domingo, 6 de março de 2016

O ERRADO PENSADO

Olá pessoas!

Um pouco de pensamentos certos sobre coisas erradas e mais aventuras do meu amigo Góli. Aproveitem, lendo vocês ganham um pouco de mim em cada texto!



A INTELIGÊNCIA E A DIVERGÊNCIA

O dito popular de que a ignorância é uma benção pode estar mais correto que imaginamos.

Comparativamente neste mundo, por coincidência ou não, são exatamente os seres mais inteligentes que acabam por cometer os atos mais antinaturais ou inaceitáveis socialmente.

Obviamente os conceitos aceitos socialmente podem ser colocados apenas como uma invenção de interesse humano e os demais animais, por mais capacidade de raciocínio lógico que tenham, não tenham lá uma intenção de viver por regras e condutas, porém observações científicas irão sempre me provar o contrário: Que, afinal, até mesmo no reino animal há sim ordem e certa hierarquia.

Se não podemos culpar uma mãe leoa por abandonar sua cria que julga ser mais fraca que os demais, e por isso teria pouca chance de sobrevivência, para nós essa hipótese quanto aos nossos iguais é asquerosa e desumana. Sim, esse termo existe exatamente para capacitar a indesculpabilidade de certas ações que apenas animais deveriam tomar quando realizadas por seres humanos, pensantes e mais lógicos que as outras crias da mãe natureza.

De forma geral ou não, o que tento defender aqui é que, muitas coisas que nos parecem erradas e que dependem de certo raciocínio mais apurado, parece ser feito apenas por aqueles animais que compreendem muito bem o que fazem. Sejam os elefantes africanos se entupindo do fruto marulla para ficarem bêbados, sejam os golfinhos que tentam estuprar mergulhadores de vez em quando e todos os atos idiotas que nós mesmos condenamos e em certa proporção acabam sendo praticados. Ora essa, se temos a ideia de que esses dois animais exemplificados aqui poderiam ser tão ou mais inteligentes proporcionalmente que nós humanos, então, se esses animais atentarem contra os da sua própria espécie, teríamos no mínimo uma tentativa de assassinato entre esses seres, pois eles sabem sim o que estão fazendo, assim como quase todo assassino humano sabe o que está para fazer, sempre excluindo a culpabilidade extrema em casos de algum problema mental.

O fato em si é pensar que talvez, e apenas talvez, quanto mais inteligente o ser nesse planeta, mais culpa ele tem em se desviar do que seria o correto, pois incorrer nesse erro é uma escolha própria e não justificada, diferente do lobo que ataca os outros machos para manter a liderança ou animais que se agridem pelo território que pensam se deles. O problema nos mais inteligentes é saberem o que lhes pertence ou não, o que os ofende ou não, o que amam ou odeiam, mas tendo a importante noção que seu outro também vive sobre as mesmas condições de vida. Logo, as besteiras que os seres mais inteligentes do planeta fazem contra si e contra os outros são muito piores que aquelas cometidas pelos ditos seres irracionais. E convenhamos, homens, golfinhos, macacos, elefantes e outros tantos sabem muito bem o que fazem, e se fazem o que não devem por que querem, são tão divergentes quanto à sua inteligência quanto qualquer um.

Mas esses fatos podem ser apenas exceções, afinal, mesmo os animais que não deveriam amar seus iguais vivem nos demonstrando amores até mesmo pelos diferentes; como um cão pelo seu humano favorito. Então é mais fácil entendermos que os errantes inteligentes sejam também exceções de menor proporção. Porém, se mesmo os irracionais muitas vezes de diferentes formas se comportam como os racionais, estariam então os mais racionais se desculpando em um desvio padrão que aumenta cada vez mais ou estaríamos regredindo ao irracional novamente, e ainda pior de se pensar, quanto mais racionais, mais errantes nos tornamos?

Eu não sei, mas pensar nisso me traz certas preocupações que com certeza eu irei esquecer, assim bater em alguém na rua, falar mal de um conhecido, encher a cara e sair dirigindo por aí.


P.S. Apenas não faço nada do descrito no último parágrafo, apenas ali colocado para ressaltar meu ponto de vista. Fora pensar; pensar eu penso muito.








Uma rápida questão objetiva para tentar responder a respeito da minha vida. Eis a pergunta: - Das opções abaixo, qual você acha que aconteceu comigo recentemente?(gabarito comentado no final)

A) Uma pessoa muito atraente me chamou para sair na sexta-feira a noite, o que fez com que eu faltasse a academia por motivos óbvios.
B) Ao caminhar pela rua, encontrei uma nota de 100 reais perto do meio fio. Assim meu fim de semana foi na faixa.
C) Sai pelas lojas da minha cidade para comprar um jogo para meu console de games e encontrei.
D) Fiquei em dúvida em que lugar na cidade eu iria festar no Sábado a noite.
E) Ao voltar para casa, às 0:30 horas, logo após a academia, um carro qualquer parou logo atrás de mim e, antes que eu  pudesse abrir o portão, três caras saíram do carro e vieram me pedir ajuda, pois a gasolina deles tinha acabado e precisavam que eu fosse até o posto mais próximo buscar 20 reais de combustível para eles, me dando tanto o dinheiro como o galão para armazenar a gasolina.

Análise das respostas:  A resposta A está erradíssima. Isso não acontece comigo, não acontece, com outras pessoas acontece.
                                      A resposta B também é incorreta. Como eu ando sempre de cabeça erguida, acabo perdendo de encontrar coisas como essa pelas ruas. E mais de uma vez as pessoas que estão comigo acabam encontrando dinheiro no chão que eu não vi por que contemplava o horizonte.
                                      A alternativa C não se aplica a Paranaguá, afinal de contas, nem mesmo as grandes lojas que se instalam por aqui trazem muita variedade para o consumidor.
                                      A alternativa D está totalmente furada. Aqui as escolhas são muito limitadas para o lazer baladeiro, com algumas datas, vez ou outra, onde realmente surgem várias opções.
                                     A correta, até por ser mais a minha cara, é a letra E. Isso aconteceu mesmo. O carro já vinha buzinando bastante quando finalmente morreu no meio da rua. Os caras desceram e pediram ajuda, me deram dinheiro e o galão. Detalhe é que me deram uma nota de 50 e nenhum deles foi comigo até o posto. Ficaram lá empurrando o caro para o meio fio. O que eu fiz? Fui até o posto, peguei a gasolina e voltei. Também devolvi o troco. Eles tentaram me dar parte do dinheiro, mas como eu disse a eles, nunca sei quando serei eu a precisar da ajuda dos outros. Eles ficaram felizes, fizeram o carro funcionar e seguiram o seu caminho. Se eu cheguei a pensar que poderiam ser assaltantes? Por algum motivo isso não me veio à mente naquele momento, só depois, quando eu já estava quase dormindo, pensei nesta possibilidade.

Errou a questão? Não se preocupe, pouca gente me conhece bem para saber o que acontece comigo. Acertou? Deve morar ou ter morado aqui, com certeza!



             As Peripécias de Pedro Góli

Eu não lembro que dia era, mas era um Domingo a noite. Os camaradas passaram lá em casa por volta de algum horário que eu também não lembro, mas já estava escuro lá fora, ou era a touca que eu tava usando que ficava caindo sobre meus olhos? Não importa, estava escuro. Tinha uma festa da turma de enfermagem que ia rolar até a meia noite. O povo não queria ficar até muito tarde, ou cedo, por que a semana de provas se iniciava na segunda.

Quando os brothers chegaram em casa eu já estava “aquecido” com meio litro de whisky porcaria que tinha comprado na distribuidora perto de casa. Mal começamos o trajeto até a festa e o pessoal ia combinando as etapas:

- Cara, precisamos passar na papelaria antes de ir pra festa.

- E também pegar umas beras, energético e vodka aqui do lado da casa do Pedro.

Achei estranho. Não o que tinha do lado da minha casa, mas o fato deles quererem ir até uma papelaria no domingo e naquele horário. Não poderia ter nenhuma aberta, até por que a nossa cidade nem tem shopping. Ou será que iriam buscar alguém que mora atrás de uma papelaria?

Quando chegamos na tal “papelaria”, tudo que havia era umas casas bem suspeitas. Nenhum prédio comercial ou coisa do tipo. Levei alguns minutos para entender que papelaria significava o local onde eles iam pegar ácido, ou papel, ou doce, ou sei lá como se chama. Mas como meu negócio é só álcool, eu nem me importei com aquilo.

Fomos para a festa e tudo tava muito legal. Se tava chato era por que alguém ainda não tinha bebido o suficiente. Eu tinha! Tanto que nem reparei quando um dos meus estimados amigos batizou uma das minhas beras com um papelzinho e eu mandei pra dentro.

Dali para frente eu não estava mais na festa, acho que nem mesmo estava dentro de mim. Vi tanta coisa, de chuva colorida até conversas com psicólogos imaginários que tive sorte de não ter apagado e perdido o dia da primeira prova. Aliás, nem tinha como dormir. Esse negócio de papel deixa você muito acordado. O bom, eu não vomitei. O ruim, eu não sabia mais nada da prova. O bom, era prova objetiva. O ruim, eu não sabia mais em que sala seria a prova.

Não tomei banho, tava um trapo e fedendo à álcool e cigarro. Ajeitei o cabelo na pia do banheiro da facul e me enfiei na sala. Vi que tinha gente que eu achei que conhecia e fui sentando lá no fundão pra ninguém me enxergar. Mas a professora me viu e veio de moral:
- Mocinho, me desculpa, mas você não pode fazer essa prova.

Eu só conseguia ver um contorno de gente na minha frente. Eu sabia que tava mal, mas eu não queria ter que fazer aquela prova como segunda chamada e então insisti:

- E a senhora tem algum motivo pra não me deixar fazer a prova?

- Bom, para começar....

- A senhora vai me discriminar apenas por que eu bebi um pouco? Vai tirar minha prova mesmo sabendo que eu tenho um problema?

- Não. Não é nada disso. É que você.....

- Se não vai tirar a minha prova, então deixa eu fazer, tá bom?

- Mas eu temo que isto possa prejudicá-lo.

- Isso não vai me prejudicar. Obrigado pela preocupação.

Ela voltou para a mesa de professora e eu fiz toda a prova com leves dormidas entre uma questão e outra. No fim, fui o último aluno a entregar a prova e a professora voltou a falar comigo:

- Moço. Você sabe que esta sala não é a do seu curso não é?

- Como assim?

- Eu acho que você entrou na sala errada e fez a prova de outra turma, eu não lembro de você durante as aulas e o seu nome nem sequer está na minha lista de presença pelo que estou vendo agora.

- Peraí. Mas que curso é esse?

- Enfermagem!

Porra, era por isso que eu tinha achado ter entrado na sala certa. O povo que eu pensei conhecer era o pessoal que tava na festa e eu nem me liguei. Também, nas condições em que eu me apresentava, teria feito a prova até na sala do reitor por engano.

E depois de tudo, ela mesmo assim corrigiu a minha prova, só por curiosidade como disse, e eu tirei a maior nota da sala que eu não estudava. A prova certa eu fiz na outra semana. O bom é que tinha mais dias para estudar. O ruim é que eu fui beber e não estudei. O bom é que eu acertei a sala. O ruim é que fiquei para exame.


Mas assim é a minha vida. De gole em gole!

FUI-ME!!!


sábado, 16 de janeiro de 2016

A Estreia de Pedro Góli

JANEIRO - 2016

2015 foi excelente para mim, nem tanto para o nosso país. Fico na torcida que 2016 seja bom para todos! E vamos de mais histórias... Quem sabe um dia sejam lidas por muitos!


Estranha coincidência e um pouco de nostalgia


No final de semana de estreia de Star Wars – O Despertar da Força, eu, como bom nerd e fã da série, tive que ir ver o filme – que é bom, mas não ótimo. O que é bem normal, uma pessoa ir ao cinema ver um filme. Mas eu sabia que algo não poderia ser totalmente normal em minha vida, nem mesmo as condições que eu vejo um filme.

Após o filme, voltando para o hotel (já irão saber por que hotel e não casa), meu núcleo de memórias cerebrais me alertou para uma estranha coincidência que envolve os primeiros filmes de todas as trilogias dessa série, lembrando que temos a trilogia original que estreia no filme IV, depois a segunda trilogia que começa pelo I e essa nova trilogia que se inicia agora com o VII.

Mas qual era a lembrança tão interessante que meu cérebro queira trazer à tona e que teria uma lógica ligação com minha última ida ao cinema?  Única e exclusivamente tratava-se de onde eu tinha visto a primeira parte de cada trilogia: Todas no Estado de São Paulo. E o que tem demais nisso? Quase nada na verdade, se tirarmos o fato de que eu moro no Estado do Paraná e não teria qualquer motivo de me deslocar daqui para uma cidade paulista apenas para ver o filme e, de fato, em nenhuma das ocasiões eu fui até elas apenas para isso.

O primeiro Star Wars que eu vi, o IV, foi na década de 80. Todo final de ano, a família inteira costumava se reunir na casa dos meus avós, tanto maternos quanto paternos, para matar as saudades. Como todos sabemos, com o tempo, é natural as famílias se espalharem pelo nosso Brasil e, algumas, até mesmo fora daqui. Então, tínhamos sempre o natal para colocar todos juntos num mesmo local, mais exatamente nas cidades de Barra Bonita e São Manoel. Só que, família reunida significa muita criança hiperativa de um lado para o outro e uma das formas que minha mãe e minha tia tinham de nos deixarem calmos por alguns momentos era locando filmes (na época era tudo VHS, aquelas fitas pesadas de vídeo cassete que demoravam uma eternidade para rebobinar, e ai de você se chegasse na locadora sem rebobinar; minha mãe tinha um aparelho que fazia isso um pouco mais rápido). E foi assim, nas férias de verão, através dessas fitas que passei a conhecer Changeman, Jaspion, Jiraya e, entre outros, Star Wars. Apaixonei-me à primeira vista, literalmente!

Os outros dois eu assisti no Paraná, também em VHS. Depois os anos passaram e surgiu uma nova trilogia. Fiquei empolgado e tava louco para ir ao cinema. Mas, por essas coisas do destino, a estreia do Episodio I iria acontecer no mesmo final de semana que minha irmã se formaria em direito. E onde ela estudava? Presidente Prudente. E como é quente aquela cidade, quase tão quente quanto Paranaguá. Pois bem, não teve jeito. Com um pouco de charme emburrativo, minha mãe me levou até um cinema e me enfiou na sala para assistir. Só não foi tudo legal por que eu não gostei tanto desse. Então era o segundo primeiro filme de trilogia da série que eu via numa cidade paulista.

Aí os anos passam novamente e eu fico animadíssimo quando decidem realizar mais uma trilogia. Data marcada, anotada no calendário. Dinheiro separado desde sei lá quando e então restava apenas escolher o melhor cinema em Curitiba pra me maravilhar mais uma vez com esse universo e... e... e... mais uma vez a vida brinca com a gente. O filme estreou no terceiro final de semana de dezembro. E o que tinha sido marcado para esse final de semana além do filme? O casamento do meu primo. E onde ele mora? Em Botucatu (onde eu nasci). Mas o casório seria em Cerquilho (cidade natal da noiva, onde saiu um dos prêmios da mega sena da virada – se eu soubesse tinha feito uma apostinha por lá – e que fica perto de Campinas). Logo, por incrível que possa parecer, eu assisti mais um início de trilogia da série numa cidade paulista (Campinas – e por isso voltava para o hotel).

Pode nada significar, mas é algo realmente estranho se pararmos para pensar a respeito, afinal eu jamais teria visto esses três filmes por lá se certas coisas não acontecessem para que assim fosse feito. São essas coisas da vida de cada um que nos faz pensar se não há mesmo alguma grande força no universo que vez ou outra nos brinda com acontecimentos realmente interessantes.





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É fato notório que após muitos anos livre dessa praga de mosquito, minha querida cidade de Paranaguá vive hoje uma das mais terríveis epidemias do litoral do Paraná quanto ao número de casos de dengue. Todos demoramos a nos mexer para mudar isso, tanto o poder público quanto os próprios cidadãos, mas tenho certeza que logo teremos ganho uma batalha contra esse vírus e também seu transmissor, o próprio mosquito, que já vitimaram fatalmente alguns de nossos amados moradores. 

Agora fatos curiosos que podem ou não serem falsos (e são, evidentemente):

- Os cientistas aedes (essas pragas de mosquitos tem cientistas também) estudam uma nova metamorfose para as futuras gerações de ovos e larvas para que consigam se desenvolver também em água salgada. Tudo dentro de um plano de dominação mundial que envolve a utilização dos oceanos. 

- Enquanto isso, empresas de cosméticos aproveitam a nova onda brasileira de infestação e prometem novos produtos destinados a, além de servirem para os cuidados pessoais, também espantarem o mosquito. Em breve teremos novos itens no mercado como o Seda Citronela, Axe Icaridina, Maquiagem Avon Própolis, Lux Complexo B, entre outros produtos.

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As Peripécias de Pedro Góli

Meu nome é Pedro Góli, vai ver é uma dessas brincadeiras do destino. O fato é que eu sou tão foda que continuo me fodendo desde que me conheço por gente e não sei realmente se tem como acabar mais fodido nessa vida, mas sendo eu isso é bem possível.

Hoje vou contar sobre uma das minhas saídas no tempo de faculdade, coisa rápida e sem muita emoção, azar de quem leu até aqui e quiser continuar. Bom, foi numa sexta-feira sei lá quando, provavelmente eu teria provas bimestrais na outra semana, daí a turma saia pra se divertir mesmo. Pessoas normais fariam isso na semana após as provas para comemorar, a gente fazia por que depois repetíamos a dose para ficar choramingando nosso péssimo resultado. Será que isso era devido as festas antes das provas? É um mistério que permanecerá para a eternidade.

Me arrumei como pude, como qualquer cara que mora sozinho na cidade onde estuda, longe dos pais, faria. Peguei a primeira roupa que não cheirava a alguma coisa nojenta no guarda-roupas e vesti. Acho que tinha tomado banho a tarde, nem lembro. A carona chegou e fomos pra festa.

Era churrasco da turma de veterinária, eles sempre faziam os melhores e a gente com as mesmas piadinhas de ter carne de gato e cachorro. Até hoje não sei se tinha, mas era fato que nenhum cão permanecia ileso aos redores da faculdade naqueles tempos. Como todo garoto novo e bobo eu ia nas festas para duas coisas: beber e tentar agarrar a mulher que fosse. Se não arrumava alguém no começo ou no meio da festa o remédio era beber o máximo possível e, quem sabe, agarrar alguém, mesmo que fosse alguém que você jamais iria pegar; se esse alguém estivesse na mesma condição que você. Geralmente funcionava, era fácil perto da hora de ir embora achar uma garota tão bêbada quanto eu.

Mas naquele dia na festa eu exagerei e acabei por ser uma fonte inesgotável de vômitos. E isso foi constante, por que assim que eu expelia uma grade quantidade de cerveja que estava em mim eu imediatamente reabastecia, tornando aquilo um ciclo contínuo e horroroso.

Minha sorte pareceu dar uma guinada na hora de ir embora, o pessoal da carona aumentou e uma bela moça sentou-se comigo no banco traseiro. Eu tava um trapo e ainda vendo o mundo girar, ela também não estava lá essas coisas, mas eu tinha gostado. O ruim é que naquele ponto a bebida já não me deixava extrovertido, eu tava mais caladão e sem jeito de pedir um beijo. Mas criei coragem e fui tentar, mas então eu dei um pisão no pé dela.
Pedi desculpas e voltei a ficar quieto. Ela não entendeu muito bem. Depois de alguns quarteirões eu fui tentar novamente e dei outro pisão no pé dela e pedi desculpas novamente. Acho que repeti a mesma cena duas vezes mais e só lembro dela ter dito que nada tinha acontecido. Bom, como para ela tava tudo bem, na última vez que pisei no pé dela eu fiquei com o meu pé ali até chegar em casa, tinha decidido que se ela não falasse nada sobre isso eu iria tascar um beijo na hora de sair do carro.

Pois é, e foi na hora de sair do carro que eu entendi o motivo dela não querer que eu pedisse desculpas. O que aconteceu é que eu vinha pisando no meu outro pé o tempo inteiro e quase cai na hora de sair do carro. Daí a garota riu da cena e percebi no olhar dela que iria rolar algo, me aproximei e.... vomitei em cima dela. Foi bacana por que ela com nojo vomitou em mim também e fomos todos pra dentro do meu apê nos limpar. Eu deixei ela usando o banheiro da sala e fui pro do meu quarto. Olhei-me no espelho, lembrei das pisadas no meu pé e me pedi desculpas. Pensei em ir dormir sem me limpar, mas então me deu outro enjoo e corri pro vaso, acabei dormindo abraçado com ele.

Na manhã seguinte, tomei um banho e vi que a moça tava dormindo na minha cama, fiquei aliviado por tudo que tinha acontecido e por não ter beijado ela.

Achei ela feia e provavelmente ela deve ter achado o mesmo de mim quando acordou. Mas eu nem ligo, o meu achismo era mais importante.

E foi assim!


FUI-ME!!!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

CONSTRUINDO VERDADES

Olá pessoas!

Tempos de estudos são sempre apertados, logo não consigo manter uma regularidade no meu blog pouco lido, porém muito bem visitado por pessoas que gostam de uma leitura nem sempre edificante, mas de alguma forma proveitosa.
Nessa postagem um pouco sobre um assunto sempre muito alertado, os fakes na internet, mas com um pouco de aspecto fora da rede também e no embalo um pouco de filosofia sobre como se fazer verdades.
Aproveitem!



Fakes

Fake é uma palavra de origem inglesa que pode significar, entre outras coisas, falso, imitador, fraude, impostor, farsante, disfarçar, improvisar. Esse termo teve uma nova conotação com o advento das redes sociais, mas o fake, como conhecemos na rede, aquela pessoa que diz ser uma coisa e na verdade não é, passou a existir muito tempo antes disso. E não estou falando do ICQ, me refiro a tempos anteriores à nossa própria contemporaneidade.

Por diferentes motivos gostamos de mentir aos outros sobre nós mesmos. Podemos ter o mais nobre dos sentimentos ao desferirmos inverdades que nos melhor qualifique ou até mesmo nos diminuam, um galanteador que queira impressionar uma bela moa que acabara de conhecer pode contar coisas a seu respeito que são mais ficção que muitos filmes ou entoa um excelente jogador de bilhar pode sempre creditar seus ótimos lances à sorte para animar o oponente. Não importa tanto o motivo, mas fakes existem mesmo desde a idade média, quando a própria maneira de se vestir demonstrava a que classe você pertencia, ou seja, dependendo da sua roupagem quem o visse em qualquer lugar já saberia se você era um camponês, um nobre, um clérigo e assim por diante. Não à toa o próprio cinema explora essa possibilidade mostrando como as pessoas deveriam se fazer passar por outras para conseguirem acessos restritos apenas se vestindo de maneira diferente. Ser um fake á exatamente isso, colocar a roupagem que mais ira agradar a quem quer ver, porem também esta na adoção das palavras e historias que mais irão agradar ao ouvinte, e muitos políticos sabem muito como fazer isso. Ate mesmo os bandidos tem seus breves momentos de fake quando são pegos pela policia, geralmente de cabeça baixa e voz mais afinada, juram sua inocência e se descrevem apenas como trabalhadores e pais de família.

Mas voltando ao mundo virtual, o fake pode acabar tendo propósitos mais mesquinhos. Seja a namorada que se faz passar por outra pessoa para sempre estar fuçando a rede social do namorado, louca para ver se está sendo traída a cada dois minutos ou ainda os motivos mais nefastos, no caso os seres nojentos que são os pedófilos ou mesmos os perigosos que são os sequestradores.  Em ambos os casos é comum que utilizem da sedução para atraírem suas vítimas, colocando fotos de pessoas atraentes e preparando a armadilha. O pedófilo ainda consegue, com sua conversa altamente sedutora, envolver tanto a vitima que mesmo depois de revelada sua verdadeira identidade, ainda exerce certo fascínio sobre o menor, levando muitas vezes a cabo o abuso. Lembrando ainda jovens, que muitas pessoas se passam por outras muito atraentes e ficam enviando fotos ou vídeos íntimos apenas para que você retribua da mesma forma, e depois pode prejudicar você de varias maneiras.

Ainda bem que da mesma maneira que existem pessoas ingênuas que acabam caindo nas histórias fantasiosas dos fakes, há também as desconfiadas e que em poucos passos já conseguem descartar qualquer perigo ou incômodos. Sejamos todos nós desconfiados, quando conhecer alguém virtualmente pegue qualquer foto e pesquise a imagem na própria internet, isso pode ser feito com o nome que te derem também. A mesma internet que permite aos fakes aflorarem como ervas daninhas também permite aos mais cautelosos desmascararem essas pragas virtuais. E olha que eu poderia falar de vários tipos dessas pragas, como as que se protegem atrás de personalidades falsas para ofender, por exemplo. Seja esperto, como tudo que possa interessas a você nessa vida, pesquise e muito sobre o que chamou a sua atenção. Isso mesmo, como quando você fica sabendo de alguma noticia interessante e vai atrás de varias fontes para saber mais sobre o assunto, faça isso com seus contatos.


Bom, fakes na internet podem de fato serem pegos mais rapidamente, o maior problema se encontram nos fakes do dia a dia, dos mentirosos que se dizem amigos e amigas, dos contadores de historia que querem seu apoio, seu voto, sua proteção, seu dinheiro. Desses infelizmente, não basta apenas uma consulta ao Google, é preciso também uma certa experiência de vida.




-------------------------------PAUSA

SAIR PRA DENTRO

Duas falas muito comuns que se enquadram nas nossas armadilhas da língua portuguesa, o sair pra fora e entrar para dentro, clássicos pleonasmos. Mas e se fosse sair pra dentro e o entrar pra fora? Este último, creio eu, deve ser mais difícil de acontecer, mas sair para dentro, bem, eu acho que é possível, vejamos:

Se estou dentro do meu quarto de desejo chegar até a sala, necessariamente deverei SAIR do quarto e entrar DENTRO da sala, ou seja, se a sala está localizada dentro da casa eu acabei de sair para dentro da sala.

Confuso? Em parte concordo, mas assim demonstro que sair para dentro é totalmente plausível na forma pratica.

                                                      CORES

Só usarei este pequeno espaço para uma consideração sobre cores de carros, coisa rápida, mas que faz pensar. Confesso que não um entusiasta da cor mais pedida no mundo para carros, o branco, mas se tivesse que escolher entre o branco e as cores mostradas abaixo eu nem pensaria muito em aceitar o branco.

O vede limão inaugurado no Brasil com o Palio, bom, país tropical e tudo mais então mete lá umas cores ousadas que representem diversão. Diversão mesmo devem ter tido os donos ao tentarem vender seus limõezinhos! Mas quer saber? Até que não é tão feia não, prefiro essa a muitas outras.

Tcharã.. Alguém que adora chocolate provavelmente ama esta cor: marrom metálico ou chocolate metalizado, tanto faz, me lembra vagamente de cocô mesmo ou barro meio diarreia. Se algumas tonalidades de verde ou vermelho me fazem passar longe da paleta de escolha de cores de alguns carros, esse marrom acaba sendo matador de vendas para pessoas como eu, não como você!



Ahá, se as pessoas achavam que cores ruins já tinham todas sidos utilizadas pelas montadoras, heis que a Ford me sai com essa. Seria branco? Não. Amarelo muito muito muito claro? Não. Creme? Nem fodendo. Isso é branco vanilla, ou baunilha como preferirem ou ainda cor de monitor de computador indo do branco pro amarelado; nerds entenderão. No final das contas, acho que fico com o verdinho mesmo.

Minha cor favorita para carros? Depende do caro, mas preto, amarelo, cinza e azul dão certo.

                                         FIM DA PAUSA-------------------------------




CONVERSA

     DE

VAMPIRO



Construindo verdades 


-          Estava no Mercado e sem querer ouvi algumas pessoas conversando a respeito da jovem de nobre família que fugiu de casa por causa de maus-tratos, porem alguns diziam que ela teria fugido por que teria decidido viver uma aventura, ainda outros afirmavam que nos jornais haviam escrito sobre ambas as hipóteses e que então algo estava errado. Nem sei o que pensar.

-          Então comece pensando que você na realidade queira ouvir o que ouviu. Sem querer algo não existe, a não ser que seja forcadamente imposto a você. Se realmente não quisesse ouvir e até mesmo participar das conversas, teria apenas se retirado do local apressadamente. Mas se reuniu tantas informações, fica claro que permaneceu por causa de sua habitual curiosidade sobre as coisas.

-          De fato não posso negar esse raciocínio, mas não o fiz por mal.

-          Não, o fez por impulso, e é naturalmente compreensível, humanamente natural.

-          Sim, mas em qual versão confiar, quem fala a verdade, quem inventa...?

-          Já foi dito certa vez que toda a historia tem três versões: a versão de um, a versão de outro e a verdade. Chegar ate a verdade é um caminho com curvas que puxam tanto pata um lado quanto para o outro e no final só conseguimos nos aproximar daquilo que é a real verdade ou então nos desviamos para muito próximo da mentira.

-          Mas por que tanta confusão em se falar das coisas?

-          Por que as coisas vem do que nos contam e quanto mais pessoas passam a contar sobre a mesma coisa, mais versões aparecem.

-          Mas sempre há versões mais confiáveis.

-          Confiáveis? Vejamos: um assunto banal qualquer em que tenhamos algumas possibilidades, a primeira é a possibilidade científica, de tratar o assunto com seriedade, pesquisar muito antes de falar com certeza sobre alguma coisa e a segunda que é puramente ficcional e inventado com tal maestria que quem ouve a versão falsa da noticia passa a levá-la como verdade.

-          E entre essas duas há muitos caminhos até a verdade?

-          Não disse que a primeira e de fato verdadeira, disse apenas que ela é mais séria, mais crível por aceitar os fatos unicamente como aconteceram, sem invencionices e sem achismos, sem dramas comoventes ou piadas hilárias. No percorrer de ambos os caminhos podemos nos deparar com verdadeiros vendedores de mentiras quase sendo como a verdade.

-          Como assim?

-          Ora, num mundo em que o conhecimento era escasso, o passado na verdade, ter acesso às informações reais era muito complicado, não raro um boato poderia ser levado a serio por muito tempo antes que fosse desmentido, mesmo estudar sobre um assunto qualquer criava certas armadilhas, pois ou se tinha acesso a livros ou se ouvia o que qualquer um que afirma ter lido o livro falava sobre o tema. No mundo atual com um excesso de informação e obtenção veloz dessas informações, iremos nos deparar com tantas versões de uma mesma coisa que fica ate difícil saber com extrema confiabilidade, qual das versões é de fato a real e quantas mais são pura lorota. Então se antes tínhamos uma escassez das informações que faziam muitos acreditarem em mentiras que se perpetuavam por épocas, hoje temos uma exceção tão grande que fica complicado saber qual das versões levar a serio.

-          Mas com tanta informação, não fica então mais fácil se chegar à informação real hoje do que seria nas épocas passadas?

-          Deveria ser, mas as pessoas não pesquisam ate encontrarem as melhores fontes, elas pesquisam ate encontrarem a versão que lhes satisfaçam as vontades e assim as espalham. Fora a terrível condição de alguns, em pegarem um fato qualquer e fazerem um verdadeiro retalho entre coisas inventadas e informações mais sérias para dar veracidade à sua versão. É como pegar meia mentira e meia verdade e as unirem, para, de certa forma lógica, dar um fundo de seriedade e autenticidade a uma coisa inventada.

-          Concordo quando você fala sobre acreditar naquilo que se quer, como no caso da moca, acredito que se eu lhe tivesse apreço eu preferiria achar que ela era maltratada e fez bem em sair de casa, mas se eu não a gostasse, seria fácil espalhar que ela foi viver uma vida fútil.

-          De fútil a vida nada tem, e eu nem posso falar sobre vida ironicamente. Mas é preciso conhecer toda a vida dela até o momento de sua fuga para se chegar próximo do real motivo que a levou a tal ação e por vezes é mais interessante ao ser humano acreditar nas mentiras mais elaboradas do que nas verdades mais simples.

-          Com tantas informações que se misturam, fica difícil encontrar a informação original.

-          Nunca tente encontrar a original, ela pode também estar equivocada. Procure sempre pela mais bem fundamentada, dês que esse fundamento não venha de uma única pessoa, mas sim de varias que contem quase a mesma coisa.

-          O que você acha que aconteceu a ela?

-          Não saberia dizer, mas se eu a tivesse visitado, poderia ter certeza que a única versão possível de ser contada seria a minha e ela não seria agradável de se ouvir.

-          As vezes eu não sei se devo ter medo ou confiar em você.

-          Mas isso se resolve facilmente.

-          Como?

-          Encontra as fontes certas, pesquise lentamente e encontrara tudo o que se tem ao meu respeito, mas saiba separar o fantasioso da realidade para que não me tome como aquilo que não sou e nem se decepcione com o que sou.


FUI-ME!!!

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Sobre: GREVE / SUBORNO / REELEIÇÃO

Olá pessoas!

Esse post tinha sido planejado logo na primeira greve de professores, mas na época não quis colocar aqui, pois acreditei que muitos não entenderiam meu posicionamento sobre o assunto. Não queria, também, falar de greve enquanto estivesse havendo alguma, ainda mais por questão de tamanha importância para o Estado em que resido, porém decidi colocar o assunto em pauta assim mesmo. Não tirem conclusões apressadamente, leiam todo o blog, pois logo abaixo deixo meu posicionamento sobre os fatos atuais.

Mais abaixo um pequeno conto para aliviar a rotina e termino falando sobre os pensamentos de um vampiro à cerca de reeleger alguém para um mandato político. 

Boa leitura!




GREVE, pra que e pra quem?

Greve, direito conquistado e afirmado em qualquer país de democracia livre. Não que no passado elas não existissem, existiam, porém eram tidas como atos de afronta e rebeldia, geralmente punidas com força e até mesmo com morte.

O direito a greve é o que dá força à classe de trabalhadores em muitos casos de descasos; descasos causados por um patrão ou por um Estado. A greve não tira o direito de não pagar os grevistas, porém sem os funcionários tudo para, inclusive o lucro ou a política.

Um viva então para o direito de greve e aos valentes que aderem a ela. Um viva merecido, mas não em todos os contextos, infelizmente.

Por que, afinal, é feita uma greve hoje? Por motivos de mais segurança no trabalho? Por motivos de faltarem o mínimo de materiais para se atender as necessidades do trabalho, como medicamentos em postos e quadros em salas de aula? Por ver que o cidadão não está sendo respeitado em sua vida?

 Será que nunca foi motivo para uma greve, qualquer uma dessas coisas?

Mas não vemos as pessoas reivindicando tais coisas nas greves? Sim, porém esses não são os motivos que as começam. O motivo de toda a greve é quase sempre o mesmo: salário e qualquer direito sobre o dinheiro do trabalhador.

É engraçado pensar que as pessoas comecem sempre uma greve quando se mexe no bolso delas, mas a verdade é essa. Tire o quanto for de seus direitos salariais e as pessoas irão ficar fortemente revoltadas, tire equipamentos necessários para se executar o trabalho e as pessoas só irão ficar dizendo: Está difícil trabalhar assim. Porém trabalham Mas mexeu no dinheiro? Aí vira: Está impossível trabalhar assim. E aí é greve!

Sempre serei a favor de greves, acho que direitos não podem ser extirpados, nenhum direito pode ser, mesmo aqueles que eu não concorde, como cotas raciais, mas reconheço toda a luta e tempo desempenhado em consegui-los. Só não entendo o motivo financeiro ser sempre o mais relevante para se iniciar a greve e os motivos de solidariedade humana e todos os outros da dignidade da vida humana serem relegados a segundo plano nas greves.

Será que só aqueles que ganham bem tem o dever de fazer greve por melhorias em setores importantes, como pilotos de fórmula um fazem por segurança (afinal por salário seria uma piada; pelo que ganham), ou todas as pessoas, independente de seus rendimentos poderiam fazer o mesmo por outros motivos que não esse? Poderia o cidadão entrar em greve, mesmo que não trabalhe?


Greve sim, mas que não seja apenas pelo dinheiro, por favor!



PAUSA///////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////


Opinião sobre Paraná:

Não vejo nem como tentar apoiar de qualquer forma as mudanças aprovadas pelo nossos distintos deputados frente as ideias de nosso também distinto governador do Estado, na verdade achei que esse tipo de politicagem já estaria extinta nos tempos atuais.  Nesse caso, apenas confirmo meu apoio a essa greve dos professores que sempre são os primeiros a se mobilizarem acerca de situações de suma importância, não apenas para a própria classe, mas também para outras tantas. Então ficam minhas perguntas:

- Onde está o restante do funcionalismo público que não aparece para apoiar algo que também mexe com eles?

- Onde estão os aposentados que ainda não entenderam que o bicho vai pegar pro lado deles também?

- Onde estão os pais e alunos que adoram bradar que a educação está ruim e nunca melhora?

- Como policiais que devem proteger a população acatam ordens para ir contra a vontade do povo pacífico?

- Por que professores precisam ser representados por sindicatos que visam outros interesses?

- O cão que mordeu um deputado ganhará medalha de honra?

- Tem como mandar esse cachorro pra casa do governador?

////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////FIM DA PAUSA





Suborno

Marina desde cedo, em seus 4 anos, aprendeu sobre suborno com seus pais. Não é lá algo muito bom em se aprender tão cedo, mas na vida as coisas nem sempre vem na ordem certa.

Mas quem recebe o conhecimento e sabe usá-lo sempre estará muito à frente daquele que não se interessa por ele.

Certa vez marina saiu com o pai para ir ao mercado. O pai de Marina era sempre muito assediado pelas mulheres, o que deixava a mãe dela com um ciúmes gigantesco. Fosse onde entrasse sempre havia alguma mulher que dava mais lado para o pai de Marina, que na presença da filha sempre se comportava o máximo possível dentro da cartilha do casamento. Ideia astuta da mãe dela: sempre mandar Marina junto com o pai a todos os lugares.

Naquele dia no mercado, o pai de Marina tentou disfarçar, pediu à filha que fosse escolher um chocolate que quisesse, qualquer um, e enquanto a filha foi pegar o dito doce, aproveitou e pediu o número do telefone da moça que trabalhava no caixa.

Com as compras sendo postas no carro, Marina fala com o pai:

- Eu vi tudo.

- Viu? Quer dizer, claro que viu, você é muito esperta. E é por isso que o papai tem uma oferta para você.

- E o que é?

- Se você não contar nada para a mamãe, o papai sempre vai deixar você escolher o doce que você quiser quando sair com ele, feito?

Marina pensou por poucos segundos e tomou sua decisão rapidamente.

- Feito.

Os dois foram para casa, guardaram as compras, o pai beijou de leve a mãe com o habitual eu te amo e subiu as escadas para tomar um banho. A mãe então levou Marina até a sala, sentaram-se no sofá e a conversa foi essa:

- Foi tudo bem no mercado, minha filha?

- Foi sim, mamãe. Até ganhei um chocolate do papai.

- E o seu pai conversou com muita gente lá?

- Ah mamãe, você quer saber se o papai falou com alguma moça hoje?

A mãe, enquanto respondia que sim, logo foi tirando da bolsa uma barra de chocolate delicioso.

- Olha, se você falar para a mamãe se o papai quando sai fala com alguma moça estranha, a mamãe sempre vai dar um doce para você, feito?

Marina pensou por poucos segundos e tomou sua decisão rapidamente.

- Feito.

Marina aprendeu sobre suborno e usou o que aprendeu, já papai não entendeu por que não teve nada com a mamãe naquela noite e no outro dia mamãe foi comprar uma bolsa e sapatos novos com o cartão do papai que foi passear no parque com Marina.




CONVERSA DE VAMPIRO


Reeleição sim, reeleger jamais!

-Não compreendo como governos promissores tornam-se contrários aos seus ideais e nem como governos ruins se prolongam por tanto tempo no comando de uma nação...

- Em outros tempos isso era facilmente explicável, a força, o medo, o terror. E esses outros tempos estão muito próximos, não foram nem a um século atrás. Hoje ainda ecoam exemplos desses tempos, principalmente em países mais carentes e com pouco desenvolvimento.

- Eu entendo que países que ainda não conheceram uma democracia estejam fadados a aturar essas coisas ainda por muito tempo, mas onde o poder deveria emanar do povo fica difícil encontrar algo lógico que explique.

- Lógica não é o forte dos homens, sentimentalismo e esperteza sim. A lógica que você deveria procurar se esconde atrás do possível entendimento do fato, mas está muito distante disso. A lógica é simples, mas apenas mexe com ideologias e sentimentos de amor e ódio que são criados para as pessoas que geralmente sequer participam da política.

- Uma visão geral dos acontecimentos políticos?

- Não, uma visão distorcida do que é ser político e de como participar da política. Eles, políticos, ensinam aos homens a fingirem que entendem de política, a se apaixonarem por ideias e pessoas figurativas que representam partidos e não a entender de verdade o âmago político.

- Há como mudar?

- A mente bagunçada dos homens alteradas pela politicagem? Até há, mas é tarefa das mais árduas que pode-se imaginar. Mas sempre existem possibilidades de mudar a todo momento para tentar tirar máximo proveito das ações que os políticos venham a exercer.

- Seria?

- Reeleições.

- Reeleger políticos, mesmo ruins? Mas isso é o contrário do que eu busco no momento...

- A surpresa dos homens ao político está na reeleição, não em reeleger alguém.

- Ainda está confuso para mim!

- Muito bem, serei sucinto. Um político é eleito e espera ansiosamente por esse momento. Ele sabe que dali a alguns anos ele terá outras eleições pela frente e deverá para tanto se esforçar em alguma área, e não apenas em engodos e desvios de recursos, para que ele tenha alguma chance de ser eleito novamente. Esse político deverá ao menos se esforçar para dar ao povo algo útil durante sua estadia no poder para justificar um prolongamento de sua gestão por mais tempo.

- Mas aí ele vai continuar a fazer coisas ruins e....

- E é aí que entra a surpresa. Não se reelege esse político, nunca.

- Mas ele tentará, como quase todos, ludibriar as pessoas para que acreditem que ele continuará a fazer coisas uteis, não é?

- Não importam os truques dos sujos, mas sim o esclarecimento da população. Dê ao político uma chance, uma ilusão de que ele poderá permanecer no poder para que ele faça as coisas de que dele se espera e depois tira-se dele o período que serviria apenas para o deleite de seus próprios interesses. Deixe-o pensar que ele se perpetuará, que poderá enganar e roubar. Ele terá que mostrar motivações para seus eleitores, fazer, ser o político que ele prometeu ser, nem que por apenas um breve período de seu mandato e então ao tirar o proveito que dele se espera o povo deve trocá-lo e dar a outro a mesma sensação de que poderá se reeleger.

- Mas isso não seria passar o político para trás de certa forma?

- Ele teve um tempo de governo, ele representou seu povo, não foi enganado em sua totalidade, só não terá mais tempo para que seja ele a enganar mais as pessoas.

- É como prometer, na empresa, para o funcionário se esforçar mais e ele será promovido, e depois manda-lo embora?

- Não. É como deixar o prédio com um síndico e depois trocar sucessivamente de síndico para que nenhum deles desenvolva uma certa ganância e sede de poder. Apenas não se fala ao síndico que ele sairá do comando logo na primeira oportunidade para que ele se esforce para parecer bom e correto e faça o que dele se espera para tentar continuar à frente do prédio.

- Mas como fazer as pessoas entenderem que isso é possível e não deixar que os políticos percebam que isso é possível?

- Aí reside justamente a chave de todo o processo democrático. O povo guiado por emoções baratas não enxerga a possibilidade e os políticos embebidos em poder sabem exatamente como estenderem seu domínio por tempos e tempos.




FUI-ME!!!