vir qualquer coisa que seja quadriculada eu automaticamente começo a contar quantos quadrados tem essa coisa. Por hoje é só!

 Agora pense nas suas. 

-------------------------------------FIM DA PAUSA----------------------------------------------


Dos CLIENTES

Trabalho com pessoas. Não apenas com elas, mas para elas. Não lido com suas particularidade, mas tenho parte, uma pequena parte, em suas vidas e elas nas minhas.
Por trabalhar com algo relacionado à saúde, fica claro que muitas pessoas não se interessam com o que acontece no momento em que vivem. Percebe-se que elas sempre estão com seus pensamentos totalmente desconectados do que está se passando, adiantando-se a acontecimentos que ainda não vieram e infelizmente deixando passar uma parte importante da sua integridade. E é aqui que eu me estresso expressamente, todos os dias.
Eu penso ser quase inútil atender uma pessoa que sequer passou informações necessárias ao seu médico para depois buscar um produto que irá ajudar ou não a melhorar sua condição. Eu acredito que a maioria das pessoas sequer ouvem o que seus médicos dizem ou então nem mesmo relatam todas as coisas inerentes ao que estão sentido para uma análise mais perfeita.
E o desligamento das pessoas é facilmente caracterizado com o número de vezes que elas perguntam as mesmas coisas. Elas não ouvem o que você fala, elas ouvem o que elas querem e então perguntam algo novamente quando esse algo não estava na ordem mental que elas planejam enquanto falam com você, elas perguntam como se usa enquanto pensam no que usarão à noite para sair. É cansativo, é estressante pelo simples fato de que são muitos assim, mas ainda bem que há exceções. E são três dessas exceções que eu quero falar, só por curiosidade. Claro que não direi o nome de qualquer um deles, mas tenho certeza de que se eles pudessem ler isto, no sentido de algum dia terem acesso ao que aqui foi escrito, eles com certeza saberiam que são deles que falo. Então vamos a eles:

É um assalto! Um dos meus clientes que me animam a atender é um senhor aposentado, na verdade dois deles são aposentados. Ele sempre chega com sua bicicleta e dia a mesma frase, todas as vezes. Se há mais clientes na loja, eles se assustam no início, mas a frase é dita com uma complementação: É uma assalto, vocês sempre me assaltam quando venho aqui. O que mais gosto nele é que nunca aceita qualquer opinião minha do que comprar e toda vez que volta por que algo que levou não funcionou ele diz que fui eu quem indicou, mas tudo na boa brincadeira e pacificidade.

Seu menino! Essa é a frase de um cliente que alguém que os conhecedores de culturas africanas facilmente chamariam de preto velho imediatamente quando o vissem. Mas é uma tarde de boas conversas sobre os tempos passados que se dão quase sem interrupções, é como se ele escolhesse os dias certos para aparecer. Poder conversar com alguém que vive na nossa cidade há tantos anos é uma experiência espantosa, saber como se faziam as coisas antigamente, onde era o que e como o povo se comportava é poder traçar um parâmetro com os dias atuais e sentir saudades de um momento que nunca vivi. Confesso que fico preocupado quando se passam muitos dias sem que ele apareça, pelo idade sempre penso na obviedade da vida, mas isso só me deixa mais feliz quando ele aparece.

Dexametasona! Essa é muito singular. Ela não nasceu aqui, ela é do Rio. Ela fala como eles falam lá. Mas ela é extremamente enérgica e extremamente alérgica. Nossas conversas giram em torno da incapacidade alheia, sem nomear qualquer pessoa, mas a nossa espantosa coincidência em enxergar nas coisas simples as grandes complexidades da vida. Concordamos que a dexametasona é uma das melhores descobertas já feitas também. Confesso que seus relatos sobre a falta de interesse do pessoal de onde ela trabalha são engraçadas. E o mais interessante é ver que ela até poderia, mas não tem carro, ao invés disso pega táxis. Poderia pegar ônibus, mas segundo ela teriam que ser dois, e fora isso tem todas as inúmeras partículas de tudo que compões o mundo que ela entraria em contato e pela sua lista ela é alérgica a quase todas.

Todos eles tem em comum algo que para mim caracteriza os melhores clientes a serem atendidos por qualquer área de atuação, é que eles não estão indo lá apenas para adquirir um produto, eles estão indo lá para de fato socializarem com outras pessoas e isso é algo pelo qual eu nunca terei troco suficiente para oferecer.

Obrigado!



Do TANGÍVEL AO INTANGÍVEL

Talvez nem tudo que pensamos ser algo real de fato exista.
De um certo ponto metafísico, é muito mais fácil entender o mundo, pois o mundo sustenta-se em ideias e ideais com seus propósitos muito bem definidos e suas funções totalmente articuladas e postas em operação.
O que poderia ser algo palpável é inteiramente imaginário, é lançado no mundo das ideais perfeitas, mas nunca poderá se tornar realidade. Difícil de entender?
Eu também acho, mas é muito simples de se colocar em uma perspectiva totalmente verdadeira e autoexplicativa. Imaginemos o sistema financeiro e seu propósito, no mais simples plano esse propósito é muito básico, a maioria não tirará proveito dele e uma minoria selecionada irá vive-lo em toda a sua intensidade. Peguemos o objeto mais claro desse sistema, e o mais desejado, o dinheiro. É ele que achamos que temos direito, mas que na verdade nos é dado para que seja devolvido a quem nos deu, porém nunca teremos que devolver a mesma quantia que pegamos, sempre será uma porcentagem a mais. Só tem um problema, você não recebe a porcentagem a mais, nunca! Então nunca termina de devolver o que você não ganhou. Mas não é aqui que o exemplo tem que se fixar e sim no fato de sabermos que o dinheiro existe e sabermos que podemos tocá-lo, senti-lo ou ao menos vê-lo, assim você tem a prova de que ele existe, mas num mundo tão irreal quanto possível, todo o dinheiro jamais existirá. Como? Simples, se todos os cidadãos que tem números nos bancos que representam o seu dinheiro, quisessem retirar esses valores demonstrativos em dinheiro real ao mesmo tempo, no mundo todo, isso seria praticamente impossível, afinal não existem moedas fabricadas e que podem ser fabricadas para atender uma demanda mundial por dinheiro em sua forma física, apenas a forma virtual é possível. Por isso o nosso exemplo é o algo material mais imaterial que existe.
Não só no dinheiro vive nossa realidade falha, há tantos outros pontos que apenas vagueiam em nossa limitada mente que poderia ser listado um bom número de casos onde os ideais pessoais tomam as ideias da mente como soluções para a compreensão daquilo que jamais existirá por completo, mas que fará parte das nossas vidas da mesma forma que os objetos concretos fazem.
Mas também conseguimos, através das enganações tipificadas, transformas o que apenas imaginamos naquilo que tocamos. Podemos não ter como pegar o amor, mas muitos nos dizem que é possível demonstrá-lo, com atitudes, mas principalmente com presentes. Quando passamos aos presentes a intangibilidade do amor, tornamos um sentimento surreal em algo real e nem percebemos que caímos nas armadilhas idealizadas pelos outros, os que comandam o que aprendemos, o que compramos e o que vivemos. Não que todos os comandantes da vida tenham plena consciência de que fazem isso, eles apenas seguem a doutrina que foi passada de geração em geração por incontáveis séculos. Eles apenas utilizam o que sempre deu certo e o que sempre dará para continuar o ciclo da vida. Um ciclo que só pode ser interrompido com a visão real do mundo que vivemos, mas essa visão sempre será ofuscada pela mentira que contamos a nós mesmos todos os dias e nem nos damos conta disso.
O que de fato existe e de tudo o que não existe, mas achamos que existe e nos dá sustentação para entender o mundo, fica sempre, ou quase sempre, a impressão de que nos falta algo, de que precisamos nos completar para nos sentirmos inteiros. A grande questão é que vivemos nos completando com o que os outros dizem que existe e pior: não há anda que exista que não tenha sido imaginado antes, pensado antes até finalmente ser entendido. A única coisa que pode nos completar então, é fazer das nossas fantasias realidade, mas nem toda a fantasia pode ser vivida sozinha ou ser original, afinal alguém sempre chega no final feliz antes de outra pessoa. Mas não fiquemos tão levianos, há ainda os que nem chegam no final, por que, no fim, o final também é um começo.

FUI-ME!!!




domingo, 11 de maio de 2014

UM GRANDE, um pequeno e Um Médio!

Olá pessoas!

Estive algum tempo afastado dos meus escritos. O tempo fica curto e as ideias, apesar de ainda serem valorosas, estão sendo usadas em um outro projeto no momento. O título da postagem poderia até gerar certa curiosidade, mas se refere apenas ao tamanho dos textos aqui reproduzidos, me desculpem os mais exaltados ou imaginativos leitores. O GRANDE é o que abre, uma boa ficção com jeito de poder acontecer na vida real. O pequeno é minha pausa e fala sobre a fase do não relacionamento que eu passo e finalmente o médio é uma opinião pessoal sobre os recomeços da vida.
Espero que quem ser, se alguém ler, acabe gostando. Boa leitura!



A caneta da sorte


Jurismar sempre foi aluno aplicado, mais que aluno ou mesmo estudante, era praticamente um autodidata. Nunca foi dado a acreditar em coisas místicas. Sempre usara a razão para resolver todos os enlaces que a vida lhe propunha.

Foi um adolescente retido. Não saia muito, mas também nãos e isolava da sociedade. Num dos passeios de domingo com a turma da escola, todos passaram por alguma ciganas, dessas que visitam cidade por cidade e que dificilmente são vistas novamente em qualquer lugar. Por um princípio de brincadeira, todos resolveram “ler a sorte” com as amáveis forasteiras.

Jurismar também, mesmo sem dar créditos às crendices populares. A velha cigana, a mais experiente e a líder do grupo ficou incumbida de realizar o feito. Olhou bem para a mão dele, em seus olhos e nada disse por uns momentos. Quando terminou de observar Jurismar, a velha cigana tirou do bolso uma caneta, dessas simples cilíndricas de cor azul e disse uma só vez:

- Teu caminho é muito bom, nada posso falar ou fazer para melhorar o que está reservado para você. Mas quero que aceite essa caneta, é uma caneta especial e lhe trará muita sorte, use a caneta quando for fazer algo importante, e qualquer documento feito com ela vai lhe trazer tudo o que você quiser.

Jurismar aceitou a caneta, não houve nem acréscimo nos vinte reais pagos para a leitura. Mas sabia que não a usaria. A velha cigana foi embora sem mais nada falar e ele voltou para sua vida rotineira de sempre.

Num desses dias de pressa sem motivo, Jurismar chegou para a aula em cima do horário, pior, era dia de prova. Ele saiu com tanta rapidez de casa que esquecera sua mochila, mas para a sorte de Jurismar, havia uma caneta no seu bolso, e isso nem ele sabe como foi parar lá, a caneta da celha cigana. Sem outra forma de fazer a prova, decidiu usar a caneta, mal, afinal, não faria. Fez a prova e na semana seguinte, adivinha, Jurismar havia tirado nota máxima na prova. Sempre foi [ótimo aluno, mas tirar nota máxima nunca, sempre próximo, mas nunca no ponto. Foi então que ele resolveu testar se era um golpe de sorte, coincidência ou algo mágico. Fez todas as provas do seu último ano de colégio com a tal caneta. Todas notas máximas.

Jurismar agora amava a caneta. Mas percebera que metade da carga já tinha sido gasta, por isso resolveu usá-la só em momentos realmente importantes. E todos eles compensaram. Passou em seu primeiro vestibular: a caneta. No seu primeiro contrato de trabalho, em poucas semanas recebeu duas promoções: a caneta. Casou-se com uma mulher que o amava, no casamento assinou a certidão: a caneta.

E assim se foram alguns anos, sempre guardando muito próximo à ele o que era amis importante em sua vida: a caneta. Mas como tudo tem uma certo tempo, a caneta também estava por ver seus últimos dias, a carga estava quase no fim e Jurismar já sabia como iria utilizar as últimas forças dessa sorte toda. Iria fazer um concurso público onde só teria uma vaga disponível, ótimo salário e futuro garantido. Jurismar não deixou só a sorte ajuda-lo, reuniu-se com o vizinho, que iria prestar o mesmo concurso e como excelente estudante que era, ele e o vizinho se uniram para meses de leituras e discussões.

No dia do concurso, Jurismar estava à mil. As respostas ficaram fáceis devido aos estudos e terminou a prova rapidamente. Na hora de preencher o gabarito nem teve dúvida. Sacou a caneta da sorte e começou o preenchimento, porém na metade do caminho, por coisas que não se explicam, a caneta, a caneta de tantas glórias, a caneta... vazou! Metade do gabarito fora afetado e o mais trágico: não havia outro gabarito para ser preenchido.

O choque fora tão grande que Jurismar estava, pela primeira vez, arrependido de ter usado a caneta. Tão arrependido que, sabendo que perdera o concurso, jogou o que sobrou da caneta no lixo. Estava decidido a nunca mais depender de objetos da sorte para conseguir atingir seus objetivos.

Seu vizinho passou em primeiro lugar e assumiu a vaga três meses depois.
Jurismar via o amigo agora feliz da vida e fazendo planos que ele queria poder fazer. O jeito era continuar seguindo a vida com todas as coisas boas que tinha obtido e estudar mais para na próxima oportunidade ser ele a passar. Para isso também fora em uma livraria e comprou uma caneta comum.

Uma certa noite, antes da sete, alguém bate furiosamente na porta de sua casa. Jurismar abre e vê que é a mulher do vizinho. Estava em plantos. O prédio onde o marido trabalhava pegou fogo e o amigo e vizinho de Jurismar tinha morrido no incêndio.

Jurismar olhou para o lixo. Uma pequena dor no seu coração pela morte do amigo, mas um pequeno sorriso por outro motivo: a caneta.

Hoje Jurismar percorre todas as cidades que pode em busca da velha cigana torcendo por três coisas: que ela ainda esteja viva, que ele consiga encontra-la e que ela tenha outra caneta.






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O meu EU

Estas são algumas das respostas que eu costumo dar para as pessoas que amam me perguntar como estou indo na minha vida amorosa. Eis aqui o que eu falo:

- Mais devagar que tartaruga manca na areia da praia.
- Mais solteiro que freira de setenta anos careca.
- Mais morto que o espírito revolucionário do povo brasileiro,
- Mais lento que lesma que sofre de narcolepsia.
- Mais atrasado que noiva em casamento.
- Mais enrolado que discurso de posse de político.
- Mais feio que pesadelo em noite de lua cheia.
- Mais largado que aparelho de fazer abdominal.
- Mais complicado que entender física quântica.
- A resposta está no infinito e além.

Por isso não precisam me perguntar sobre isso, a coisa tá muito complicada, e por incrível que pareça, neste momento, eu não ligo mais que telefone celular no fim de ano na praia.
Eu sei, é um Jaboti, mas tá valendo!

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(RE)Começar


Nunca gostei do termo recomeçar que tantos adoram usar quando alguma coisa não dá certo na vida. É a velha história, levanta e tenta outra vez, recomece.

Ninguém recomeça.

Você nunca volta ao ponto de partida para recomeçar, nada é como um jogo de vídeo game onde as coisas voltam automaticamente para o mesmo lugar onde estavam quando você perde uma vida e recomeça uma faze, e ainda hoje há jogos tão inteligentes que mesmos os elementos já explorados anteriormente já não estão lá se você for fazer tudo de novo.

Na vida real as coisas estão em constante mudança. Não importa o que você tentou fazer, se falhar e for tentar de novo, isso não será um recomeço e sim um novo começo, desde o princípio; agora com novos desafios que antes não estavam lá e com a experiência para passar por aqueles que já foram enfrentados.

Recomeçar é válido para um trabalho escolar onde erra-se uma frase e torna-se a fazê-la do mesmo jeito que ela fora feita anteriormente. Qualquer momento da sua vida em que você fracasse, em que você caia, pedirá um Começo e não um Recomeço. Você não pode começar novamente uma coisa que já sabe, do mesmo jeito de antes, pois irá acabar atingindo o mesmo fim de antes, por isso você tem que escolher outro começo em outro espaço e tempo do que tinha antes.

Recomeçar seria possível apenas se voltássemos no tempo toda vez que fosse necessário e isso ainda não é possível.

Sempre temos que começar as coisas - nunca novamente - de um jeito diferente; os objetivos podem ser os mesmos, mas os caminhos podem variar, assim como você já mudou desde o seu primeiro começo.

Comece sempre as coisas de uma forma não aplicada antes, não tente recomeçar, pois recomeçar é voltar a fazer o que não deu certo ou o que fez você perder tempo.
Pense diferente. A palavra agora é um Começar Diferente, para um resultado também diferente.

Comece!


FUI-ME!!!



domingo, 19 de janeiro de 2014

O tempo. o Estado e o Frango!

Olá pessoas, mais um ano, mais opiniões sobre tudo ou nada saindo da mente e sendo compartilhada com quem lê.
Hoje um pouco de viajem na maionese, vida cotidiana e indignação.
Peguem um bom salgadinho e vamos ler!
Eu prefiro ler tomando um bom café na verdade.....


                                                     O TEMPO




Não sou muito chegado as questões relativas ao tempo, mais especificamente como contamos o tempo.
Entendo a importância de tabelar o tempo para a organização da sociedade e também para que não fiquemos perdidos por eras a fio sem saber medir o necessário para cada uma das coisas dessa Terra.
Sei quando estou ficando velho, pois olho no espelho todos os dias e percebo marcas que antes eu não tinha em minha face, percebo dores no meu corpo que não apareciam com tanta facilidade e nem duravam tanto tempo, vejo minha rapidez em movimentos e pensamentos andando mais devagar e até mesmo já começo a me esquecer da maldita chave do carro que está no meu bolso ou o celular que ficou em cima da mesa.
Vejo os dias passarem pela pressa das outras pessoas, porém eu mesmo já não sinto essa pressa, nas poucas vezes que olho para um relógio eu já sei que horas são, talvez um costume que adquirimos com tanto tempo já passado tendo que cumprir prazos e horários, eu ainda tenho meus horários, apenas não dou tamanha importância à eles.
Também percebi que os sonhos que todos tem que ter também se medem por algum tipo de tempo, nenhum sonho tem data de validade é verdade, alguns poucos até mesmo podem ser indeterminados, daqueles que agradariam a qualquer um acontecendo cedo na vida ou mesmo mais tarde, sei lá, ficar rico seria um deles. Mas outros tantos estão limitados, senão pela limitação do tempo físico como também pela limitação do tempo interior de cada um, afinal ninguém se tornará um super jogador de futebol aos cinquenta ou uma modelo de admirável beleza aos 60, são prazos de tempo que todos os outros dão à todos os outros e todos seguem o padrão, não importando o porquê dele existir. Outros sonhos deixamos pelo caminho por que achamos, lá no fundo, que o tempo para eles também se foi, como um aventureiro que sempre quis sair em uma expedição, mas de repente inicia uma vida familiar e já não encontra o tal tempo para se realizar.
Eu já não sonho, não acho que alcançamos as coisas por que sempre sonhamos com elas, acho sim que esses sonhos são importantes para que possamos seguir em frente com um pensamento otimista da vida, o legal nessa parte é que eu já sou positivista sem sonhar com algo grandioso para mim mesmo, fico mesmo feliz quando outros atingem os tais objetivos maiores da vida, a grande questão é que eu nunca soube determinar qual seria esse grande objetivo para a minha vida.
Pode parecer triste, mas acreditem, não é para mim. Me desligar do modelo de vida social, pelo menos no que tange a sermos determinados pelo tempo e pelos sonhos me libertou de uma grande carga emocional negativista, uma vez que via meus sonhos mais distantes e meu tempo muito mais curto. Acredito que a grande sacada do mundo seja você estar ligado às outras pessoas e acreditar também nelas, acreditar que elas serão melhores a piores, que irão evoluir ao invés de andar para trás e que um dia todos seremos mais empáticos uns com os outros. Sem a pressão do tempo para se obter os sonhos e sem mesmo sonhos para se apressar no tempo teremos mais momentos para as coisas que realmente deveriam importar, para as pessoas que realmente precisamos estar ao lado e para observar todos os mistérios que nos cercam, mistérios esses que nos são cegados à visão pelos pouco tempo que temos para fazer tudo o que podemos e pelos sonhos que nos ensinam que temos de ter desde muito cedo.
O fato é que obviamente eu tenho que acompanhar esse tempo que tanto desprezo, não irei chegar atrasado ao trabalho ou a uma aula e nem mesmo perderei um evento, mas prefiro deixar o tempo marcado para ser seguido pelas pessoas que ainda se prendem a ele, me engano, e eu sei, fingindo um pouco que esse tempo não existe para mim, mas talvez essa seja uma forma de ver a vida fora do ambiente que todos querem que você veja e desse jeito eu posso observar um universo muito mais vasto de sonhos e tempos, perdidos e ainda queridos, meus, teus, deles e nossos!

--------------------------------------------PAUSA INDIGNADA-------------------------------------------



Tudo é frango....
Pois é, pensando esses dias, percebi que temos uma tendência imbecil de fazermos as coisas mais ou menos como sempre fazemos. Parece nos faltar imaginação para encontrarmos melhores soluções para as coisas, parece que estamos pensando demais dentro da caixinha. Digo isso quando vejo tantas se repetirem com uma naturalidade absurda. Por exemplo, a mulher é mãe solteira e põe um cara desconhecido dentro de casa, o cara vai e literalmente desgraça a família dela abusando dos filhos dela. Aí você pensa, bom, pelo menos esse caso vai despertar a atenção de outras mães solteiras. NA semana seguinte você lê outra notícia igual. Caracas, mulheres bestas, se querem tanto colocar um pinto dentro de casa, por favor, comprem um vibrador. O sujeito come uma carne de algum bicho que nunca comeu e quando perguntam pra ele que gosto tem, ele fala que tem gosto de frango. Cobra tem gosto de frango, lagarto tem gosto de frango, crocodilo tem gosto de frango, rã tem gosto de frango, barata da indonésia tem gosto de frango, que saco, tudo é frango. Por que não fala que a porcaria da cobra tem gosto de cobra caramba? Pois é, chega de indignação por hora. Por favor, abram mais a mente para entender os recados que a vida passa, vejam em matérias uma lição para que você não caia nas mesmas armadilhas de sempre e comam mais coisas estranhas para deixar o coitado do frango em paz, afinal só frango tem gosto de frango.
-----------------------------------------FIM DA PAUSA INDIGNADA----------------------------------------



                                                  O NÃO ESTADO

Já tornam-se previsíveis todas as desgraças que irão atingir a população brasileira todos os anos.
Começa o ano e teremos enchentes, deslizamentos, mortes no trânsito por causa do álcool, drogas sendo vendidas perto ou até mesmo dentro das escolas, centros de saúde superlotados e totalmente despreparados para atender a demanda, polícia sendo polícia contra os pobres e baixando a cabeça para políticos, governos sendo acusados de roubos e mais roubos e assim a vida segue. E olha que são apenas alguns dos problemas que ocorrem todos os anos, tem muito outros aos quais infelizmente já estamos acostumados.
E o Estado? O Governo? Sabendo que tudo irá se repetir, toa algum plano de ação para tentar ao menos diminuir os prejuízos à vida de seus contribuintes? Contribuintes sim, por que parece que a única forma de conseguirmos cobrar algo do Estado é se formos vistos como clientes dele e não como cidadãos.
Não o Estado continua sua inércia de sempre frente aos problemas de sempre, afinal se acabarem com os problemas como eles poderão trabalhar para oferecer soluções?
E o que resta as demais pessoas, as pessoas que não tem políticos na família ou não estão nadando em dinheiro?
Resta termos que antever toda a desgraça possível para que consigamos, ao menos, preservar ao máximo a nossa vida e a da nossa família.
Cabe a cada um agora traçar um plano de ação para tentar escapar das armadilhas de nossa excelente administração pública.
Vejamos? Antes de comprar uma casa para sua família, verifique se a área não sofre com os terríveis alagamentos, se for o caso, procure comprar uma casa na montanha mais próxima, mas espere, tem também a erosão, aí complica. Então como não temos dinheiro para ficar escolhendo o melhor lugar e muitas vezes temos que aproveitar a oportunidade que aparece, mesmo ela sendo em região de alagamento, o que importa? Importa que a caixa financia para você. Por que não está no plano do Estado relocar pessoas para áreas seguras até que uma tragédia tire a vida de muitos, isso custa dinheiro e ninguém vai devolver para o Estado.
Quer cuidar da saúde? Pois bem, mate-se e faça um plano de saúde, que ainda antigamente era algo maravilhoso, mas hoje em dia nem mesmo detentores dos mais caros planos de saúde conseguem ser atendidos de forma satisfatória, hoje eles apenas negam serviços e fazem você esperar horas para uma atendimento. Motivo? Lucro. Como lucrar? Gastar menos do que se arreada. E como eles fazem isso? Negam pedidos e deixam pessoas morrerem. O dinheiro já tá na conta. Sistema público? Vai levar seu filho ao pediatra no postinho? Boa sorte se encontrar. Precisa de um exame mais complexo? Não, não, buscopan na veia e volta pra casa. Não compre carro, acumule esse dinheiro e na hora que alguém precisar de atendimento de primeira, pague tudo à vista no hospital, você verá que diferença.
Seus filhos vão pra escola? A escola mais próxima de casa é o terror? Não tem galho, manda o filho lá do outro lado da cidade. Se ele não for assaltado na ida ou na volta está valendo. O Estado e o Município sabem das condições das escolas? Sabem, mas o importante é passar todo mundo na marra e mostrar resultado em belos gráficos. Guarde o vale transporte pro filhão, que geralmente tem que pegar dois ônibus se for estudar em outro bairro.
E as drogas? Vendem perto da sua casa? Tenho certeza de que sim. A polícia sabe? Tenho certeza que sim. Mas por que não fazem batidas em casa de traficantes e locais mais conhecidos? Não, não. É mais fácil levar viciados até a delegacia e fazer boletim de ocorrência. Lembrem-se, infelizmente há muito policiais corruptos e eles não mexem com quem dá o dinheiro. Mas pera lá, o Estado sabe dos policiais corruptos? Sabe. Então por que não prendem, expulsam? Por que aí você estará resolvendo um problema, o Estado não quer resolver problemas. Bateu o carro e não tem feridos? Nem chame a polícia que ela não vem, mas espera pra ver se o carro batido for de algum policial para ver se não mandam uma viatura até lá mesmo sem ter feridos no local, eu sei, eu já vi isso acontecer.
É pessoas, nós vivemos o não Estado há muito tempo. Não teremos soluções por que os políticos precisam promete-las. Não teremos melhorias por que se melhorarmos nossas condições de educação e saúde e segurança o povo terá mais tempo para discutir assuntos importantes como política e não ficar se preocupando com o que vai colocar na mesa pra família comer.
Então cidadão, seja você o vidente de sua própria vida. Siga as dicas. Pague tudo em dinheiro, à vista. Assim você vai comprar casa boa em local seguro, seu filho vai pra uma escola particular cheia de câmeras e muros altos, você contrata segurança particular e terá os melhores leitos em hospitais.
O que? Você ganha tão mal quanto eu? Então venha viver, infelizmente, o não Estado.
Estamos nessa juntos, só que cada vez mais separados.



FUI-ME!!!