segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A SALA VAZIA

Olá pessoas!

Deixando a política apenas para um bom humor, já que de resto ela só nos causa stress e revolta, irei hoje mais profundamente no meu próprio ser e também tentar fazer entender que se fossemos unidos de verdade, talvez não fosse necessário esperar nada de governo algum. Espero que quem ler aproveite ara refletir bem o que está nesta postagem, eu digo, vale muito a pena!


A SALA VAZIA
Acredito que na maior parte da minha pouca vida consciente ou racional eu tenha vivido de uma forma um tanto isolada. Isolada no sentido de estar na maior parte do tempo sozinho, daquelas sensações de que mesmo estando cercado de muitas pessoas de alguma forma nos sentimos sós. Muita gente se identifica com isso, eu sempre tentei fugir disso, do sentimento.

Já são incontáveis os dias em que me encontro deslocado desse mundo, como se ele não tivesse sido planejado para que eu vivesse nele ou simplesmente eu não encontrei de nenhuma maneira o caminho para entende-lo. Isso pode soar triste, mas na realidade é apenas desanimador.

Não encaro a procura de felicidade como algo obrigatório e nem mesmo entendo que se fazer dar certo na tal vida é tornar-se rico e famoso, meu único e total desapontamento é o não entender o todo como eu gostaria de compreendê-lo.

Nessas fases solitárias, que deveriam ser expostas como revoltas ou indignações do grande plano da existência no qual acho e não acho que me encaixo, me faltam as palavras certas para poder transparecer tudo o que eu gostaria de demonstrar ao mundo, ao nosso mundo.

Por vezes eu entendo todo esse espetáculo cósmico de maneira única e também compartilhada. Única por que todos estamos fazendo parte de forma individual de um mesmo plano e compartilhada por que estamos todos ligados de alguma maneira, é aquele pensamento de que você conhece alguém que conhece alguém e que no final todo o mundo se conhece sem ao menos todos se conhecerem diretamente.

É então que as coisas se tornam tão boas quanto ruins. Estar cercado das pessoas que amo e de outras que admiro e de outras que nem sei o que sinto pode ser muito revigorante e muito mais importante. É o imaginário de que cada pessoa que você conhece tem uma sala, uma sala só sua e você também tem uma que é a sua. Parado ali na qual lhe pertence você pode vislumbrar todas as outras salas que a sua vista pode alcançar, geralmente essas são as salas das pessoas mais próximas, algumas vezes as mídias trazem as salas daqueles que estão mais distantes e quando olhamos para essas salas, cada qual, de sua maneira particular está dando uma festa, pode ser uma festa a dois, pode ser um baile bossa-nova ou mesmo uma rave, não importa, as salas estão cheias, movimentadas, fervilhando.

Aí você olha para a sua sala e, incrível, a sala está parada, não há nada além de você, nada além de um bom espaço vago; a sala está vazia. Mas onde está o erro? Teria você esquecido de mandar os convites? Teria você esquecido de encomendar a comida e a bebida? Teria você esquecido de contratar a banda? Você corre verificar, ponto a ponto tudo parece estar certo. Os convites foram enviados, os comes e bebes estão pagos e a banda contratada com antecedência. Você foi atrás, você sempre vai atrás de tudo o que é necessário para a sua sala estar movimentada, mas seja lá por qual motivo a banda cancelou, a comida não veio e ninguém compareceu.  Você não entende, eu não entendo.

O que resta é a terrível certeza de que o motivo pelo qual a nossa vida permanece animada é pelo que a gente vê nas salas dos outros e se pararmos para ficar olhando o nada, o não movimento dentro da nossa própria sala, de repente parece que perdemos o sentido da tal existência, por algum motivo, por algum destino. Sabemos que o motivo das salas dos outros estarem cheias é por que eles merecem e se esforçam para que isso aconteça, sabemos inclusive que alguns nem se esforçam tanto, só não conseguimos entender o porquê a nossa sala permanece vazia apesar de também merecermos e fazermos por onde enchê-la. É muito claro que aqui quando digo nós, quero dizer eu, mas não me sinto o único dono de uma sala vazia dentro de todas as possibilidades humanas pelo Planeta.

O ponto em que me encontro é exatamente esse. Eu sinto a boa energia das outras salas, eu tento fazer com que a minha se encha de tudo o que ela pode ter, mas em alguma triste sina todas as iniciativas que foram tomadas não resultaram em movimento. Mas eu me encho de razão pelo que vejo acontecer aos que muito me são caros e não desisto de tentar agitar as coisas na minha sala, afinal, em algum tempo eu irei acertar o tom da música e dançarei como todos. No momento é hora de concentrar, meditar e aproveitar o silêncio...



                                                           PAUSA-------------------------------------
CONTOS POLÍTICOS

1 - Repórter consegue abordar o candidato que está sendo investigado pela polícia federal durante as votações:
- Candidato, alguma declaração sobre as investigações?
- Nada a declarar, são apenas boatos da concorrência.
- Mas há vídeos e testemunhas.
-Montagens e mentirosos, agora com licença que tenho que cumprir meu dever de cidadão e votar.
- E vai votar em quem?
- Minha filha, irei votar nos melhores. Nunca voto em corruptos e ladrões.
- Mas nem no senhor mesmo?

2 -  
Pilantra de boca de urna aproxima-se do eleitor incauto no dia da votação:
- Tudo bem? Afim aí de contribuir com nosso candidato e também levar uma recompensa?
- Como assim?
- Ah, você ajuda nosso candidato a se eleger e a gente te dá um trocado para ajudar nas contas de casa e tudo mais.
- Tá comprando voto? Por que não falou logo?
- Então a gente se acerta? 100 conto ta beleza?
- Ixi, acontece que eu já vendi o meu na semana passada, tava precisado de umas telhas para trocar a lona que tampava o forro. Sabe como é; compromisso tem que ser honrado.
- Verdade, temos que ser honestos e comprometidos hoje em dia. Mas assim, não tem ninguém na família disponível pra fazer acerto?
- Deixa eu ver, minha mulher já vendeu. O fio mais velho gastou no puteiro, meu sogro não vai votar por que ta com diarreia, meus pais moram em outra cidade. Sobrou minha sogra.
- Ela serve.
- Mas também não vai dar, ela tem uns problemas.
- Que problema?
- Ela é cega.
- Mas isso não é problema, chama ela aqui pra gente acertar.
- Mas tem ouro problema.
- Qual?
- Ela é cega e analfabeta.
- Cega e analfabeta?
- É, ela não sabe ler em braile....

3 - 
Candidato é pego comprando votos no dia anterior à eleição, junto com o santinho, entregava uma nota de 50 reais para os eleitores:
- Teje preso candidato, compra de voto é crime eleitoral.
- Mas seu policial, eu não estou comprando votos, estou apenas distribuindo meus santinhos.
- Distribuindo santinhos junto com nota de 50 reais candidato?
- Seu policial, muito obrigado. Que mancada a minha. Acontece que eu guardei os santinhos no mesmo bolso que eu ponho o dinheiro. Acho que toda vez que vou pegar um santinho, acabo pegando uma nota junto. Olha, se você não me avisasse eu acabaria ficando sem dinheiro. Muito obrigado!
------------------------FIM DA PAUSA


CONVERSA DE VAMPIRO

Quem importa

- Não entendo como um povo pode ser tão destruído por seu próprio governo...

- Isso é por que talvez você não entenda os próprios sistemas que os humanos criam para governarem. Porém, há excelentes governos neste mundo em face aos que podemos chamar de terríveis.

- Mas o bom modelo não é acompanhado por todos, então....

- Realmente não é e nem sempre haverá esperança de ser seguido um bom modelo em todos os lugares, lembre-se que a formação das pessoas varia conforme a região que se originam e benevolências ou mesmos os males incrustrados em cada sociedade acabam por definir a linha comportamental do indivíduo que unidos a outros formarão uma sociedade. Porém o fato que precisa ser mais focalizado é que os homens que são pessimamente governados poderiam dar uma lição, ao menos moral, em seu próprio governo desviado do bem comum.

- E as pessoas não tentam? Eu vejo revoltas e....

- Revoltas pequenas para alguma transformação real e isso se deve em grande parte ao entendimento contemporâneo de que tudo pode ser resolvido com greves, paralizações, e acordos, sejam eles políticos ou mesmos judiciais. A massa prejudicada se sente vingada com pequenas ações cotidianas que em grande parte reparam muito pouco o rombo sofrido por todos, mas convenhamos, numa sociedade onde sempre tem de haver seguidores de alguém, quando esse alguém é recompensado para se calar, a maioria que o seguia se cala também, vivendo na ilusão de que conseguiram modificar alguma coisa, quando na verdade apenas se venderam por valor algum.

- Sempre será assim, não é?

- Poderá seguir dessa forma por tempos indetermináveis, mas há como realmente mudar.

- Não consigo entender como fazer essa mudança.

- Mesmo que conseguisse, outros a quem você compartilhasse sua solução inovadora, que nada tem de novo, achariam algo muito difícil de fazer.

- Poderia me explicar?

- Sem qualquer incomodo. Tire apenas o que o governo faz às pessoas, e ele já faz o mínimo do mínimo apenas para justificar a sua existência e “tamanha” importância. Imagine agora que a forma capitalista que se alastra cada vez mais pelo Planeta tenha em suas mãos o poder para ajustar a sociedade por si mesma e pronto, tudo pode ser resolvido acima dos poderes de qualquer governo.

- Ficar sem governo seria a resposta?

- Não. Me refiro aos detentores do capitalismo ajustarem as necessidades de seus semelhantes quando seus governos são incapazes ou possivelmente não querem se tornar capazes de resolverem os problemas. Ora, quem para o comerciante é o ser mais importante, economicamente falando?

- Eu diria que é o seu cliente.

- E eu concordaria. Se vermos o cliente além do fator econômico e inserirmos o seu real valor social que é constituir a sociedade, é mérito do comerciante entender que tão importante quando o poder monetário de cada pessoa é em si a própria pessoa, pois de nada adianta ao comerciante um cliente que morre. Com essa compreensão seria de extrema importância os grandes sustentadores do sistema capitalista entenderem que o sujeito que mantém o tal sistema é de fato esse cliente e não apenas as grandes ideias de comerciantes e inovações tecnológicas. Tendo aceito esse conceito, os que estão acima da estrutura de pirâmides das sociedades, unidos pelo bem comum e sem vínculos políticos poderiam com parte dos lucros que obtem reinvestir diretamente nas áreas deficientes de seu âmbito social e dessa forma serem mais apreciados que seus próprios governos. Gerar uma concorrência de predileção do ente social poderia gerar competição com o próprio governo que para não ser no futuro possivelmente extinto, teria que prover reais melhorias em todas as suas ações administrativas.

- Utópico?

- Com certeza. Mas imagine uma cidade em que os grandes comerciantes se unissem e resolvessem construir um hospital. Eles inicialmente teriam o terreno e logo após ergueriam a estrutura, comprariam os equipamentos e finalmente contratariam os profissionais. Imaginemos que esse hospital começasse a atender a população de forma gratuita e fizesse um trabalho muito satisfatório. Logo a demanda pelo hospital superaria em muito as dos hospitais estatais e claramente seria necessário explicar à população que para o novo hospital poder atender a todos, doações seriam necessárias. Como a população passa a aceitar em sua realidade os novos serviços prestados que os antigos, muitos irão se esforçar por ajudar a manter o novo sistema. Digamos que os idealizadores do hospital sejam realmente preocupados em melhorar as condições sociais de seus clientes e ajam de forma sempre transparente quanto à arrecadação de dinheiro doado e a aplicação em recursos necessários sem nunca arrecadar mais que o necessário para o funcionamento do hospital. Pronto, aí estaria o modelo de auto-organização social independente dos serviços de um governo deficitário.

- E isso iria gerar o que afinal?

- Provavelmente, com o passar do tempo, haveria mais interesse da população a doar seu dinheiro para as coisas que funcionam e não tentam comandá-las a fazer esta ou aquela ação e muito iriam preferir deixar de pagar impostos que não dão retorno às assistências necessárias para a vida em sociedade e colocarão esses valores apenas nas estruturas de sua nova sociedade, uma sociedade consciente e interessada em manter sempre em “boa saúde” o tão almejado bem comum.

- Mas esperar de empresários uma ação dessas e entender que os clientes irão abraçar essa causa é um tanto complicado.

- Se fosse apenas complicado. Será até mesmo impossível de acontecer, pois enquanto a mentalidade estiver no vencer na vida, ninguém irá se importar em viver numa justiça igualitária. Se, e quando o homem entender que a tal felicidade alcançada em conjunto é muito mais satisfatória e plena que a felicidade impossível que se tenta alcançar sozinho pelos moldes de seus sistemas destruídos, nesse tempo então se alcançará o verdadeiro ideal de sociedade perfeita, a que não depende do governo para repartir os bens como entende necessário e sim a que sabe partilhar suas soluções uns com os outros.

FUI-ME!!!

domingo, 21 de setembro de 2014

Asas!

Olá pessoas!

Dessa vez viajei muito na subjeção da realidade. O que você faria (escreveria sobre) se um cupim pousasse em seu ombro durante a aula, ou então o que falar quando o assunto é filosofia? Pois é, eu também não saberia ao certo, mas foi assim que os assuntos da vez surgiram.
Então, antes de ler, tente imaginar como desenvolveria cada assunto e, logo após, tenha uma boa leitura.


Cupins e Asas

Qual seria o máximo sacrifício que uma pessoa faria para poder seguir a sua vida em sociedade? De que liberdades ela poderia se desprender, abdicar, para participar do ente social, seja ele um grupo de sua comunidade ou as repartições específicas que adoramos adotar para classificar as pessoas de uma mesma cidade, estado e país?

O que, a contraponto, poderia tornar o homem tão livre a ponto de se desprender de todas as amarras que essa mesma sociedade vem criando a infindáveis milênios, obrigando a todos a seguirem um preceito pré-estabelecido do que é o normal social?

Se perguntamos à natureza quem é mais livre, verdadeiramente no mundo, talvez sua resposta fossem os animais, mesmo quem sabe alguns insetos, porém como argumentos negativos tentaríamos explicar a ela que mesmo os animais parecem seguir uma ordem social própria com hierarquias muito parecidas com as nossas em algumas ocasiões e os insetos, estes então nem teriam como escapar da prisão social e em termos estaríamos corretos.

Parece-me que por mais esperançoso que eu fique em encontrar um caminho onde o ser como indivíduo consiga realmente sair do torpor dessa amarra social e se apresentar ao mundo como verdadeiramente é e quer ser, infelizmente não encontro os exemplos mais ricos em detalhes para poder acolher como os verdadeiros modelos de liberdade.

Quem sabe se tivéssemos asas e assim pudéssemos voar, poderíamos nos livrar de toda a pressão e escolher viver onde quisermos sem que ninguém nos condicionasse a essas escolhas. Não à toa asas sempre são ligadas a ideais de liberdade e aventura, marcas as utilizam para passar essa ideia, porém só querem, como todo o mundo dito real, nos enganar e também nos prender à elas.

Asas, asas. Pensar em asas seria o elo mais significativo para subir além da humanidade. Anjos e demônios as tem, segundo o imaginário popular, mas mesmos eles não são livres de julgarem e fazer o que querem, há sempre alguém acima de todos os seres, alguém maior, alguém que manda.

E mesmo nos exemplos das asas eu me decepciono, não pelo que poderia ser se as possuíssemos de verdade, mas por ver que também alguns seres que as possuem podem chegar ao ponto de abdicar desse direito de tê-las simplesmente para sobreviver em sociedade.

Poderia você imaginar algo tão imbecil? Desistir do “poder” de voar para andar entre tantos outros. Deixar de continuar a ser diferente por que todos os outros querem ser iguais? Pois bem, os cupins assim o fazem. Eles saem de suas casas alados, infestam outros locais e assim que chegam em algum lugar novo para morar eles dizem adeus às suas asas e então preferem engatinhar para construir uma nova colônia. Claro, eles tem que fazer isso para sobreviver, talvez nem mesmo percebam a dádiva que é poder voar pelos poucos momentos que a possuem.

Mas me reservo no direito totalmente imaterial da minha imaginação que tenta também por vezes não repetir a imaginação do coletivo, que tenta escapar do óbvio e do que outros já imaginaram não ser o óbvio, puramente para não repetir o que outros já criaram em suas mentes; sim, me reservo nesse meu direito inventado em imaginar que por algumas vezes um único cupim enquanto vê seus alados iguais tornarem-se desiguais ao perderem as asas para formarem uma nova forma de igualdade, negar-se então a ser mais um a perder a sua liberdade momentânea e mesmo que isso lhe custe a vida e assim ele o sabe, prefere continuar a voar e ser o diferente num mundo que todos tentam transformar em padrão. E assim, mesmo em curta vida ele poderá ter apreciado a melhor experiência de liberdade e jamais a servidão prolongada de uma vida normatizada pelos que se esquecerem de como era incrível ter asas.




=============================PAUSA===================================
O homem domina a tudo, inclusive seus próprios semelhantes, logo é de se pensar que somos a máquina mais perfeita da natureza, mas será mesmo que a natureza selecionou todas as melhorias máximas apenas para os seres humanos?

Vejamos rapidamente um amontoado de curiosidades sobre quem é melhor em que no reino animal. Entre parênteses estão os sites de onde a informação fora retirada.

No quesito visão quem sai na frente é a águia de asa redonda que pode ver um rato a apenas 5000 metros de distância durante seu voo, também perdemos em seleções de cores possíveis para as aves e até mesmo um camarão, que é o rei da cor (mundoestranho). Mas somos os únicos a conseguir corrigir problemas de visão através de lentes e óculos, além de diversas cirurgias. Se falarmos em olfato, o elefante tem 1948 OR – gene olfativo – contra 396OR dos humanos (megacurioso). Os morcegos podem ouvir frequências de som em torno de 120000 Hz, assim como os golfinhos, enquanto não passamos de 20000 Hz (geralforum). Se pensarmos em sentir gosto das coisas o campeão é o bagre, isso mesmo, esse peixe tem espalhado pelo seu corpo milhares de células gustativas, ou seja, ele pode sentir na água o gosto das coisas pela pele (hyperscience). E entre os mais mais, teremos: mais rápido, o Falcão Peregrino que atinge 320 Km/h em voo ou em terra o Guepardo com 115 Km/h; em inteligência temos os Golfinhos com alguns bilhões de neurônios a mais que nós e se for ver quem vive mais, algumas ostras das profundezas podem viver 500 anos e um tipo de medusa, a Turritropis, é basicamente imortal, uma vez que, ao invés de envelhecer, suas células rejuvenescem (Megacurioso).

Dessa forma podemos perceber que o homem não é o mais avançado naturalmente em qualquer aspecto comparado a outros animais do Planeta, mas com certeza a sua forma de raciocinar faz toda a diferença. Afinal, com já dito, corrigimos nossa visão com óculos, atingimos velocidades incríveis com carros e aviões, ouvimos sons impossíveis com gravadores sensíveis, passamos a viver mais com o avanço da medicina e também podemos até não sentir tanto gostos, mas podemos nos alimentar de muitas fontes diferentes. Pena que com tanto potencial racional, no fundo, acabamos fazendo atrocidades contra os animais, o Planeta e até contra nós mesmos que nenhum outro ser é capaz de fazer.
=========================FIM DA PAUSA================================



CONVERSA DE VAMPIRO

Filosofar

- Da outra vez falamos sobre os filósofos, mas eu ainda fiquei em dúvida sobre alguns aspectos.

- Não falamos sobre os filósofos em si, mas sobre o que significa ser um.

- Exatamente. Eu pensei que eles fossem como professores...

- Um engano compreensível, mas entenda, filósofos não são professores, não são videntes e tão pouco revolucionários.

- Mas se tirar essas características deles, o que resta para classifica-los?

- Sábios! É o que são na realidade.

- Como um gênio?

- Não, mas quase. Entenda, um filósofo é aquele dentre todas as pessoas que consegue entender muito antes do seu tempo algo que está para acontecer ou que acontecerá num tempo ainda muito distante. É poder enxergar dentro de uma sociedade ou da própria humanidade todos os possíveis caminhos que poderão ser atingidos por ela ou ainda compreender melhor todas as coisas que fundamentam a coexistência entre os humanos. Um filósofo não irá falar para você o que vai acontecer no dia de amanhã, ele tentará fazer com que as pessoas comecem a perceber as diferentes realidades que a rodeiam, tentar fazer com que saiam das alienações criadas por uma minoria, tentar fazer com que um indivíduo se liberte das regras impostas e possa existir de fato. Nunca um filósofo consegue ver as transformações pelas quais a sociedade irá passar. Ele encontra o caminho, mas dificilmente irá trilhá-lo. Seus estudos, muitas vezes frutos de uma mente privilegiada, anteveem as descobertas da humanidade nas mais diversas áreas, mas sempre serão taxados de tolos por aqueles que não querem ver a verdade. Não falo aqui obviamente de físicos e outros cientistas que desenvolvem suas teses e então passam pela aprovação de tantos outros. Os filósofos constantemente encontram críticas vorazes em seu próprio meio. Suas teses são refutadas de todos os lados e eles mesmos sabem que todo o seu esforço só será apreciado por futuras gerações que finalmente estarão vivendo aquilo que ele muito sabiamente previu. O exercício da filosofia é ingrato, pois ele não consegue gerar instantaneamente as mudanças que defende, não consegue ver as melhorias ou mesmo desastres que estão por vir. Não é algo para anos, mas sim para décadas e séculos, mas traz em recompensa uma duração de milênios. Recompensa essa que o próprio filósofo não irá desfrutar. Aí mora muitas vezes a solidão, pois não é sempre que os pensamentos visionários encontram pares nas mesmas épocas.

- Acha que um filósofo pode reconhecer a visão correta de um outro e mesmo assim ataca-la?

- É o que os humanos mais gostam de fazer. Crie uma teoria qualquer e uma outra pessoa logo irá descordar dela. Aí então teremos duas linhas de pensamentos diferentes que por sua vez ganharão, cada uma, seus seguidores e desses seguidores outras formas de pensar irão surgir e no fim, depois de tantas voltas num mesmo assunto que forem dadas, perceberão que voltaram à fonte original de pensamento, mas são orgulhosos demais para admitir tal fato. Reconhecer a sapiência de alguém e compreender a sua linguagem é para poucos, a maioria ignorante sempre irá preferir distorcer uma verdade absoluta para transformá-la num objeto abstrato que atenda a seus anseios.

- E isso seria um roubo de uma ideia?

- Não tanto roubar, mas inverter, distorcer, manipular, usar aquilo que poderia melhorar o mundo para apenas melhorar o seu pequeno mundo particular ou de certos particulares. Lembra-se que os humanos preferem deixar a verdadeira aprendizagem longe da maioria das pessoas, por que no fim, o pequeno grupo que consegue por as suas mãos em tão refinados conhecimentos acaba por controlar todo o restante.

- Isso tudo pelo poder?

- Poder em todas as eras e hoje também pela ganância.


FUI-ME!!!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Uma armadilha, uma ficção e um avião!

Olá pessoas!

Dessa vez as postagens assumem um caráter mais profundo. Os textos são um pouco mais complexos, até podem ser chatos, mas como a proposta do meu blog é ser um lugar para que meus pensamentos não vivam apenas limitados pela mina mente, seria desconexo eu não colocá-los aqui. Confesso que gostei da linha iniciada no post anterior e resolvi tornar "Conversa de Vampiro" uma coluna de pensamento fixo. Há também um pequeno roteiro de uma cena de ficção que não poderia ser utilizada em qualquer filme que curti muito fazer e também fecho a postagem com um texto produzido para o Facebook e já lá colocado anteriormente que precisa ser preservado. Espero que os poucos que lerem acabem gostando.



Conversa de Vampiro:


Armadilha

- Como assim não conseguimos escapar das prisões que nós mesmos construímos?

- Por que, em geral, não fazemos prisões para que sejamos nós a ficarmos detidos nelas. Fazemos isso para todas as outras pessoas, aquelas pelas quais nos sentimos ameaçados. Logo é fácil entender que iremos projetar o local mais inescapável para colocar todos os que nos ameaçam ou nos fazem mal. Mas na humanidade há algo pior que uma prisão bem elaborada. A armadilha psicológica é uma das armas de amargura mais mortal para o homem.

- Uma armadilha? Que perigo pode oferecer uma armadilha, ainda mais se ela não é física?

- Humano tolo. Uma armadilha que existe em sua mente pode afetar seu fraco físico, uma vez que o cérebro sempre irá comandar todas as suas funções vitais. Mas deixemos a fisiologia de lado e nos concentremos no lado psicológico. Por razão, uma armadilha é um artificio para apanhar uma caça, um logro astucioso ou uma cilada. Nesse caso uma cilada mental. O que é interessante numa armadilha criada por alguém é que, para esse alguém, ela é algo perfeito. Tão perfeito que quem quer que nela seja apanhado, jamais irá conseguir fugir. O que reles humanos se esquecem é que muitas vezes as vítimas de suas armadilhas tendem a pensar de forma diferente deles, e uma forma diferente de pensar pode dar uma resposta solucionável a algo que antes parecia sem solução. Há sempre uma forma diferente de entender uma mesma coisa se pensado por diferentes mentes. Nem sempre algo que pareça definitivo para um será para outro, logo, uma armadilha bem pensada por um pode se tornar apenas um contratempo para um outro.

- Então é possível sempre escapar das armadilhas, sejam físicas ou mentais.

- Físicas, desde que não levem à morte imediato do capturado, talvez. Mas as mentais geralmente são armadilhas criadas por uma pessoa onde a vítima é ela mesma. E como eu disse, se o criador da armadilha julga que ela é perfeita, ele entende que a seu modo não há como sair dela. Se ele mesmo cai nessa armadilha, ele sozinho não irá conseguir sair dela, pois assim ele concebeu para si mesmo.

- E estaríamos fadados a ficarmos presos eternamente nesse tipo de armadilha?

- Um humano limitado sempre estará sujeito a se prender pelo resto de sua vida insignificante por alguma armadilha mental que criar, mas nunca eternamente, o termo para os homens é “mortal”. Mas há uma maneira de se escapar dessas armadilhas.
- Qual?

- Você me aborrece com a sua falta de sabedoria, às vezes. Ora, se o seu modo de pensar o limita a entender que a sua armadilha é perfeita para você e que não haverá modo de você sair dela, apenas com um modo diferente de pensar você poderá se libertar de algo que você mesmo criou. Pedir ajuda a outras mentes é o necessário para se escapar das armadilhas perfeitas de uma única mente, pois como eu disse, maneiras diferentes de enxergar um objeto oferecem intermináveis caminhos de se entendê-los. Mas em geral o orgulho humano detém a maioria dos homens na hora de pedir ajuda aos outros. Vocês sempre se consideram autossuficientes e acham eu podem sair de qualquer problema sozinhos.
- Então tudo o que eu preciso é a ajuda de outras pessoas?

- Você sairia mais facilmente de um poço profundo se alguém lhe jogasse uma corda ou se tentasse escalar as paredes dele sozinho? A resposta não é apenas óbvia, mas também muito pouco aceita pela maioria de vocês.

- Armadilhas de orgulho...

- Armadilhas extensas. Vocês podem se prender por paixões, por drogas, por vaidade, por ambição, por inveja, por obsessão, por crenças, por ódio, enfim, tantas podem ser essas armadilhas que é de admirar o ser humano que um dia não cai em uma delas.

- E como não cair em uma delas?

- Só uma mente muito bem preparada pode reconhecer uma armadilha que ela mesmo fabrica e não acabar presa nela. Mas convenhamos, vocês humanos não querem que as pessoas tenham mentes abertas. Isso prejudica a forma como fazem as coisas nesse mundo. Preferem gerar o caos que julgam poder controlar que oferecer a ordem que o conhecimento pode trazer. Humanos, sempre lutando para congelar no tempo que evoluir. Agora chega desse assunto.

- Um pouco de vinho?


- Acho que no momento prefiro algo mais quente!



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Você sabia?

Você sabia que ler um texto
 Acompanhado de uma bebida que lhe agrada,
  Como um café acompanhado de torrada,
   Torna a ação uma ato prazeroso  
E faz, mesmo que por associação,
 Essa arte se encher de emoção,
  E devagar você irá perceber,
   Que como o café, isso é também gostoso
O ato de ler!
E tudo isso apenas para uma boa relaxada para uma leitura continuada!
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A quase ficção: Roteiro que não deu certo.

Local: Sala de estar.
Ambiente: Tv desligada. Dois sofás. Um ocupado. Mesa de centro com tampa de vidro. Copo com um pouco de líquido. Janela aberta. Um pouco de brisa.
Personagem: Jovem, 25 anos, cabelos negros um pouco compridos, olhar perdido em pensamentos fúteis, jeans, camiseta, descalço. Bocejo.
Ocorrência: Um clarão na sala. Uma nova figura aparece no sofá vago. Salto de surpresa do protagonista.
Diálogo:

- Mas que.... quem é você? De onde?
Novo integrante: Homem, 45 anos, cabelos negros, curtos. Óculos estranhos, roupa colada ao corpo. Jaqueta rasgada. Aparelhos parecendo algum tipo de arma.
- José, me ouça.
- Como sabe o meu nome?
- Eu não tenho tempo para explicar muita coisa, mas entenda e permaneça quieto, ouvindo. Eu sou você vindo do futuro....
- Ah não. Isso não vai colar. Como é que eu fiquei assim tão louco?
- Já falei que não tenho tempo. Mas vai lá uma explicação bem curta. Você, ou eu, num futuro próximo irá ganhar muito dinheiro inventado algumas coisas muito bacanas, será muito importante, aí vai ficar doidão por um certo período e vai destruir a maior parte da vida nesse Planeta.
- Eu nunca irei fazer isso....
- Irá sim, eu, quer dizer, você fez, por isso eu voltei até aqui para conversar comigo, com você. Inclusive você mata a Cristina em seu acesso de loucura.
- A Cristina, a linda da faculdade que nem me dá bola?
- Vai dar quando você ficar rico, aí você vai se apaixonar por ela, ela por você e então fica tudo maluco e ela morre. Mas isso não vem ao caso.
- Como não vem ao caso, você sabe o quanto eu gosto dela?3
- Claro que sei. Já disse, eu sou você e nós somos loucos, mas você ainda não sabe disso.
- E qual o propósito da sua vinda então?
- Eu vim aqui para recrutar você, o eu mais jovem, para que possamos matar o nós, um eu de um tempo um pouco pra frente.
- Isso tá confuso!
- Fácil. Eu vim até aqui para pegar você, avançarmos um pouco no tempo e então você me mata, no caso, se mata, matando o nosso terceiro eu.
- Espera um pouco. Você vem do futuro para que eu possa matar a mim mesmo em um futuro que na verdade também é um passado seu?
- Exatamente.
- E por que você simplesmente não me mata agora ou então vai pra esse tempo e mata o outro você, eu, sozinho?
- Eu não posso matar a mim mesmo, você.
- Por que?
- Por que eu, você é tão fodamente inteligente que implanta um chip no próprio cérebro para se tornar uma espécie de controlador de mentes e para evitar que estrague tudo o que quer fazer durante o seu tempo megalomaníaco, eu, você coloca uma “trava” no chip que o impede de tirar a sua vida ou de tentar matar você mesmo em outros tempos.
- Eu me impeço de me matar?
- Sim, o nosso eu maluco de certo sabia que poderíamos tentar isso para evitar tudo o que aconteceu. Não há muito tempo, você aceita me matar, a você mesmo?
- Bom, eu não sei....
- Estamos falando de bilhões de vida e da vida de alguém que você vai amar demais. A dor de tudo o que eu, você fez, me consome a todo o momento e eu nem ao menos posso morrer em paz no meu tempo. Mas agora que pude voltar ao passado e provavelmente evitar o que está por vir, eu preciso da sua, nossa ajuda.
- Mas seria mais simples eu me matar, mas na boa, eu não pretendo fazer isso de forma alguma.
- Eu sei, esse é um dos motivos de ter posto a tal trava.
- Mas com você, eu me contando tudo isso, talvez eu, nós não usemos o que inventamos para tal desgraça da Terra.
- Olha, infelizmente não dá, as coisas serão inventadas e o poder irá nos consumir mesmo que não queiramos. Vamos, faça algo por você, por nós. Eu o levarei a um tempo afrente e então você apenas acaba conosco antes de ficarmos loucos.
- Se é a única maneira, então vamos.
- Pegue. É uma arma indolor. Vai ser rápido.
- Vamos!

Novo cenário: Sala de aula, vazia.
Outro personagem: Homem, 38 anos, cabelo negro, bem curto. Roupa social. Em pé, próximo ao quadro negro.
Diálogo:

- Pronto, lá está nós. Atire agora.
- Tudo bem, mas isso tudo é muito estranho.

Ação: Tiro disparado. Possível vítima se esquiva. Mais tiros, mais esquivos. Novo personagem corre em direção aos outros dois. Todos se olham.
Diálogo:

- Parem, é inútil!
- Como assim inútil? Precisamos acabar conosco antes que fiquemos malucos.
- Eu sei, mas nós não somos tão geniais assim como pensamos. Há um erro fatal na estratégia.
- Qual?
- Quando você, eu, volta no tempo para recrutar ele, eu, para me matar, a você, acaba acontecendo que já saberemos quando e como isso irá acontecer, pois quando eu sou morto, você o eu futuro desaparece e você ,o eu do passado, volta e já sabe como vai acontecer, e acredite, essa coisa de não queremos morrer é amis forte que querer evitar as tragédias que poderão surgir. É inútil por que todas as vezes já sabemos que vai acontecer e então evitamos.
- Merda.... E agora?
- Só há uma solução possível.
- Qual?
- Outra pessoa que não nós, terá que nos matar.
- Mas quem?

Novo cenário: Banheiro feminino da faculdade.
Nova personagem: Mulher, 33 anos, vestido curto, cabelos longos e castanhos, olhar assutado.
Diálogo:

- Cristina, não se assuste.
- Não assustar?  Eu vou é gritar....
- Espere, não iremos lhe fazer mal. Apenas precisamos de um favor.
- Um favor?
- Sim, preste atenção! Nós três somos a mesma pessoa e precisamos que você nos mate.
- Mas que porra é essa?

FAIL.........




E se um avião caísse do céu?

“Se um avião caísse do céu, quão grande seria o buraco que ele deixaria na superfície da Terra?” 

Essa frase eu tirei de uma canção que pertence ao grupo britânico Editors. Muito claramente, para entender o que o autor da música quer dizer temos que pensar subjetivamente. Um avião cair é algo que pode acontecer a qualquer momento, mesmo que saibamos que dentre muitos, poucos irão cair, porém eles irão cair. O tamanho do buraco, o vazio ou a insignificância de um acidente como esse sempre irá depender das pessoas que ocupavam esse avião e o que essas pessoas significavam na vida de cada um de nós. Para familiares e amigos, uma dor irreparável, para desconhecidos, apenas mais um fato na vida de alguém.

A verdade é que a morte sempre muda o mundo, o mundo da gente ou o mundo de toda a gente. Diz-se que um soldado inglês teve na mira de sua arma um certo Hitler enquanto no fim da primeira guerra mundial, decidiu então, fosse por piedade ou por ver o inimigo desarmado, poupar-lhe a vida. As coisas, enfim, acontecem de formas determinantes demais. E quem somos, tão grandes em nossa ignorância dos acontecimentos da existência humana, para entendermos ou tentar entender o porquê alguns lances da vida se desenrolam dessa ou daquela forma? Se for destino, coincidência, cartas marcadas, lances de sorte ou azar, tanto faz, não importa. Aconteceu.

Nesses últimos dias alguns acidentes aéreos aconteceram: um avião derrubado por mísseis que poderia, mas não pode, desencadear uma resposta militar mais pesada entre dois países já rivais de longa data. Um outro que simplesmente sumiu para se transformar em um tipo de mistério da era contemporânea e um terceiro, aqui mesmo no Brasil, foi tão inesperado que pode significar uma mudança radical onde todos achavam que nada iria mudar.

A morte realmente muda o mundo, o seu, o meu e o de todos. Não era assim que eu preferia ver o meu país reagir e mudar; acordar, mas talvez seja exatamente por causa disso que tudo mude. Quantos títulos a mais Ayrton Senna poderia ter ganho? Quantos avanços sobre a Aids poderíamos ter pelos cientistas que estavam no avião que foi derrubado? Quão sério poderia ter sido o governo do candidato que estava naquele fatídico voo?

As respostas nunca saberemos, mas o fato é que boas pessoas tentaram nos mostrar o caminho do bem comum enquanto estiveram conosco e é de seus melhores anseios que devemos tirar as lições determinantes para que possamos erguer a cabeça, nos orgulharmos do que e de quem somos e arrancar a coragem do nosso âmago para transformar o nosso mundo.

Vá em paz Eduardo Campos, que a sua luta a gente continua daqui. Por que parar no tempo é a covardia do acomodado e a mudança é a coragem para a transformação.




FUI-ME!!!

domingo, 20 de julho de 2014

Conversa de Vampiro!

Olá pessoas!

Noite dessas, eu deitado quase dormindo, tive uma das minhas epifanias costumeiras. Imaginei como seria ser um vampiro e me sentir superior a raça humana, e como seria esse eu vampiresco conversando com um homem mortal, comum. O resultado está no primeiro texto, e gostei tanto da brincadeira que pretendo continuar a penar e escreve mais dessas conversas. Nem preciso mencionar que acabei sonhando que era de fato um vampiro, e eu era foda, bom, ao menos no sonho. Boa leitura!


CONVERSA DE VAMPIRO

Vocês humanos são estranhos, precisam sempre estar sob o comando de alguém. Simplesmente não saberiam viver de forma totalmente autônoma, isso significaria a ruína de sua sociedade, sempre guiada por uns poucos através da obediência de muitos. E o mais curioso para mim é que não importa como seus governos funcionem, vocês não conseguem enxergar isso. No passado formavam-se exércitos inteiros que se submetiam às ordens de seus generais e esses de seus reis, mas por que um exército inteiro seguiria cegamente o que uma única pessoa desejasse se seria muito fácil todos se voltarem contra os seus senhores, os exterminarem e pegarem o poder para eles? Por que os soldados acabariam lutando entre si para ver quem ficaria reinando sobre os demais de qualquer forma. Mas eles não faziam isso, pois acreditavam que defendiam um reino que era comandado por alguém escolhido por um deus e esse deus abençoava a todos que seguiam esse rei. Se eles se encontravam em guerra e saiam vitoriosos, apenas se reforçava a ideia entre os homens que eles realmente serviam ao rei escolhido por uma entidade superior, mas e quando perdiam? Seria o rei inimigo mais abastado das coisas do seu deus? Quem sabe! Nem mesmo eles saberiam. Mas os tempos mudaram, e quando você acha que todos aprenderam a viver sob suas próprias vontades, na verdade entende que o rei deixou de existir e que as pessoas agora seguem outros tipos de senhores. E o que é pior? Elas seguem as novas ordens de seus novos reis, felizes, felizes por que se enganam achando que foram elas que escolheram seus mestres, quando de fato nem percebem o jogo político que as manipulam e no final continuam servindo como a plebe servia aos seus senhores, porém como chamam isso de democracia há a falsa impressão que o povo escolheu quem deve comandar. Inúteis! Tanto o povo quanto seus governantes. Os escolhidos apenas labutam pelos seus interesses egoístas e todos os outros, quando os escolhem, fazem isso por que acham que alguns deles servirão também aos seus interesses. Tolos! O homem não nasceu mesmo para saber o que é a liberdade que tanto proclama ter.




ENTRE POLÍTICOS E CRIANÇAS



Entender tudo o que nos rodeia, das coisas subjetivas e não exatamente reais, nada de descrever objetos e sim atitudes, compreender o ser e não o corpo, isso tudo fica bem mais fácil quando podemos trabalhar com analogias, comparações.

Nesse espírito eu lanço ao tema política e corrupção a seguinte forma de pensar:

Imagine um grupo de crianças. Esse grupo é fechado, mas permite que outras crianças venham participar dele de vez em quando. Há uma curiosidade nesse pequeno grupo, todas as crianças gostam apenas de empurrar umas às outras. Então, um dia, uma criança que adora abraçar as outras entra nesse grupo. Ela vai carinhosamente ao encontro de uma das crianças do grupo e tenta abraça-la, mas é empurrada. Sem entender o que acontece ela tenta se aproximar de outra criança e acaba sendo empurrada novamente e assim sucessivamente. Cansada de tanto ser empurrada e querendo pertencer ao grupo, a criança desiste de tentar abraçar e então passa também ela a empurrar as outras, logo todas a veem como uma amiga e a acolhem no grupo.

Mas poderíamos ter outra realidade aqui. Uma criança que gosta de empurrar entra para um grupo de crianças que gosta de abraçar. Ela chega perto de uma das crianças e vai receber um abraço, mas logo a empurra. A criança se afasta dela com medo. Ela chega em outra criança e mais uma vez ao invés de abraçar, empurra. Essa outra criança também se afasta. E assim ocorre até que todas as crianças se afastem e ela acaba sendo isolada do grupo pela sua maneira rude de ser. Essa criança por sua vez não quer mudar seus hábitos e acaba ela mesma isolando-se do grupo.

Nessas comparações está a essência da nossa política. O grupo fechado, geralmente daqueles que se reelegem de maneira interminável, forma um clube bem seleto que abre as portas de tempos em tempos para novos associados. Porém esses novos integrantes do préstimo popular terão uma escolha muito importante pela frente: ou aceitam a maneira de ser já aprovada pelo grupo e mudam seus conceitos por melhores que sejam, ou serão deixadas de lado ou até mesmo terão que deixar de fazer parte desse grupo político.

Ser ou não corrupto, muitas vezes vai além da personalidade de um político, na ânsia de pertencer a um grupo e talvez não querer sair dele, muitas pessoas honestas mudam suas atitudes e abraçam o poder político corrupto sem ter volta. Outros, que não querem mudar seu caráter, acabam participando de um jogo perigoso, de onde podem sair como mal feitores mesmo nada tendo feito de errado, na realidade o erro é ter tentado ser puro em um mundo muito sujo. Por vezes existem aqueles que desistem perante a pressão das coisas erradas, dos pedidos cretinos e dos subornos constantes. Esses são poucos.

Como eu disse, o intangível se torna de fácil compreensão se pudermos, de forma sensata e racional, explicar e relacionar com outra coisa qualquer, apesar de eu estar certo de que a política agrega muitos mais mistérios que um grupo de crianças poderia chegar a ter.



------------------------------------------------------PAUSA-----------------------------------------------------------------

Pra que carro se não tem ônibus?

Brincando de teorias da conspiração fico imaginando se há alguma ligação entre nossos carros serem tão ruins e tão caros com a péssima qualidade do sistema público (que é pago) de transporte, sem mencionar governos e bancos. Fico imaginando se, por termos péssimos ônibus com terríveis horários, metrôs capengas e desorganizados, asfaltos de açúcar cheios de buracos e malha rodoviária urbana tão confusa quanto um labirinto, se tudo isso em conjunto acaba nos obrigando a termos nossos próprios veículos automotores. Ainda mais, seria tudo isso de certa forma proposital para nos empurrar a adquirir uma moto ou um automóvel? Por que, sempre quando vejo uma propaganda de tais bens de consumo eles nos remetem à idéia de liberdade e status e aí eu me pergunto toda vez, se o meu status social está relacionado ao tipo de carro ou moto que eu posso comprar estaria então o status do meu país relacionado ao tipo de transporte público que ele nos proporciona? Se for ficar pensando eu chegarei as mesmas conclusões óbvias, mais veículos, mais impostos, mais gasolina, mais financiamentos, mais seguro, mais roubos, mais polícia, mais estradas ruins, mais buracos, mais contratos obscuros, mais pedágios, mais caos, e assim por diante. Sobre isso acho que já pensei bastante!!!
-----------------------------------------------------FIM DA PAUSA------------------------------------------------------


DAS COSIAS QUE ME CONFUNDEM

Gosto de ler, ler e aprender, mas há coisas que ainda me surpreendem neste mundo. Dias destes, lendo uma capa de uma revista de entretenimento vi a frase de um certo ser que a nossa mídia aponta como famoso sobre sua necessidade de dormir com uma mulher diferente a cada noite, tenho certeza que a revista deve ter colocado a frase “fazer amor” na matéria interna para não ser obvia demais.

Não vem ao caso falar quem era o entrevistado, até por que não me é agradável o tipo de “arte” que esse ser produz, porém o que me deixou curioso foi o fato de saber, mesmo sem ter que ler o conteúdo da revista, de que provavelmente ele consiga encontrar mulheres diferentes todos os dias que queiram fazer algo com ele, e não estou falando de prostitutas.
Se é por que ele é famoso ou por que tem um charme especial eu não sei. Quem poderia saber o motivo? Vejamos: esse jovem artista, antes da fama, obviamente trabalhava em algum lugar ou até mesmo nada fazia, nesse caso o jovem era auxiliar geral de uma empresa. Ora pois, se as características físicas deles pouco se alteraram, se o jeito de ser, personalidade, também pouco sofreram mudanças, conseguia esse jovem quando era encarregado de arrumar um depósito, encontrar uma mulher diferente todas as noites para ter companhia?

Aí que fica a minha curiosidade. Se nada mudou no âmago daquele ser, se ele ainda é na aparência e em seus pensamentos o mesmo que era quando levava uma caixa de um lugar para o outro mesmo estando famoso e cheio de verba hoje em dia, o que realmente atrai tantas mulheres para o seu lado na atual situação? Essas mesmas mulheres iriam ao seu encontro se ele continuasse sendo um auxiliar? Ele poderia se dar ao luxo de dormir com todas elas não sendo famoso?

A conclusão é bem clara, não é necessário nenhum exercício de lógica para se responder a essa questão. Logo me deixa intrigado o quanto o interesse prevalece sobre qualquer sentimento. Se eu acho ele um idiota por fazer tal declaração? Não. Se ele pode dizer isso é por que realmente faz isso, não há anda errado em procurar o que se quer quando se pode ter o que se quer. Nem mesmo as mulheres que se dão à atitude imbecil de procurar um cara desses estão erradas, é o que elas querem, e tenho certeza que mesmo lendo a tal matéria muitas ainda estarão batendo na porta de seu quarto da mesma maneira.

A única coisa que eu entendi de tudo isso é que talvez existam muitas mulheres que preferem se envolver com pessoas enfadonhas que irão garantir uma vida mole à elas, ainda naquele mesmo pensamento de contos de fadas passados de geração em geração. Mulheres essas que deixam de respeitar toda a luta, dor, perda e glórias de um movimento feminista muito anterior a elas, que fez de tudo para garantir a liberdade financeira e profissional dessas mulheres que ainda procuram essas “prisões” materialistas em forma de homens ricos.

Depois de tanto tempo, é possível existirem mulheres que prefiram se aprisionar por causa do dinheiro que tentar conquistar o seu espaço às suas próprias custas? Pelo que parece, infelizmente, sim. Nunca generalizemos, mas esse tipo de mulher ainda deveria ter nascido há décadas passadas. 



FUI-ME!!!