segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

OS 4 TEXTOS!



Ola pessoas!

Mais um fim de ano e pouco tempo pra me dedicar ao que mais gosto, escrever!
Claro que eu gostaria de ser um pouco igual aos grandes escritores que eu tanto admiro, porém percebi que a vida, ao menos esta, não me brindou com dons artísticos, Mesmo assim me esforço, gosto apenas de deixar minhas ideias em algum lugar para, quem sabe, algum dia alguém as aproveite de alguma forma.
Termino este ano com quatro textos, três dos quais gostei muito de escrever e um apenas para divagar num mar de loucuras que eu sempre navego.
Espero que aproveitem, cada um de seu jeito, e também espero que eles sirvam de inspiração para que vocês também comecem a escrever.
Obrigado a todos que me leem e que venha mais um ano cheio de loucuras maravilhosas, na minha mente e nas nossas vidas!




                 OS 4 TEXTOS!




SEGUINDO EXEMPLOS





Somos complexos!
Temos muitas ideias em nossa mente, é um campo vasto, enorme, interminável!
Temos nossos desejos, bons e maus para o bem e para o mal!
Queremos fazer muitas coisas, porém muitas dessas coisas ficam apenas na vontade por que achamos que somos os únicos a querer executá-las.
E aí que mora o perigo, tanto de se guardar algo de ruim como se deixar que uma vontade boa “morra” apenas dentro de cada um de nós.
Acompanho todos os dias as mais variadas notícias pelo mundo e percebo que é muito mais comum do que eu pensava uma série de eventos serem repetidos quando alguém, uma primeira pessoa resolve por em prática algum plano que antes residia somente dentro de sua cabeça, seja por necessidade, seja por puro divertimento, seja por querer ajudar, não importa, algo acaba acontecendo e o que muitos antes achavam ser apenas fruto de uma vontade intimista revela-se algo compartilhado com muitas outras pessoas da sociedade.
Pra ser bem mais claro e objetivo, o que tento dizer aqui é que muitas ideias passam na cabeça das pessoas, e essas ideias permanecem lá, trancadas, até o momento em que essa pessoa percebe que ela não era a única a ter a ta idéia, e isso acontece exatamente por que alguém tem a coragem de tornar essa ideia realidade pela primeira vez e acaba ganhando seguidores. O problema é que esse “exemplo” de ação pode ser algo bom para as pessoas ou muito, muito ruim, afinal como sempre dizemos tem doido pra tudo nesse mundo.
Percebam como um fato que parece isolado sempre acaba criando uma cadeia de “cópias”:
- anos atrás um casal jogou a filha de um apartamento para simular uma morte acidental, logo depois disso outros casos de pais jogando os filhos de apartamentos surgiram rapidamente.
- um pai matou a família inteira por que deixou claro que falhou como provedor para eles, logo depois uma mãe matou todas as filhas e tentou se matar.
- tiroteios sem sentido nos Estados Unidos da América sempre são executados em sequência.
- moda imbecil de fetiche em matar pequenos animais.
- assaltos a consultórios de dentistas colocando-se fogo nas vítimas.
- incendiar moradores de rua.
- ataques homofóbicos.
- filmar e exibir filmes íntimos na internet
E assim poderíamos ter uma lista sem fim.
Parece-me na verdade que algumas pessoas tem vontades verdadeiramente malvadas dentro de si, porém por entender que a sociedade não aceitaria tais ações, elas preferem refrear essas vontades e renegá-las a serem julgadas por colocá-las em prática.
Mas se há a ideia, se há a vontade, haverá então alguém que acabe por externar, colocar em prática o que sente e o que quer fazer.
Então estará criado o exemplo, e exemplos infelizmente são seguidos.
A única coisa otimista em relação a isso é que há os bons exemplos. E eles se multiplicam geralmente com muito mais eficiência que os maus.
São pessoas ajudando pessoas, socorrendo animais, se importando com o meio ambiente, buscando novas soluções para os problemas cotidianos e, às vezes, até mesmo arriscando a própria vida pela vida dos outros. Há o exemplo do amor, do perdão, da solidariedade, da aprendizagem, da amizade, da verdade, da mão estendida e do abraço sincero.
Alguém quer ajudar os moradores de um asilo, mas acha que está sozinho nessa, mas logo vê a noticia de várias pessoas que já fazem isso pela cidade, ele se anima e vai atrás para também ajudar, é uma corrente infinita de boas coisas, de bons exemplos como esse que valem a pena serem seguidos.
Então quando for dar um exemplo, pense muito bem no exemplo que você estará dando, afinal, sempre terá alguém que pensa como você e irá segui-lo! Você também é responsável!


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TEN ADOINSHMENTS





--- Translated by Xu Jingcheng (许景城) Versão português: Fábio BeGi
No1: Had better not to meet, and thus you would not fall in love;
No2;
No3: Had better not be in company, and thus you would not mutually owe;
No4: Had better not cherish, and thus you would not recall;
No5: Had better not fall in love, and thus you would not mutually abandon;
No6: Had better not see face to face, and thus you would not meet;
No7: Had better not hurt, we would not fail to be loyal;
No8: Had better not promise, and thus your love would not continue;
No9: Had better not depend, and thus you would not snuggle;
No10: Had better not encounter, and thus you would not be in reunion.
Albeit, ever to meet is to know! If ever is as such, better not to meet.
Alias! How could I part withyou eternally, thus not in the gyre of endless lovesickness?


1-      Seria melhor não ter lhe conhecido do que ter lhe perdido;
2-       Seria melhor não saber de seus passos do que me afogar no amor em pedaços;
3-      Seria melhor não ter tido sua companhia que ter que enfrentar agora, sozinho, o dia.
4-      Seria melhor não ter tanto lhe valorizado do que saber que nem isso será lembrado.
5-      Seria melhor não ter sido apaixonado para depois ser abandonado;
6-      Seria melhor não ter lhe visto face a face do que agora sorrir em disfarce.
7-      Seria melhor não ter lhe machucado do que agora ser deixado de lado.
8-      Seria melhor, nada ter lhe prometido do que agora nada poder ser cumprido.
9-      Seria melhor não ser tão dependente do que agora ser tão carente;
10-   Seria melhor nunca termos nos reunido do que agora encontrar um castelo ruído;
Embora tudo isso, que com dor eu saiba, seria melhor nunca ter aprendido
Mas ai de mim se nessa vida não tivesse lhe amado, pois fazemos parte um do outro eternamente, mesmo arrependidos!


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 MORAR PERTO DE QUE?






Passeando dia desses pela cidade  observando as residências e suas localizações comecei a viajar na maionese como sempre. Fiquei pensando no que eleva o preço de um imóvel e claro, nem precisa fazer esforço mental para saber a resposta, o local onde se encontra a casa é que faz ela ser mais cara ou mais barata, ainda mais se por perto existirem todas as infra-estruturas necessárias para se levar uma vida agradável e segura, por exemplo, uma casa próxima a um shopping será mais cara do que uma casa que fica próxima a um supermercado, etc..
Mas não foi isso que despertou meu senso de curiosidade e sim em saber do que as pessoas mais gostariam de morar perto se pudessem escolher apenas um tipo de negócio ( não vale shopping), afinal o que seria legal ter em frente, ao lado ou sei lá onde próximo à sua casa? O que seria se você pudesse escolher?
Fiz uma lisa por idades do que imagino que seria legal ter por perto:

3 – 8anos = loja de brinquedos
9 – 14 se menino = campo de futebol ou loja de videogame
9 – 14 se menina = salão de beleza
14 – 17 se menino = qualquer coisa com esportes, videogame, vizinha gostosa
14 – 17 se menina = salão de beleza
17 – 25 se  menino = qualquer balada que encha de mulher
17 – 25 se  menina = qualquer balada que possa ir mostrar o que fez no salão ou salão de beleza.
25 – 35 anos se apaixonados = cinema, parque ou locadora de vídeo.
35 – 45 anos já com filhos = perto da creche, da escola, do cursinho.
45 – 60 anos se homem = zona ou barzinho
45 – 60 anos se mulher = salão de beleza.
60 – 70 anos se homem = zona e farmácia
60 – 70 anos se mulher = bailão da terceira idade e salão de beleza.
70 anos para frente, qualquer gênero = hospital e, se mulher, também o salão de beleza.

Como podemos ver, no caso das mulheres é um pouco mais fácil achar uma casa bem localizada. Para mim? Serve ao lado da academia, do boliche, sorveteria, mas o bom mesmo seria ao lado do Morumbi!


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                NOTÁVEL




Tempos atrás eu trabalhei em uma farmácia que ficava em frente a um supermercado, na verdade ficava no mesmo terreno desse supermercado e lá tínhamos certa quantidade de clientes muito fiéis que sempre voltavam, nos mesmos dias da semana, cada um tinha o seu dia preferido. Todos eles eram muito interessantes em suas maneiras de ser e em termos de conhecimento de vida, afinal a grande maioria já tinha passado dos cinqüenta anos.
Eu passava consideráveis minutos conversando com cada um deles e todas as vezes podia colher lições valiosas sobre tudo o que torna nosso mundo e nossas vidas melhor e mais feliz.
Lembro bem de um senhor cujo nome não me esqueço, e é fácil de saber o porquê, o Seu Antônio, ele vinha todas as sextas, geralmente perto das sete da noite, morava bem perto. Todas as semanas ele entrava ali, ia até o balcão e se apresentava como se fosse a primeira vez que nos falássemos. Contava sempre as mesmas histórias e nunca sabia quais medicamentos tinha que levar para casa. Abria a carteira e mostrava um pedaço de papel com o endereço e telefone de contato.  Ele sofria de Alzheimer e realmente não recordava de ter estado ali dias antes, pedia sempre desculpas por não saber se já tinha ido conversar comigo. Mesmo assim eu ouvia todas as histórias novamente, gostava em particular da história de uma pescaria onde ele dizia ter pescado uma quantidade absurda de peixes, nunca soube se essa parte era invenção de sua mente, mas era ao menos algo que ele não esquecia.
Mas o mais notável senhor que por ali passava era um professor, na verdade mais que um professor, um mestre. Um cidadão honroso de nossa cidade, historiador, escritor e todos os etc... possíveis de um homem com uma mente incrível e apesar de tanto, ainda humilde.
Bom, foi dele que me veio uma das lições mais interessantes que aprendi. 
Eu estava em um daqueles dias tristes que todos nós temos, desanimado e cabisbaixo, praticamente me escorando no balcão, quando entra aquele sujeito de poucos cabelos brancos (todos eram brancos, porém já não tinha tantos), andar pausado e óculos. Ainda distante já dava pra escutar o chamado:
 - Fabinho, como vai você?
Ele sempre me chamava assim.
Naquele dia não tinha muito a responder, falei que estava um tanto descontente com a vida e estava meio perdido por ainda não ter feito nada de grandioso até o momento, mas ele então, com toda a sabedoria que só atingimos com a chegada dos anos, bateu no meu ombro e perguntou:
- Fabinho, então você acha que ainda não fez nada de importante na vida?
- Não.
- E eu? Acha que eu fiz?
- Ah, mas é uma covardia se for comparar tudo o que o senhor já fez até hoje...
- Não, quero dizer, as coisas mais importantes que se podem ser feitas na vida?
- Não sei; ajudar o mundo?
- Quem sabe. Mas é algo maior que você ainda vai fazer. Você conhece a minha filha, não conhece?
- A Sylvianne? Conheço sim.
- O que você acha dela?
- Ela é uma excelente pessoa, correta, conselheira, que fala o que pensa sem dar lição de moral e tem essa segurança toda que eu gostaria de ter. Além de lindos olhos claros, mas esses eu também tenho.  - (sem bajulações, foi exatamente o que eu falei).
- Pois é Fabinho, fui eu que ajudei a fazer!
Nós rimos um pouco e ele continuou:
- Você gosta de alguém conhecido no Brasil inteiro, alguém famoso?
- Ayrton Senna, claro!
- Sabe quem são os pais deles?
- Não, na verdade nunca me interessei em pesquisar.
- Então, sem os pais teria existido o Ayrton? E mesmo assim eles não são tão importantes quanto o próprio filho?
Nossa conversa durou apenas mais alguns minutos, mas já tinha sido mais que o suficiente para me fazer entender que desanimar sem ainda ter andado todo o caminho era típico da juventude.
Ele como sempre tinha razão. Nem sempre seremos nós as pessoas notáveis que passarão por essa Terra, que farão as grandes mudanças ou participarão dos grandes acontecimentos, mas poderão ser nossos filhos que irão fazer toda a diferença, quem sabe até os filhos deles, mas isso só poderá acontecer se nós mostrarmos a eles o melhor caminho e o melhor conselho, além do melhor exemplo, apoio e amor.
Não importa quem serão os notáveis desse mundo, na maioria das vezes nós os conheceremos como nossos pais.
Eu estive hoje no velório desse Notável Senhor, e essa lição me foi passada novamente em minha cabeça, como se ele estivesse me lembrando uma vez mais de erguer a cabeça e sorrir como naquele dia.
Professor Oziel Tavares, obrigado pelas conversas e visitas repentinas. Por mais que você não esteja mais no meio dos homens, seus ensinamentos ficarão conosco para sempre.


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

ESTÓRIAS

Olá pessoas!

Hoje venho apenas com pequenos contos tirados da minha mente saudável, ou pelo menos eu acho que ela permanece saudável. Todos podem ser pura ficção ou não, afinal uma ou duas histórias abaixo realmente podem ter acontecido, ao menos eu tenho quase certeza de que podem.
 Divirtam-se e deixem a mente viajar literalmente!



MINHAS 4 MORTES


Meus sonhos são tão estranhos às vezes que me dão idéias para escrever diversas linhas, e foi assim que fiz meu primeiro livro que um dia, quem sabe, seja publicado. Esses dias, achei que mais um de meus sonhos merecia uma descrição, mesmo que breve, em algum lugar e  aqui é o espaço ideal.
Sonhei eu que era quatro pessoas diferentes. Três delas viviam numa época pós guerra e a quarta era a reencarnação de um delas que viva a bons anos à frente.
Foi estranho por que eu era ao mesmo tempo um soldado que lutou na guerra e voltava pra casa, a mulher desse soldado, o melhor amigo do soldado que ficara fora da guerra e mais tarde era um jovem que vivia na mesma região anos mais tarde.
O caso se deu de maneira simples, porém confusa na minha cabeça. O jovem conheceu a mocinha, ou seja, eu conheci a mim. Se apaixonaram (apaixonei-me por mim mesmo) e casaram. Nesses tempos eu tinha um melhor amigo, que era eu, mas era outro cara, desde infância. Quando veio a guerra, fui chamado e tive que deixar para trás minha mulher e então pedi que meu melhor amigo tomasse conta dela (eu pedi para mim tomar conta de mim). Fui para a guerra e nesse meio tempo, passado dois anos, minha mulher acabou se apaixonando pelo meu melhor amigo e os dois ficaram juntos (nesse caso eu me trai duplamente comigo). Ao voltar da guerra surpreendo os dois por ainda estar vivo e quando me contam o caos eu fico enfurecido.
Daí para frente só penso em como me vingar dos dois e passo a observar seus comportamentos todos os dias, tramando então o que eu faria para desgraçá-los. Percebo que o meu antigo amigo tem o hábito de andar pelo quintal de sua casa todas as tardes, e tenho uma ideia, colocar ali uma mina terrestre trazida da guerra para mata-lo.
Espero a noite chegar e enterro a mina num local qualquer do terreno. Vou embora e espero os dias passarem e ele pisar na mina.
Os dias passam e não vem a notícia que tanto espero, que o maldito tenha morrido. Dois anos depois e nada ainda, eu não conseguia me matar de forma alguma. Cansado de esperar e ainda guardando todas as mágoas do universo, pego uma arma, invado a residência e mato o s dois.
Na época meu crime é dado como crime de honra e me deixam solto, vivo solitário por vários anos até que morro de desgosto.
A casa onde ocorreu minha vingança fica fazia por algumas décadas, quando então uma família vem a morar nela novamente. Entre a família estou eu novamente, sendo uma reencarnação do soldado traído e vingativo, nessa época sou um jovem rapaz que fica um pouco triste às vezes sem motivo aparente.
Quando vamos morar nessa casa, começo a passar um longo período vagando pelo enorme quintal todos os dias, até que um dia eu piso na mina que eu mesmo tinha enterrado ali no passado e acabo morrendo.
No geral da história eu matei eu mesmo três vezes, fui traído pela mulher e melhor amigo e assassinei um inocente que era culpado.

Se achou isso louco, espere um dia eu contar como foi beijar a mim mesmo no sonho....




O JUIZ


Dizia-se na pequena comunidade de Alandrópolis, que o Juiz era homem de rabo preso com alguns conhecidos criminosos e políticos. Juiz Romeu. Tomava as mais espantosas decisões sobre os casos em que os desfechos pareciam óbvios, porém com ele tudo virava às avessas. Entre os mais notórios casos, houve a vez em que Vossa Excelência teria mandado prender a vaquinha de seu Josias por a mesma ter sido atropelada em seu pasto por um mal feitor da cidade que estava bêbado ao volante. Josias foi à justiça exigir que o beberrão pagasse as custas veterinárias, mas o Juiz rabo preso deu a sentença: tentativa de homicídio de cidadão honesto da cidade. Vaca presa no canil da prefeitura por seis meses.
 Mas a mais fantástica decisão do comentado Juiz se deu num caso de assassinato real. Um vereador, provavelmente um dos mais ladrões da câmara e já mais do que rico, matou a sangue frio um amante de sua amante. Tal era a cara de pau do vereador que o mesmo sequer quis fugir do local do crime, empunhando então a arma como um troféu.
Foi preso em flagrante, solto pelo Juiz para esperar o julgamento em liberdade, já que não oferecia “risco algum” à comunidade e para espanto de alguns moradores o vereador nem sumiu, ficou até o dia do julgamento morando no mesmo endereço.
Chegado o tão aguardado dia, o julgamento seria simples e dispensava júri popular, afinal não havia dúvidas sobre o acontecimento. Acusação e defesa foram ouvidas, o Juiz recolheu-se para sua sala privada por alguns momentos e então voltou a sentar-se na mesa mais alta da sala, olhou para o acusado que discretamente piscou-lhe um dos olhos e deferiu a sentença... A favor do réu.
Para revolta geral não apenas o Juiz inocentou o mal fadado vereador, como também colocou a culpa para cima do amante assassinado, tendo dado o caso como legítima defesa em circunstancias heroicas, onde o réu teve que entrar em combate corporal com o outro, tirou-lhe a arma e então desferiu o tiro fatal, o único detalhe é que o outro fora morto em cima da cama, nu e com cinco tiros fatais.
Todos perplexos na sala de julgamento, sem reação alguma que não a de felicidade do vereador,o Juiz ainda trava o seguinte diálogo com o promotor:
- Que seja feita a vontade da lei, que o vereador tenha sua vida de homem comum restituída e que o verdadeiro réu seja levado direto para a cadeia onde aguardará julgamento.
- Mas Vossa Excelência, o outro rapaz está morto!
- Pois então que o corpo do mal feitor seja colocado dentro da cela para que sirva de exemplo para os demais presos por ato tão covarde contra tão famosa figura pública de nossa sociedade...
- Sim Vossa Excelência, porém há um pequeno problema, ele já foi enterrado à quatro meses atrás...
-  Ora essa, o que estão esperando, exumem logo o corpo...

E assim foi mais um dos loucos julgamentos do Juiz Romeu, mais um de tantos outros tão malucos quanto. 





------------------------------------------------PAUSA--------------------------------------------------
No nosso dia a dia, pequenas coisas já são tão comuns que nem paramos para imaginar de onde surgiram ou que teve a ideia para que elas existissem como são hoje. Menos eu é claro que sou curioso por natureza, por isso hoje vamos a uma breve lição do surgimento da haste flexível com algodão. O famoso cotonete foi inventado por um soldado polonês, Leo Gersternzang, naturalizado americano que lutou na primeira guerra mundial e serviu a Cruz Vermelha na Europa. Logo depois fundou uma empresa de produtos para bebês e observando a esposa limpando os ouvidos de sua filha com um pouco de algodão presa a uma um palito de dentes (quem foi pobre sabe o que é isso) teve a ideia de tornar isso um produto. Isso em 1922, por um longo período as hastes eram de madeira mesmo, só foram substituídas por plástico em 1963.

-----------------------------------------------------------FIM DA PAUSA-------------------------------------------------





O PESCADOR



Na cidade litorânea onde moro, muitos moradores gostam de pescar, seja apenas por esporte e passa tempo, seja também para prover um bom almoço ou janta em casa. Eu particularmente não aderi à prática pela poluição de nossa encosta, devido ao trânsito de grandes navios e também de pequenas embarcações, sem ainda contar com o destino final de grande parte ainda de nosso esgoto.
Mas seu João adorava ir pescar.
Saia de casa sendo, por que a mulher vivia enchendo-lhe a paciência, pegava sua vara, linha, anzol, boia, chumbadinha e alguma isca e partia para os trapiches.
Nunca voltava com nenhum peixe para casa, apesar da mulher sempre pedir-lhe que gostaria de ver se ele realmente conseguia pescar alguma coisa, até por que ela sabia muito bem que se João não saísse pescar, o safado iria acabar o dia inteiro bebendo em algum bar e seu João era bebedor dos bons.
Para não haver conflito com a família, seu João adotou a pescaria como passatempo diário e assim todos os deixavam em paz.
Dias desses saí para pescar com seu João. Acordamos cedo, pegamos as tralhas e antes de pararmos no trapiche, João parou no mercado, comprou algumas cervejas, colocou em um isopor cheio de gelo e só então fomos de fato pescar.
João armou tudo, lançou a linha e sentou-se na beira, puxou o isopor e pegou a primeira cerveja. Fiz o mesmo, mas sem cerveja.
Passei horas a fio sem nenhum beliscão no anzol, enquanto o João puxava peixe e mais peixe do mar.
Porém, toda vez que pegava o peixe, seu João tirava do anzol e jogava na água de novo.
Ao final do dia eu tive que perguntar:
- Seu João, por que joga o peixe de volta na água? Não ta no tamanho certo?
- Que nada rapaz, os peixes são de bom tamanho sim.
- E por que não leva pra casa pra mostrar?
- Mas que mal me fizeram os peixes? Eu nem venho aqui pra pescar, mas era a única forma de poder beber o dia inteiro sem ninguém ficar me criticando, por isso quando pego um peixe eu logo devolvo ele pra água, abro mais uma cerveja e sigo feliz, eu e os peixes.
- Sobrou cerveja aí seu João?





SALIM VAI ÀS COMPRAS



Tarde dessas, seu Salim foi para o centro da cidade para comprar duas coisas: uma televisão nova para a sala e veneno para ratos para por no quintal.
Quando voltou, Salim trazia consigo uma enorme televisão de cinqüenta polegadas e um cachorro.
A mulher não entendeu nada, afinal Salim era tão pão duro que diziam que ele não iria morrer nunca só para não gastar com o enterro.
A mulher se aproximou e perguntou:
- Salim, pra que o cachorro?
- Salim muito experta, muito experta. Salim foi compra a veneno da rato, mas aí amiga de Salim ter essa cachorro que ficou feliz em dar pra Salim, cachorro vai ficar na quintal para espantar as rato.
Olhando mais de perto a mulher do Salim percebeu que o animal já estava velhinho e cego de um olho, quase não se aguentava em pé:
- Mas Salim, esse animal está quase morrendo...
- Melhor ainda pra Salim, animal já quase virando esquina da vida, mas a rato não saber disso e fugir com medo. Cachorro também tão mal que pouco come, Salim assim economiza no ração.
Meio brava, mas sabendo que o marido se dava a esperto e acostumada com a vida "pão durística", a mulher do Salim pega a televisão e instala na sala, ela sabia que ele não iria pagar alguém pra fazer isso mesmo. Fica feliz em ver que pelo menos o marido havia gasto um pouco de dinheiro com uma televisão tão grande, mas quando liga a televisão fica um pouco espantada:
- Salim, venha aqui correndo.
- O que foi esposa de Salim?
- Veja, tem algo errado com a TV, a imagem da tela só pega pela metade.
- Non tem nada de errada com o TV, mulher de Salim.
- Tem sim, olha, só metade da tela aparece a imagem, na outra fica escura.
- Salim sabe.
- E por que comprou a TV com defeito?
- E como mulher de Salim achar que Salim iria comrpar TV grande com 50% de desconta do loja?

Salim acorda tarde para que o café da manhã também seja o almoço e dorme cedo para não tomar café da noite depois da janta!





FUI-ME!!!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Clique para comprar!

Olá pessoas! Desta vez trado um pouco de saudosismo e uma visão do que o futuro reserva ao ato de comprar, que já vem acontecendo há algum tempo e vai mudando bem devagar a forma de como interagimos durante uma compra de qualquer produto. O futuro muda muitas coisas, transforma algumas para melhores e também destrói simples prazeres da vida que alguns dos nosso filhos e netos provavelmente nem virão a conhecer. Mas como tudo muda, mudemos com tudo!


Serão as lojas apenas virtuais? 


Lembra quando você queria comprar aquela última novidade, aquele mais recente lançamento e tinha que ficar dias esperando chegar nas lojas de sua cidade ou então por estar muito ansioso, acabava indo direto pra capital para poder adquirir o tal produto?
Pois é, isso hoje está cada vez mais raro. Não que encontrar o produto disponível seja raro, mas encontra esse produto em uma loja física está se tornando cada vez mais difícil.
Se deixarmos de lado os supermercados onde compramos nossos alimentos e que aqui no Brasil ainda não oferecem um suporte online como o do Japão, onde você pode estar pegando o metrô de volta pra casa e já fazer sua lista de compras pelo celular e ao chegar na sua residência a compra já estará sendo entregue (e você pode pagar através do próprio celular),  as outras “lojas” passam a ser pequenos depósitos de mercadorias para as pessoas que ainda não confiam o suficiente para comprar pela internet.
Como todo bom brasileiro o pessoal aqui gosta de ver, tocar, cheirar, perguntar muitas vezes sobre o produto e se ficar interessado, finalmente levar pra casa. Mas tenho reparado que encontrar os produtos na loja da cidade é bem diferente que encontrar no site da mesma loja, fora o diferencial de preço, que no site costuma ser mais barato. A explicação para isso, segundo os lojistas, é que o site não precisa pagar a comissão do vendedor, o produto fica num depósito, não gasta água, luz ou cafezinho. Talvez por isso cada vez mais os sites são incrementados e tenham mais promoções que a própria loja, tudo para atrair um novo tipo de cliente, o virtual. Muito mais cômodo e seguro para ambos os lados, afinal o comprador pode fazer tudo no conforto do lar ou de uma lan-house e a loja tem o pagamento assegurado, seja por boleto bancário ou mesmo cartões de crédito, assim a inadimplência cai muito e só enviam o produto após terem a confirmação do pagamento. Se levarmos em conta que a única desvantagem é o tempo de espera para receber o que se comprou, em alguns casos dependendo do site isso pode variar de 3 a 60 dias, todos os demais fatos se tornam vantagens, você pode escolher uma variedade muito maior de produtos, pode comparar preços com diversos sites sem se cansar de andar, pode parcelar em muitas vezes e acompanhar seu pedido, desde o a escolha até a entrega através do site. Deu problema? Tem algum defeito? Até nisso a compra virtual parece respeitar mais o consumidor, enquanto que na loja física você terá que seguir a risca todos os procedimentos chatos até uma troca formal, na loja virtual, pelo menos na imensa maioria, eles trocam o produto e nem cobram a taxa de envio e ainda pagam o envio do que você está devolvendo.
Mas vale a pena migrar definitivamente para a compra virtual? Tomando-se extremo cuidado com o site escolhido, há alguns piratas por aí, comprar pela internet parece ficar cada vez mais interessante. Eu mesmo apoio isso, devido ao fato de ter me deslocado recentemente para um shopping na capital e tentado comprar alguns produtos que eu já tinha visto anteriormente nos sites das mesmas lojas em que entrei. Resultado: não encontrei nenhum dos produtos disponíveis em nenhuma das lojas, obtive a mesma explicação – de que às vezes esses produtos estão estocados -  e reparei que os preços na loja eram muito superiores aos do anunciados no site.
Voltei para casa, liguei o computador, escolhi meus itens, fui até a lotérica e paguei o boleto e agora só me resta esperar a entrega. Não tive opção por que não me deram uma. Simplesmente fui forçado a comprar online algo que eu preferia pegar e levar da loja até minha casa. Agora mudei de opinião, eles me venceram. Afinal nem mesmo no maior supermercado da minha cidade há tantas variedades de produtos que deveria haver. Virei um comprador virtual e temo que não aja retorno. Sei quanto eu calço, o número da minha camisa, os jogos que eu gosto, perfumes e tudo mais. Só fico com uma pequena dúvida em tudo isso: os futuros compradores, que inevitavelmente se tornarão cada vez mais virtuais, não terão o prazer de provar alguma coisa antes de comprar, então como saber se vai gostar do produto?
Bem, não me espantarei se futuramente existir um tipo de visualização virtual dos produtos através de algum tipo de tecnologia, mas será possível até mesmo sentir o cheiro dos perfumes sem catálogos?
Estaremos em contagem regressiva para extinguir a profissão de vendedor e serão nossas lojas favoritas transformadas apenas em barracões de estoques?
Não será hoje, mas o caminho se desenha de forma irreversível para o futuro.




Reuniões nas praças.,,,

Alguns bons senhores se reúnem na praça em frente ao meu local de trabalho.
Minha cidade é histórica e não sei o porquê suas praças são historicamente feias, feias demais.
Aqueles “velhos” ficam ali o dia todo, a maioria aposentado, jogando um domino, um carteado e falando sobre outros tempos sem tirar os olhos dos dias atuais e também das moças atuais que por ali passam a caminho de casa ou do serviço.
As praças, outrora símbolos de suas cidades, onde grandes acontecimentos se iniciavam antes de tomarem a cidade como um todo, ainda guardam um pouco da magia de antigamente. Alguns casais ainda sentam-se para namorar em seus bancos, alguns pensadores ainda se perdem por horas observando as árvores e dando de comer aos pombos e até alguns discursos ainda são feitos, nada se comparado há tantos tempos antes, onde uma revolução partiria dali para as ruas, onde as famílias se reuniam aos domingos e a banda tocava. Bons e velhos tempos que passam, mudam e infelizmente acabam.
Os protestos hoje partem da internet, os casais se conhecem e namoram nas boates, os futuros velhos só jogam no computador e as bandas, bem, as bandas tocam nos carros e a boa música está em extinção.
Não sei se estou vendo os últimos velhos que se reúnem nas praças, nem sei se eles vão ali mais por imposição das mulheres que não os aguentam em casa, mas sinto que mais um tempo está chegando ao fim. Eu provavelmente ainda serei um desses senhores, se até lá chegar, mas quem será que estará comigo jogando cartas e jogando conversa fora na praça?
Rumo à um futuro de isolamentos sociais e relacionamentos pessoais interpessoais muito em breve seremos meros prolongamentos de nossa própria tecnologia.

Apertem as mãos e abracem enquanto ainda nos vemos pessoalmente, os dias de uma boa conversa olhos nos olhos estão esvaindo-se. Mas quem sabe ainda existam apaixonados pelos tempos de antigamente como eu, e quem sabe passemos isso para frente, para que as pessoas não parem de se encontrar como a gente e conversar, discutir, dançar e rir sempre!

A Edite escondeu o dominó hoje......

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Uma pausa indignada hoje....
A um ou dois dias antes do novo papa aterrissar sobre as terras brasileiras, muitos peregrinos já se encontravam em algumas cidades rumo ao Rio de Janeiro. Um desses grupos era formado por poloneses e eles estiveram na minha cidade fazendo um pouco de turismo antes de rumarem para o estado carioca. Nada demais realmente, se não fossem certas coisas que eu presenciei e, pela primeira vez, em carne e osso pude perceber o que de fato significa o termo “para inglês ver”. Os poloneses estavam bem em frente ao meu local de trabalho e acabaram por entrar no estabelecimento, todos muito sorridentes e simpáticos. Compraram algumas coisas e conversaram um pouco comigo, falamos em inglês naturalmente, pois quando eles falavam em polonês eu entendia grego. Explicaram que tinham chego até a cidade e daqui iriam para Ponta Grossa, depois para Angra dos Reis e finalmente para o Rio. Perguntaram se eu me lembrava de João Paulo II, até por que ele era polonês. Foi uma boa conversa e uma das atitudes que vi por parte deles me deixou feliz: compraram comida e alguns itens básicos para um sem teto que ainda dormia na rua, num frio do caramba, logo de manhã cedo. Aproximaram-se devagar e através de gestos ofereceram as coisas. O senhor ficou muito assustado no começo e agradeceu muito depois, infelizmente o mesmo acabou fazendo da rua uma lixeira gigante com as coisas que lhe foram dadas, contrastando com o lindo feito dos peregrinos. Ta. Mas o que me deixou indignado então? Simples. Para acompanhar os peregrinos pela cidade, foram destacadas três viaturas da polícia militar, cada uma apenas com o motorista da polícia e mais quatro motos da mesma polícia, além de alguns guardas municipais, ou seja, para garantir a segurança de 40 turistas numa cidade de médio porte, foi necessário deslocar uma grande parte da frota de segurança dessa cidade. Pior, eles tinham um guia turístico e um ônibus da empresa contratada, então por que precisavam de tanta proteção? Fora isso, ainda houve a cena em que a polícia simplesmente fechou toda uma rua na hora em que os peregrinos precisaram entrar no ônibus para prosseguir viajem. Que maravilha! O legal é que eles voltam para a Polônia e pensam: nossa no Brasil até a polícia fecha a rua quando as pessoas vão “subir” nos ônibus para terem mais segurança. Enquanto aqui nós sabemos que na realidade, muitas vezes, quando se precisa de uma viatura da polícia, você liga várias vezes e eles nem aparecem. Não sei de quem partiu a ordem, e eu sei que tem que se obedecer, mas hoje eu sei que o “pra inglês ver” existe de fato e não é só apenas uma expressão midiática.

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                        A SABEDORIA DA CORUJA


Jairlindo casou-se quatro vezes!
No primeiro casamento, dizem, Jairlindo e sua mulehr eram muito novos, coisa do pessoal do sítio que se conhece e acaba se entrelaçando muito cedo, ambos tinham 16 anos, nada conheciam da difícil vida de adultos, mas já sabiam amar. E amaram. Até que Jairlindo descobriu que a mulher o traía com seu primo Anatole.
Desilusão, fim do amor, separação.
Jairlindo foi morar na cidade. Uma pequena, onde conheceu Jeorgina, moça simples que trabalhava na quitanda do pai. Conheceram, se apaixonaram, casaram. Os dois tinham 25 anos.  Dessa vez parecia que a coisa ia ser pra sempre, mas pra sempre tem uma teimosia de ser interrompido com uma certa facilidade e um ano depois Jairlindo descobriu que sua esposa o traía com o rapaz mais novo que fazia entrega de verduras na quitanda da mulher. Outra desilusão, mais um fim de romance, mais uma separação.
Jairlindo então foi-se para a capital, cidade grande, trabalhou muito e enriqueceu e aos 53 anos conheceu Rute, mulher decidida, já não tão nova, 42 anos e responsável. Tudo pra dar certo. Conheceram, amaram, casaram.
Fizeram muito em 5 anos, aumentaram a renda do casal até o teto. Jairlindo sorria novamente, mas sorrisos acabam amarelando. Rute traiu Jairlindo com o um dos sócios da empresa, mais velho e mais rico, pegou sua metade e se foi. Outra vez ele se desiludiu, parou de amar e voltou a se separar.
Então com seus 78 anos Jairlindo prometeu jamais casar novamente, mas o mundo prega peça no coração de toda gente e Jairlindo apaixonou-se pela recepcionista do Hospital em que ele fazia Check-up todo ano. Aquele velho coração então estava apaixonado, de novo, logo se conheceram, se amaram e sim, casaram.  Era mais nova; nova demais, 35 anos e com tudo em cima, já o marido lutava com a gravidade há muito tempo.
Jairlindo já não esperava muito do casamento e sabia que em algum momento tudo ruiria, assim já se preparava para a má notícia, e quem espera ou alcança ou é alcançado e novamente a flecha com veneno tinha o endereço anotado. Jairlindo descobrira que sua nova e muito nova mulher o traía com outros 3 médicos da clínica. Ela também pegou uma metade e saiu pela porta. A velha desilusão voltou a acompanhá-lo, o amor voltou a abandoná-lo e a separação a contemplá-lo.
Com  a idade mais avançada, sozinho e sem acreditar em tanta má sorte, Jairlindo nunca entendera o porque sempre fora trocado. Porém num dia desses, num sonho, tudo fora reveledo: Ainda na barriga da mãe, viu que a mesma conversava com a vizinha, também grávida, e planejaram as duas que se dali nascessem um menino e uma menina, os dois já estariam prometidamente casados, como os matutos gostavam de fazer naqueles tempos. E assim a promessa fora mantida, até que um dia sua mão pegou a vizinha fazendo a mesma promessa para dona Matilda, outra grávida, vizinha do outro lado. Tudo acabado, a promessa e a amizade. Pobre Jairlindo, trazia sua sina antes mesmo de tenra idade.


Sabedoria: Tem gente que já nasce chifrado!


FUI-ME!!!