quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pequenos Textos...

Olá pessoas!

Hoje apenas uma viajem mental sobre alguns assuntos que me atormentaram antes do sono. É bem resumido, porém serve como uma ideia para ser discutida com mais tempo e mais gente.
Espero que quem ler entenda e tire suas próprias conclusões!




À Procura Do Samba

Carnaval, festa popular ou mesmo festa para enganar o povo....Tanto faz, não quero entrar nesse mérito hoje, afinal eu também gosto do carnaval. Me divirto no carnaval, e às vezes até extravaso no carnaval. Não quero saber se isso me faz esquecer dos problemas sérios que temos em nosso País, querendo ou não esta é uma data que uso para esquecer um pouco dos meus dias chatos, dos meus problemas quando tenho, dos problemas dos outros que adoram trazê-los para nós também. É o dia de deixar tudo de lado, por alguns momentos e viver uma fantasia que dura pouco, mas que pode lhe transportar para longe da monotonia. Depois eu volto à mim, volto a me preocupar e até mesmo a falar da futilidade que se transformou o carnaval, assim como tudo o que a sociedade capitalista transforma em comércio puro e simples.
Jamais deixo de comparar os tempos de hoje de quando eu era um simples pimpolho indo com minha mãe e irmãs nas matines fantásticas nos clubes, sempre fantasiado de Batman ou Superman, pulando e brincando com as outras crianças ao ritmo das marchinhas tão gostosas de ouvir e cantar de antigamente.
Mas hoje a maior parte dessa gostosura de antes fica apenas na memória, hoje transformaram meu carnaval em axé, pagode, sertanejo e funk, mas cadê o samba? Onde foram parar as marchinhas? Por que se esqueceram da parte mais divertida? Ah sim, esqueci... o comércio. Como chamar um monte de bêbados jovens de hoje para se divertirem? Bota as musiquinhas mal feitas e da moda que eles vêm.. E é isso que fazem.
Mas eu ainda tenho muito daquela criança vestida de super herói dentro de mim, eu ainda amo o samba e as marchinhas e eu precisava encontrá-las de novo.
E eu procurei.
E, graças aos bons fluídos, eu encontrei.
Foi apenas no último dos quatro dias que eu saí à procura do samba, mas valeu. Foram apenas uma hora do verdadeiro carnaval, mas valeu. Na minha cidade não teve, na praia eu não ouvi, mas na cidade vizinha, na segunda-feira, já na madrugada, heis que lá apareceram as grandiosas marchinhas que embalaram meus passos tortos e abriram meu sorriso largo. A melhor noite de todas. Uma volta aos meus ótimos tempos.
Era como estar lá novamente no salão, com minhas irmãs e minha mãe sempre zelosa nos observando, girando, pulando, caindo e rindo.... Mas as irmãs casaram, a mãe já não tem tanta disposição para atravessar a madrugada e as crianças já são tão grandes quanto eu. Mas e daí? Eu pude sentir tudo aquilo novamente, tudo por que eu não desisti e bem perto de voltar à realidade de nossos dias comerciais, eu encontrei novamente o samba.
Obrigado Antonina, ano que vem eu procuro aí de novo!

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Como as coisas sabem.

Fico imaginando, pirando, divagando.
Acho que de certo modo, até mesmo as coisas sabem das “coisas”.
Eu sei disso por que, mesmo um dia, as coisas podem saber.
Num domingo:
Eu acho que meu portão de casa sabe que é domingo, por que ele não se abre e fecha tantas vezes quanto nos outros dias da semana.
Acho que as ruas sabem que é domingo, por que não tem tantos carros passando por elas.
Acho que meu carro sabe que é domingo, por que ele descansa a maior parte do dia.
Acho que meu skate sabe que é domingo, por que não saio de cima dele.
Acho que a TV da sala sabe que é domingo, por que só passa porcaria.
Acho que o chuveiro sabe que é domingo, por que passo mais tempo nele.
Acho que minha cama sabe que é domingo, por que acordo bem mais tarde.
Acho que o despertador sabe que é domingo, por que ele não me acorda.
Acho que o computador sabe que é domingo, por que fica mais tempo ligado.
Acho que a praça no mercado sabe que é domingo, por que à noite ela se enche de gente.
Sim, as coisas sabem, assim como eu também sei que é domingo, por que o calendário na parede sempre me lembra que ele já sabia disso muito antes que eu!





--------------------------------------------------------PAUSA--------------------------------------------------------------

Antigamente... No meu tempo... Hoje em dia.

Antigamente um baile era uma festa onde as mulheres ficavam sentadas num lado do salão e os homens timidamente as tiravam para dançar, afastados por metros de distância. No meu tempo um baile era uma festa em que dançávamos na pista e ficávamos azarando através dos olhares para tentar algum contato na saída. Hoje em dia os bailes são festas com muita música, bebida e um bando de gente com seus celulares conversando em redes sociais.

Antigamente as pessoas iam à praça e namoravam. No meu tempo a gente ficava. Hoje em dia dançam funk e não lembram com quem transaram.

Antigamente os filmes contavam histórias maravilhosas e os diálogos eram incríveis. No meu tempo a vida cotidiana e violência chocavam o público mostrando mais a realidade. Hoje em dia deveriam dar um Oscar aos computadores.

Antigamente um cara forte trabalhava arrastando correntes no porto. No meu tempo íamos três vezes por semana na academia com horário marcado para anos de tortura física. Hoje em dia é só bomba.

Antigamente jogava-se damas, xadrez e outros belos jogos na companhia de nossos amigos. No meu tempo tínhamos banco imobiliário, war, atari e fliperamas, tudo na companhia de nossos amigos. Hoje em dia temos jogos incríveis on line na companhia dos nossos computadores.

-----------------------------------------------------------FIM DA PAUSA-------------------------------------------------





A vida e o deserto...

Sobreviver num deserto é realmente para poucos. Você precisa de anos de preparação, coragem e aprendizado de  técnicas essenciais que podem salvar sua vida, logo, perder-se em um deserto pode significar a morte para àqueles que não estiverem acostumados.
O mais comum é a pessoa que está perdida no deserto tentar encontrar um caminho de saída, andar durante o dia quente e ficar dando voltas em círculo, em pouco tempo o corpo perde as forças pela desidratação, a insolação maltrata a mente com ilusões e aos poucos a pessoa se entrega à derrota sem conseguir encontrar um caminho seguro. Isso quando não surge uma tempestade de areia repentina e destrói qualquer esperança de sobrevivência.
A vida pode ser mais ou menos assim. Se nos preparamos para enfrentar tudo o que possivelmente poderá nos “desnortear e destruir” no futuro, teremos maiores possibilidades de “vencer” na vida. Mas isso também leva anos e anos de aprendizados, erros, lamentos e perseverança, choro e alegria, conquistas e quedas e assim por diante. O maior problema é que muitas vezes damos voltas e mais voltas em círculos na vida e como no deserto, por mais que caminhemos nossa visão do horizonte não muda por muito tempo, só vemos areia e mais areia. Aí surgem os problemas, os obstáculos e as ilusões que a vida nos prega, apenas para que possamos desistir mais facilmente de encontrar a saída. Isso quando algo totalmente fora do nosso controle não acontece e acaba com qualquer esperança que poderíamos ter.
Aprender com a vida é o mesmo que aprender a sobreviver em um ambiente tão hostil, é necessária paciência,observação, tentativas e erros e principalmente o respeito ao aprendizado com os mais velhos, ou seja, ouvir as pessoas que já sofreram muitas provações e hoje podem nos indicar a melhor maneira de superar nossos desafios.
O nosso único problema reside ainda em dois pequenos fatores, o orgulho e a autoconfiança que podemos adquirir erradamente com o passar do tempo.
O orgulho nos faz cegos e acaba por nos condenar a abraçar as ilusões de que conseguiremos sair vivos sem precisar de outras pessoas e a autoconfiança nos faz andar em círculos fazendo com que nossa visão do horizonte seja apenas a areia e sempre iremos teimar que atrás de outro monte estará um oásis.
A vida é muito melhor na simplicidade da ajuda mútua, mas isso nos despende de sermos humildes e solidários, o que hoje se mostra cada vez mais raro de existir em qualquer homem.

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O comércio da evolução.

Você lembra como o mundo era a mais de dez ou vinte anos atrás? Se é que você tem mais de vinte anos para lembrar. Sempre que compararmos nossa vida com a que levávamos à tempos passados poderemos ver uma boa evolução em todas as áreas de que dependemos, seja na área tecnológica, social e qualquer outra.
Nossos carros são mais evoluídos que o do passado, nossas roupas são melhores, novos medicamentos surgem para ajudar a saúde, novas técnicas de cirurgias, novos aparelhos eletrônicos deixam a vida mais agitada e fácil, tudo fica melhor, mais rápido e mais simples. Infelizmente isso t não acontece apenas com o que nos auxilia, como também com aquilo que nos destrói, sejam novas drogas, novas armas de guerra, novos meios que apesar de espalharem boas notícias também espalham a intolerância burra, como a internet.
Mas o que não mudou em tantos mil anos de história da humanidade e nos acompanha e nos empurra cada vez mais para a evolução do que fazemos e do que somos?
O comércio, o dinheiro e a fama. Sim, de certa forma é que nos faz ir em frente, é o que inspirou e inspira tantos talentos, tantas invenções e tantos avanços. Não foi apenas a necessidade de novas conquistas nas áreas essenciais da vida humana que fez surgir no mundo nomes como Edson, Einstein, Gates, Cameron, entre tantos outros.
Concordando ou não, muitos dos nossos mais famosos homens e mulheres que mudaram a nossa forma de ver o mundo o fizeram tanto em busca de suas realizações pessoais quanto em busca do dinheiro e fama que isso traria a eles. Não que essa regra se aplique a todos, principalmente aos aqui mencionados, porém tem uma grande parcela em tudo o que está ligado aos avanços do nosso planeta.
As indústrias farmacêuticas investem milhões em novas pesquisas para lançarem novos medicamentos, mas isso não é visando apenas a melhora da saúde mundial, mas principalmente o lucro com as novas descobertas, que podem custar bem mais que apenas dinheiro.
Pintores e inventores da antiguidade tinham vários alunos que trabalhavam em seus escritórios e muitas vezes uma nova invenção ou quadro era creditado como sendo do mestre, quando na verdade surgiu da mente de um aluno, era a fama que dava mais crédito à arte e mais posses ao artista.
Os nossos meios de transporte e comunicação ficam mais complexos e assim sempre mais caros.
E mesmo os estudantes de hoje não querem sair ganhando mal da faculdade por horas e horas de cabeça quente nos livros e computadores.
Não importa em que área busquemos uma comparação, o fato é que mesmo projetos que parecem totalmente livres de qualquer mácula suja pelo comércio e dinheiro, como muitas ONGs, no fim podem nos apresentar uma verdade desapontadora, afinal como as pessoas que mantém essas ONGs conseguem manter a si? O dinheiro tem de vir de algum lugar e ele vem. Religiões? Cada vez mais manchadas pelo comércio e isso desde milênios.
Podemos mudar e evoluir inventando um futuro cada vez mais fantástico, mas poucos farão isso em nome do amor pela humanidade e sim pelo dinheiro e fama que isso trará e poucos o fizeram no passado, e os que fizeram acabaram pagando um preço que nem deviam.
Para o mundo a regra em geral é o que não pode ser comercializado é melhor deixar de lado........



FUI-ME!!!




quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Olá pessoas!

O ano não começa muito bem, e não era para ser assim logo na primeira postagem de 2013, mas enquanto não aprendemos a respeitar a todos, a nos vermos como iguais e entendermos que precisamos muito uns dos outros nessa vida, coisas ruins continuarão a acontecer.
Abalado sim, indignado sim, pedindo por justiça sim, mas incrédulo ainda que algo vá mudar. Nos resta a esperança, que não morre de teimosa e continua a nos dar a mão para um amanhã, quem sabe, melhor que o hoje!




                E ficam as comparações......



Fico sempre abalado com algum acontecimento em que alguém perde a vida, mais ainda quando são várias vidas ao mesmo tempo. Levei dias para digerir o onze de setembro, levarei dias para entender Santa Maria e ainda fico indignado ao ler notícias e mais notícias da morte de pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, etc...

Não são as mortes naturais ou acidentais que me incomodam, são os “assassinatos” que ocorrem todos os dias, parecendo querer fazer parte do nosso cotidiano, que me deixam indignado e triste. Penso muito que poderia ter sido eu ou alguém que eu gosto quem parou numa lanchonete ou padaria à noite para comer um lanche e acaba sendo fuzilado por bandidos, que poderia ser eu ou alguém que gosto que foi confundido com um desses bandidos, que poderia ter sido eu ou alguém que gosto quem saiu para ir se divertir e não voltou mais. Não tento me colocar no lugar daqueles que tiveram suas vidas ceifadas pela selvageria e irresponsabilidades dos outros, apenas não consigo compreender por que tudo parece estar banalizado, e isso me marca profundamente.

Também não entendo as reações das pessoas quando tragédias acontecem. É emocionante e lindo ver a união de todos tentando ajudar as famílias das vítimas em grandes catástrofes, porém sempre me pergunto o por que não fazemos o mesmo quando temos um acontecimento isolado, onde uma ou poucas pessoas são vitimadas? Afinal, pra onde vai nossa solidariedade quando o impacto não é tão grande para a comunidade? Por que esquecemos que o impacto é o mesmo em uma família que perdeu apenas um membro?  Estamos nos perdendo em meio a tanta injustiça ou apenas não nos importamos de verdade?

A resposta está em cada um de nós, em cada uma de nossas atitudes.  Não importa se você arregaça as mangas e tenta consolar aos inconsoláveis, se você sai em passeata exigindo que alguma coisa seja feita ou simplesmente sinta que também perdeu um pouco do Mundo a cada vez que alguém injustamente parte desta Terra. O fato é que de alguma forma você se importa,e se você se importa, sabe como eu me sinto quando essas coisas acontecem.

O que ocorreu naquele clube retrata de forma completa o que é nosso País em todos os aspectos. Ali está mostrado de forma clara e aberta todos os erros que decorrem da nossa “cultura” às avessas do que é certo e errado, do nosso desrespeito com o próximo, da nossa ganância sem limites, entre tantas outras coisas. Temos ali a representação de um lugar que funciona de qualquer jeito, objetivando o lucro e para isso valendo-se da inoperância dos sistemas fiscalizadores e até mesmo da corrupção de agentes que preferem ter um ganho a mais que exercer a função a qual deveria de forma honesta e responsável. O quadro pintado por artistas macabros que agora fazem o tradicional jogo de empurra mostra nossa realidade do dia a dia num Brasil caótico em que todos fingem estar dentro das regras que adoram burlar. O local era inadequado, cheio de falhas, que aceitava superlotação por mais dinheiro, equipamentos de fachada que faziam apenas números, mas não funcionavam. Pessoal totalmente despreparado exercendo um trabalho importante. Comprometimento em regularizar o que fora apontado como irregular em determinado período e que ficou esquecido, por ter que gastar uma grana, por um fiscal que nunca voltou ou que foi comprado ou que por qualquer motivo não tava nem aí. Sumir com evidências importantes. Utilizar de material barato quando há no mercado produtos com maior segurança, porém com um custo mais elevado. E principalmente, deixar de fazer as coisas da forma certa, calculada e verificando-se todos os aspectos importantes (preparo, responsabilidade, segurança, comprometimento, eficácia, etc...) e fazer tudo “nas coxas” como estamos tão acostumados.
Não é incrível com analisar um acontecimento num local de certa forma pequeno, nos mostra o que somos como País? Sim, somos um País irresponsável, do “jeitinho”, do “faz me rir”, do “não é comigo, então dane-se”, do “ depois eu faço”, da deseducação, da lei que não serve para todos, e tantas outras coisas idiotas que possamos pensar. E o pior? Sim, provavelmente veremos o País da impunidade novamente nesse caso.

Não me importa se é um bêbado imbecil que mata inocentes, se são bárbaros traficantes que matam inocentes, se são policiais corruptos que matam inocentes, se é o descaso de sempre do governo que mata inocentes (muito mais que qualquer outra coisa) ou se é um empresário ganancioso que mata inocentes. Vai doer em mim, sempre. Vai doer na sociedade que é boa. Vai doer nas pessoas que acreditam que podemos melhorar.

Quando será que morremos por termos vivido o suficiente, por única e exclusiva responsabilidade nossa (por entupirmos nossas artérias de gorduras, por nos arriscarmos em algum momento estúpido, por acharmos que dava e não deu...), por motivos que valem a pena?

Um milênio de silêncio ainda seria pouco!

sábado, 22 de dezembro de 2012

A ARTE DE VENDER O NADA!

Olá pessoas!

Última postagem deste ano de 2012, bom em muitos momentos, não tão bom em outros, mas a gente continua na batalha!
Hoje apenas dois textos para se pensar e refletir, como é de costumes fazermos todo fim de ano.
Espero que aproveitem e até 2013!



A arte de vender o nada!

Desde que o comércio passou a ser a principal fonte geradora de riquezas de qualquer nação (sim, sem demanda não há oferta, sem oferta não há necessidade de produção e por aí vamos...), o homem vive se reinventando na arte de fazer comércio.
Anunciamos às pessoas tudo aquilo que elas não precisam, porém de uma forma que transforma o produto em algo extremamente necessário e então elas consomem. Normal, assim caminha o capitalismo, a democracia e os sonhos de sermos melhores tendo mais coisas que as outras pessoas.
Mas somos tão espertinhos como homens que até mesmo o que não “existe” como produto, nós conseguimos vender sem nenhum problema. E pensando nisso eu parei para analisar uma série de “vendas” de coisas que na verdade, se pensarmos muito bem, não tem lá uma razão que não seja lucrar em cima de todos para existirem.
No topo da lista estão, claro, nossos bancos e os do mundo inteiro. Não digo das taxas cobradas para aberturas de contas, a final devemos sim retribuir a “gentileza” deles por guardarem nossas economias, mas me refiro aos empréstimos, onde nos é vendido o próprio DINHEIRO, e pagamos de volta pequenos juros que somados viram uma cobrança absurda. Tudo isso por que compramos um valor, que na maioria das vezes, com o advento tecnológico, representa apenas números numa tela, pior, compramos esse dinheiro para pagarmos dívidas já contraídas em outros locais, ou já pensando nas dívidas que iremos criar. Aqui também podemos relacionar as instituições de créditos e de cartões de crédito.
Logo abaixo do dinheiro vem algo que todos deveríamos ter de graça: a FÉ. Porém parece que de alguma forma a imensa maioria de pessoas precisa de alguém que lhes digas que elas têm fé, por que, por qualquer razão as pessoas não conseguem ter fé por elas mesmas. Por isso é tão comum as pessoas não apenas frequentarem seus cultos religiosas, sejam eles quais forem, como também parecem ávidas por contribuir com sua religião da única forma que realmente interessa aos seus variados mestres, essa forma é com dinheiro. De certa forma as pessoas, desde muito tempo diga-se, compram a fé como forma de salvação. Em algumas denominações compra-se também milagres que salvam vidas ou apenas despeja-se  dinheiro como forma de agradecimento por uma graça alcançada. Ora essa, se alguém lhe fez bem, não seria de forma benéfica ajudar uma outra pessoa e não uma instituição que muitas vezes não informa sequer o destino das “doações” feitas? Pois é, mas o ser humano, de forma incrível, prefere encher os cofres de igrejas, templos e outros afins à dar um real a um morador de rua que seja. E quem fica com a maior parte do dinheiro arrecadado? Pensem e reflitam. Vender fé também é um bom negócio!
Os seguros de vida sempre me intrigam. Na realidade o produto aqui é o próprio segurado, que acaba pagando com a vida para que outra pessoa receba o que ele comprou, ou seja, o dinheiro de novo. Pode-se dizer que é uma espécie de poupança para os familiares, mas há quem tente “morrer” estando vivo para aplicar um golpe.
Os livros de auto-ajuda ficam em uma categoria um pouco mais complexa, alguns realmente são boa literatura, se excluirmos para o que eles se propõe de fato, mas aqui impera o mesmo raciocínio da religião, as pessoas precisam de alguém dizendo ou ensinando como elas são fantásticas, do contrário elas não conseguem descobrir este fato sozinhas. 
Caberia aqui tantos outros exemplos de vender o nada, incluindo aquelas condições da vida que deveríamos prezar por serem reais, como o amor e a amizade, fidelidade, respeito, etc...
Mas somos aqueles que fazem esse mundo. Somos nós que decidimos pelo melhor modelo de gerenciamento de pessoas, que aceitamos a regras que criamos muitas vezes sem querer e que nos deixamos levar por um pensamento social dominante e, por gerações, burro e incompetente, mas para que modificar o que já vem sendo feito a milhares de anos, se os outros agüentaram a gente agüenta também, ou não?
Enquanto houver um comércio para todas as coisas, haverá quem venda de tudo, mesmo aquilo que de fato não precisa ser vendido, ou pelo menos não tão explorado na nossa longa forma de dependência em nossa existência neste Planeta.



---------------------------------------PAUSA DA CORUJA----------------------------------------------

" Se até PUTA falta ao serviço no natal pra ficar com a família, por que tem uns FILHOS DA PUTA que não fazem o mesmo?!"

----------------------------------------FIM DA PAUSA--------------------------------------------------


Dos feitos que não fizemos.

É natural, e não deveria ser, o fator egoísta do homem em relação às realizações próprias comparadas com as de outras pessoas. Tudo o que uma pessoa faz sempre será, por ela mesma considerado, um feito melhor e maior que o de outra pessoa que realizar a mesma proeza.
Não adianta nem discutir, se João for um desportista e ganhar um campeonato, não importa como, e um dia José participar e ganhar o mesmo campeonato, ambos dirão que seu feito é maior e mais complexo que o feito do outro.
É muito comum observarmos isso em competições como futebol, basquete e outros esportes. Os torcedores mais fanáticos sempre exaltarão os campeonatos que seus times venceram como sendo o maior feito entre todos os campeões, tentando sempre menosprezar os rivais que conseguiram atingir a mesma meta.
É a mesma atitude que podemos ver nas fases de nossas vidas. Seja numa promoção conseguida no trabalho, na conquista de um sonho antigo, na pessoa que escolhemos para casar, na casa em que moramos ou no carro em que andamos. Sim, nossa promoção será a que foi conseguida com mais esforço, nosso sonho era o mais difícil de atingir, nossa mulher é mais bonita que a dos outros e também: nossa casa é melhor localizada, nosso carro tem a pintura da moda, e por aí vai.
Não contentes em sempre acharmos que a nossa vida é muito mais difícil que a dos outros, e que sempre teremos as coisas de forma mais sofrida e por isso elas tem que ser valorizadas, enquanto as outras pessoas conseguem tudo fácil, é de nosso agrado também desfazer daquilo que não podemos ter. Nos é mais gratificante diminuir os feitos de nossos semelhantes do que reconhecer os seus valores. Se alguém, por exemplo, compra um carro, logo aparece outra pessoa que não pode comprar o mesmo carro criticando a escolha feita pelo amigo ou colega – “Se fosse eu, não teria comprado esse!”. Normal, somos assim. Mas por que será que não podemos nos sentir felizes vendo outras pessoas felizes? Qual é afinal a fonte de prazer em achar que somos melhores que todos, que merecemos mais que os outros e o que acho mais repulsivo que tudo, por que nos sentimos bem quando vemos alguém se dando mal?
A vida não me explicou todas essas questões ainda, mas sinceramente espero nunca sorrir em face de acontecimentos ruins com as pessoas, menos é claro quando meus amigos levam um tombo. Tá vendo? É rir da desgraça alheia da mesma forma!

FUI-ME!!!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

COMO IREI ME CHAMAR?

Olá Pessoas!

Nesse mês de novembro uma publicação mais light e introspectiva.
Espero que gostem.




Como irei me chamar?


Nos meus primeiros momentos de vida eu me chamei CURIOSIDADE, tudo era novo e eu nada conhecia. Nesse período eu também tive o nome de APRENDIZADO. Então eu cresci, fui para a escola e comecei a ter o nome de CONHECIMENTO. Lembro-me muito bem que por muito tempo carreguei a alcunha de TIMIDEZ, isso fez com que eu ficasse retraído em meu próprio mundo por algum tempo, me auto-proclamando SOLITÁRIO. O tempo passou mais um pouco e deixei minha clausura de lado para conhecer muita gente que veio a se tornar parte importante da minha vida, aí então eu era AMIZADE. Algumas vezes me vi inteiramente vibrado em alguém e percebi que estava sendo PAIXÃO, que um dia gostaria que se chamasse AMOR, mas também veio o tempo de me nomear DECEPÇÃO e com isso também TRISTEZA.
Muitas vezes quiseram me chamar de FRACASSO, mas nunca parei de pensar em mim como ESPERANÇA. Confesso que por várias vezes eu sou o PERDIDO, porém eu quero em algum momento também ser o SUCESSO.
Eu sou sempre a TENTATIVA e o ERRO, por poucas ações o ACERTO. O BOM e o MAL, o INCOMPREENDIDO e muito, muito SONHADOR.
Hoje entendo o que me forma e o que posso passar para os outros. Em muitas fases fui ALUNO e em outras PROFESSOR.
Confesso que já fui INTERESSE como também INTERESSANTE. Fui FALHO e também IMPORTANTE, fui CARINHOSO e também ARROGANTE.
Vendo hoje o mundo e, pensando em todo o universo, eu sou PEQUENO, mas todos um dia seremos GRANDES.
De todos os nomes que me chamei e de todos aqueles que ainda irei me chamar, nenhum importa tanto, e nem iriam se importar, afinal, volta ou outra e um ou outro deles voltarei a me chamar, mas nenhum deles se encaixa melhor em todos nós do que aquele que mais gosto de ostentar:
Demorei para aprender, mas é fácil quando entendemos que o melhor mesmo é nos chamarmos RESPEITO!



---------------------------------------------------------PAUSA---------------------------------------------------------------
No mês em que comemoramos a nossa República eu resolvo reverenciar quem, na minha opinião, foi um dos melhores governantes que já tivemos, talvez até mesmo o melhor. Tirando os casos de corrupção que já assolavam o Brasil desde sempre, creio que pelos relatos históricos oficiais e até mesmo extra-oficiais, o senhor Dom Pedro II, além de um intelectual, mostrou como ser um Rei à frente de seu tempo em muitas questões.

D. Pedro II de Alcântara  nasceu a 2 de dezembro de 1825.  Era o sétimo filho de Dom Pedro I (Dom Pedro IV de Portugal) e da imperatriz Dona Maria Leopoldina. Herdou o direito ao trono brasileiro devido a morte de dois irmãos mais velhos, Dom Miguel e Dom Carlos.
Assumiu o trono em 1840, antes de completar a maioridade exigida pela Constituição em virtude do seu pai ter abdicado do trono. Dom Pedro II foi coroado em 18 de julho de 1841. 
 Em 1843 casou-se com Dª. Teresa Cristina. Tiveram quatro filhos, mas só sobreviveram Dona Isabel (Princesa Isabel, nascida em 1846) e Dona Leopoldina Teresa (nascida em 1847).
Com diversos mestres ilustres de seu tempo, o jovem imperador instruiu-se em português, literatura, francês, inglês, alemão, geografia, ciências naturais, música, dança, pintura, esgrima e equitação.
Lia Homero e Horácio no original. Discursava em grego e latim e ainda entendia a língua dos nossos índios (tupi-guarani) e o provençal. Também estudou hebraico e árabe. Seus conhecimentos eram algo de incomum, pois gostava de matemática, biologia, química, fisiologia, medicina, economia, política, história, egiptologia, arqueologia, arte, helenismo, cosmografia e astronomia.

 Embora não seja reconhecido, dom Pedro II contribuiu bastante para a liberdade de imprensa. No reinado de Dom Pedro II não havia presos políticos, nem censura à imprensa.
     A liberdade era tanto que circulava até um jornal pregando a derrubada da monarquia...
      Mesmo assim, Pedro II fez questão de manter a liberdade de imprensa, apesar de frequentemente choverem caricaturas ridicularizando-o com um certo "desinteresse" quanto a assuntos administrativos.

PARA MAIS DO MESMO: http://www.caiozip.com/pedroii.htm
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                   A SABEDORIA DA CORUJA


Muitas das coisas que fazemos nos parecem simples demais no dia a dia, coisas que executamos quase que automaticamente de tão fáceis nos fazem pensar mal de algumas pessoas que encontram certas dificuldades em completar as mesmas tarefas, sempre reclamando de tamanha dificuldade.
O que não entendemos às vezes é que o fácil torna-se complicado para quem não tem o preparo, o conhecimento ou é impedido de alguma forma de aproveitar tais facilidades. Você pode pensar que é simples ir ao banheiro fazer o número 2, mas tente explicar isso para alguém que sofre com hemorroidas!!!

Sabedoria: Nem sempre as coisas simples são simples para todas as pessoas!


FUI-ME!!!


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

MUDADORES MUDADOS

Olá pessoas!

Hoje trago até vocês três textos sobre temas diferentes, uma reflexão sobre o atual momento do País, sobre uma coisa específica que tenho certeza que aqueles que acompanham os fatos irão entender do que falo e também dois relatos sobre pessoas e coisas importantes na minha vida!
Curtam!

MUDADORES MUDADOS!!!


Eles eram jovens, vivam num País livre!
Mas as coisas mudaram, as armas sequestraram a democracia e fizeram vigorar o mando do mais forte.
Eles não poderiam aceitar isso, precisavam se levantar contra a mão obscura que sufocava o ideal de vida de um povo em pleno desenvolvimento.
Para manter o poder, os “tiranos” censuravam, escolhiam e palpitavam sobre o que podia e não podia.
Eles queriam a liberdade.
Eles queriam a arte livre.
Eles queriam a vida de volta em suas cidades!
Então esses jovens se reuniram, decidiram lutar contra o regime, decidiram que tinham que fazer a diferença.
Mas eles erraram logo no começo. De suas palavras soltas aos quatro cantos que, como resultado, veio-lhes a tortura; decidiram por uma terrível escolha: usar das mesmas medidas com que eram medidos!
Eles então roubaram, eles então sequestraram, eles então torturaram e também mataram.
A luta que deveria ser o bem contra o mal, tornou-se apenas o mesmo pelo igual!
O tempo passou. Outras cabeças mais velhas que a deles acabaram por findar o terrível regime e voltar à bela democracia.
Os agora adultos ainda não estavam satisfeitos, mas agora com seus direitos fundaram seus partidos e fizeram o jogo da política para tentarem mudar novamente que achavam estar errado.
Eram então a oposição!
E para oposição a situação rouba, a situação mata a situação não ta nem aí para o povo.
Mais uma vez lutaram, e novamente escolheram as mesmas armas do adversário.
E eis que finalmente venceram.
Mas agora que estavam no poder, de tanto que caminharam pelos lados que tanto criticavam, era exatamente isso que tinham se tornado: o mesmo lado!
Agora eram a situação, e como já dito sobre a situação.....
Mas eles ainda foram piores dos que os que tanto criticaram, dos que tanto, contra, lutaram.
Eles roubaram bem mais e fizeram tudo demais, numa forma que nunca se viu e nem se importaram em fazer isso às escondidas, afinal quem mandava agora era o novo, que no final se mostrou até mesmo pior que o velho!
Do que então adiantou todos os sonhos dos jovens de antes? Onde eles perderam a justiça?
Ou será que essa nunca foi realmente a idéia original deles?
Hoje eles são julgados e fingem que é tudo gente do passado buscando vingança. Dizem que tudo é uma mentira inventada mesmo com tantas provas mostradas. Eles pensam exatamente como aqueles de décadas atrás: que o povo é burro e assim deve ser deixado. Mas eu não me surpreendo, eles são frutos daquelas décadas, o que mais iriam aprender?

O que acontece para que os jovens que queriam mudar o mundo se tornem exatamente as pessoas que queriam ter mudado?


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Eu antigamente achava que os cães não enxergavam cores e que viam tudo em preto e branco, ledo engano, Hoje sabe-se que os cães na verdade são daltônicos! Isso mesmo, os cão apenas não captam em seus nervos ópticos a cor vermelha. Enquanto os humanos tem os receptores das três cores primárias: azul, amarelo e vermelho, os cão possuem apenas o azul e o amarelo, logo tudo que é composto também pela cor vermelhar tem a tendência de ficar esverdeada para eles. Para efeito comparativo um papagaio enxerga quatro cores primárias, ou seja, eles veem até o infra-vermelho que nós humanos não conseguimos ver. A imagem acima demonstra como uma pessoa normal vê o círculo verde com o número em vermelho dentro e ao lado como um daltônico o vê!
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RETRATO 1

Dona velha da carrocinha

Dona velha da carrocinha tem todo o meu respeito.
Ela faz um trabalho que julgo tão importante quanto tantos outros.
Ela cata material reciclável com seu carrinho todos os dias pelas ruas.
Ela para lá na loja para pegar as caixas de papelão que nos trazem as mercadorias.
Mas o meu respeito não se dá apenas pelo fato dela fazer isso, o meu respeito vem por saber que ela é uma senhora de seus 78 anos que ainda acredita que pode fazer diferença.
E ela faz.
Ainda acho engraçado quando a vejo empurrando o carrinho com esforço e um de seus seios, já pelo tempo maltratado, acaba ficando suspenso na alça que usa para empurrar o tal carrinho. Eu dou risada, mas por dentro, por fora sou só elogios.
Ela merece.
O que ela não mereceu foi o que uma moradora de rua, sempre atrás de drogas lhe fez recentemente. Empurrou-a e a pobre caiu e bateu a cabeça na calçada, para um jovem nada seria demais, para uma idosa é muita coisa.
A polícia agiu bem e levou a desaforada para uma cela fria.
|Tudo por que a Dona velha tinha limpado a frente de outra loja que também lhe guarda caixas, e fez isso por gratidão sem cobrar nada.
A safada da outra fazia isso e cobrava, para depois fumar cada centavo.
Mas estou feliz.
Dona velha é forte, levou alguns poucos pontos e mesmo contra a orientação médica, lá está ela novamente empurrando seu carrinho com o peito.
Ela me faz rir e me dá orgulho de saber que se fôssemos mais assim, o mundo teria jeito!


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                          PIADinha/TROCadilho

" ESTUDEI TUDO DE NOVO E
                                                    ENTENDI TUDO DE NADA! "

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RETRATO 2

A festa na casa do Rafael

Fui uma festa na casa do meu amigo Rafael.
Era pra ser uma festa meio nerd, aí pensei: "Irei levar um jogo para curtir com o pessoal, talvez até role um vídeo-game."

O único nerd lá fui eu!

O que as pessoas deveriam saber é que há coisas que não combinam; ou que se sobrepões a todas as outras.
Lá tinha álcool e quando tem álcool tudo o mais fica pra trás.
Não houve jogos, não houve games, mas teve música, conversas cabeças e idiotas, risadas e um bom tempo, até que:
Até que descobriu-se outra coisa que não combina: vômito com o carpet!!!
Tenho quase certeza que foi ali que o Rafael quase surtou. Ele tava animadinho no começo, mas muito tristinho no final. E que culpa tem ele se o cidadão que bebeu demais resolveu usar o bidê no banheiro para pôr o excesso pra fora, era tanto excesso que ele entupiu o dito cujo e logo depois a coisa toda vazou. Foi feio de ver, pior então de limpar.
Tudo se resumiu a: chegada, bebida, conversa fiada, risada, música, dança, Daniel no mundo da lua, Vomitador no banheiro, comeram o sucrilhos, o vômito criou vida e andou pelo quarto e aí eu fui embora.
Também esqueci de tirar os sapatos!!!

Mas Rafa, eu sei que você ficou meio decepcionado, mas eu garanto que me diverti muito.
Espero pela próxima!!!


FUI-ME!!!



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A LETRA OU A MÚSICA?

Olá pessoas!

Vamos hoje a mais uma das minhas opiniões sobre tudo! Hoje a pauta é sobre música.


A Música ou a Letra?

Antes de qualquer coisa eu sei que o título ficaria melhor se fosse escrito como: A Melodia ou a Letra?  Porém usarei da outra forma por achar mais fácil me fazer entender.
Temos hoje diversos estilos musicais e cada um deles trás uma série de peculiaridades atraindo certo número de admiradores. Há estilos que conseguem agradar vários tipos de pessoas e há alguns que tornam-se mais específicos para um ou outro grupo. Indiferente de agradarem a todos ou desagradar à maioria, a música como qualquer outra coisa neste mundo é feita para quem a vê com bons olhos, melhor ainda, a ouve com bons ouvidos, e sendo esses ouvidos os seus ou os meus, serão eles a escolherem o melhor ritmo para cada um de nós.
Desde muito cedo me senti atraído mais pelas músicas em língua inglesa do que as nacionais. Achava a sonoridade melhor e apesar de não entender até então nada do que os artistas tentavam expressar nas letras gringas, ainda assim eu abraçava muito mais a cultura musical americana e britânica. O motivo? Simples. Por causa das letras das músicas de nosso pátrio solo, por vezes eu as achava terríveis e até meio imbecis. Não conseguia entender como alguém podia curtir músicas com tais letras. Isso me levava a gostar de músicas onde eu, da letra, nada percebia, mas o ritmo me agradava.
Pois o tempo passou, eu fiz alguns cursos de Inglês, como falamos por aqui, e passei a entender também as letras importadas. Eu sempre achei, mesmo antes de aprender a entender outra língua, que as letras deveriam, basicamente, falar mais ou menos as mesas coisas que eram cantadas aqui, ou seja, amor, dor de cotovelo, apaixonismos e por aí vai. E eu não estava errado. Parece mesmo que falar dos mistérios da paixão, com as coisas boas e ruins, é a forma preferida de inspiração para diversos artistas do mundo todo. Uma decepção? Até que não. As músicas continuam bonitas, legais de serem ouvidas, mas eu confesso: prefiro as músicas que trazem essências em suas letras além do bom balanço.
As minhas preferias são sempre aquelas que fazem alguma crítica sobre algum acontecimento no mundo, as que fazem você ficar pra cima, dizendo para nunca desistir e até mesmo as mais tristes, desde que não fiquem falando o tal do “amor volta pra mim”, mas deixo aqui registrado que até mesmo isso, feito com o meu ritmo musical preferido se torna muito bom. E é exatamente por isso que eu não gosto de criticar o tipo de música que as outras pessoas escolhem ouvir. A música em si, a melodia, a junção de acordes, instrumentos e efeitos é o que nos atrai no primeiro momento, é o que na verdade nos aproxima do tom que nossa mente mais irá se adaptar e aceitar e após isso a letra vem como um bom complemento e conforme a voz do interprete isso melhora em muito todo o conjunto, em alguns casos apenas atrapalha.
Eu acredito sinceramente que a melodia (música) veio antes de qualquer letra ser colocada junto a ela, até aceito as teorias que dizem que as letras também eram cantadas inicialmente sem algum acompanhamento e que com o tempo e o surgimento de alguns instrumentos musicais, alguém em algum dia inspirado juntou as duas coisas. De lá pra cá definimos, muito, o que viria a ser uma canção completa. Se lá pela idade média a música era apenas o que se apresentava em grandes orquestras para os nobres, enquanto aos pobres restavam algum tipo de violão e as cantigas dos viajantes, hoje já temos um modelo que é frequentemente seguido pela maioria, ou seja, primeira estrofe, segunda estrofe, refrão, solo de alguma coisa, terceira estrofe, repete primeira ou segunda estrofe, refrão, refrão e por aí vai, nem sempre, claro, nessa ordem.
No meu ponto de vista, o que geralmente importa ao ouvinte é mais a música que a letra. Prova seriam praticamente as músicas eletrônicas, como psy ou house, muito executadas nas raves. Poucas têm letra, mas o som não para um segundo. Também não conseguiria entender os seguidores do funk brasileiro se não fosse apenas pelo som, que particularmente já considero um tanto ruim, mas por vezes divertido.
Sendo assim posso entender alguns fenômenos musicais que surgem em nossa era, mesmo sob forte críticas daqueles que se dizem entendidos no assunto, como, por exemplo, Justin Beaber. Fabricado? Talvez, mas desde cedo sabe-se que o rapaz canta bem, toca alguns instrumentos e além disso dança muito. Ora essa, eu não sou fã do estilo musical e nem ouço as músicas dele por vontade própria, mas que ele tem talento, isso não se pode negar. Alguém que não goste dele poderá gostar de Black Eyed Peas, da Fergie e WILL.I.AM, ritmo super dançante, porém já viram as letras se traduzidas? Pois é, algumas delas dariam perfeitamente um bom funk carioca por aqui.
Ainda considerando que a música nos atrai mais que a própria letra, temos o DJ sul coreano Psy e sua Gangnam Style, o que é divertido nela? Para mim é apenas o ritmo e o vídeo-clipe, considero que ele chegou numa excelente fórmula pra combinar as harmonias e fazer uma canção que pega logo de cara diferentes tipos de pessoas, afinal ele já lançou oito discos em seu país, mas a letra em si é uma decepção, aqui é bom não entender mesmo. Mas que é boa é.
Mas eu continuo sempre a minha busca pelo meu ideal artístico musical, para mim as melhores sempre serão as que combinam uma letra com conteúdo inteligente e a música como complemento, claro que quanto mais diversificadas, melhor.  Para listar algumas dentro deste estilo eu mencionaria e recomendaria:
U2 com Sunday Bloody Sunday. Michael Jackson com Black or White. Queen com Is This The World That We Created!, The Cranberries com Bosnia. John Lennon com Imagine. Legião Urbana com Que País é esse?
Isso só para citar algumas, tem muitas, muitas outras fantásticas, mas para citar uma pequena fração de todas elas, eu precisaria de muitas páginas. A síntese de tudo o que envolve a música é o despertar do interesse do ouvinte em adquirir o produto musical. Isso se faz com pesquisa de mercado e investimento no interesse demonstrado pela maioria. Em algum tempo se faz mais rock ou pop, às vezes rap ou reggae e temos espaço na grande indústria até mesmo para sons alternativos, mas basear-se na indústria fonográfica é ir com a maioria e nem sempre a maioria pensa por si própria.
Minha dica é: Fuja do que dizem ser bom para você ouvir e descubra sozinho o que mais lhe agrada. Pesquise sobre diversos artistas que trabalham o som que você gosta e, por favor, não discuta a música, apenas curta ela e respeite as outras pessoas, desde que elas não queriam forçar você a gostar do que elas gostam.
Quanto a mim, agradeço aos meus queridos amigos Jefferson, Fabrício dos velhos tempos e Marcelo por me apresentarem ao velho e bom Rock and Roll. 

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Seguindo a linha sobre músicas, esses tempos eu me deparei com um vídeo, já há muito executado no youtube, do grupo The Axis of Awesome´s (uma banda meio cômica que também faz um som legal), sobre como é possível através de um mesmo acorde básico formarmos várias músicas diferentes e de sucesso no mundo inteiro. O vídeo é bem produzido e prova que de certa forma há sons que a maioria das pessoas aceita melhor que outros, desta forma para se fazer uma boa música, ou pelo menos uma que será sucesso, basta você usar esse acorde de pano de fundo, uma letra bonitinha e então completar com o instrumental necessário. Só não sei se eles conseguiram produzir alguma música assim!
--------------------------------------------FIM DA PAUSA----------------------------------------------

                            A SABEDORIA DA CORUJA

É do conhecimento popular que, quando um grupo de amigos sai para se divertir, nem sempre todos se dão bem na balada e alguns voltam sozinhos para casa, inteiramente bêbados e então o pior pode acabar acontecendo, aqueles que ainda não estão sob efeito do álcool podem acabar se apoderando da porta de saída de seus incautos colegas. Isso é o famoso C* de Bêbado Não Tem Dono!

Sabedoria: Sempre fique bêbado DEPOIS dos seus amigos!

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RECONTANDO UM CONTO


Da incrível série de revisões literárias que acabei de criar, fiquem com um pedacinho de:


Rojeu e Mulieta


Em uma noite estralada, debruçada em uma sacada, a nobre moça de olhar esperançoso ficava a sonhar amores por um moço formoso.
Sem hesitar e ao menos pensar, a jovem deixa sair de sua boca palavras ao ar:
- Rojeu, Rojeu, onde estás, oh amor meu?
O jovem enxerido, que por amor havia no arbusto se escondido, se faz revelar à luz do luar:
- Minha amada Mulieta, aqui estou eu olhando de baixo para ti e vendo a tua.... Linda silhueta!
Os dois trocam incontáveis frases harmoniosas, nenhuma delas com intenções pecaminosas, mas a moça mais entusiasmada já queria que o moço subisse para a sacada:
- Venha meu querido, não fiquemos apenas na vontade, jogarei minhas tranças para puxar-te!
O moço estranhou esse ponto do conto, não lembrava de sua amada ter um cabelo tão longo:
- Mas o que a acometeste meu pedacinho de céu, mudastes e agora és Rapunzel?
A moça em retribuição mostrou um pouco de mau humor ao jovem falastrão:
- Ora essa, subas logo e não me estorves. Humf... Logo vi que não eras como meu Jorge.
- Jorge? De quem falas com ares tão contentes? Seria esse um de meus concorrentes?
- Oh querido desinformado, a única vantagem que tens sobre Jorge é que és tu o meu amado.
O pobre mancebo agora irado, um celular de seu bolso havia tirado.
A nobre donzela preocupada, falou desesperada:
- O que foi meu amor, por que tanto transtorno. Venhas até mim, afinal ainda não és um corno.
- Tu já não me interessas, já que pensas em outro, para mim não prestas.
A jovem então agitada rumou para dentro de seu quarto, saindo da sacada. O jovem irritado, em seu telefone apertava forte o teclado.
“ Mas que droga!” Pensou ele. “ Por que será que sempre quando eu ligo a Bela Adormecida não atende?”

E fim!
Sim, é possível comer Romeu e Julieta ao mesmo tempo!

FUI-ME!!!



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

UMA HISTÓRIA DE AMOR!!!

Olá pessoas!

O ano é 1997, dois amigos voltam a morar na mesma cidade após alguns anos afastados, resolvem ir para a capital para que pudessem ter melhores estudos na preparação dos vestibulares que iriam enfrentar. O que não sabiam é que grandes transformações estavam a caminho e os verdadeiros desafios seriam muito maiores que as horas intermináveis de estudos e concentrações. Os dois jovens teriam que decidir como lidariam com as questões pessoais que surgiriam em suas vidas e se tomariam a complexa decisão de amadurecer ou continuar a viver a fase de final de adolescência. 
Essa é uma visão pessoal de uma história real que aconteceu, acreditem, com um amigo meu, mas que mudou a maneira de ver a vida de todos os envolvidos nela. Não há crimes ou assassinatos, roubos fora os de coração e nem mesmo desrespeito a qualquer pessoa. É a atitude do mais puro e sincero amor que será aqui relatada por mim, como eu a enxerguei naquele ano e nos momentos em que estive presente. 
Nos que não estive? sintam-se à vontade para acessarem os links que postarei e acompanhar a visão de um dos principais envolvidos no caso, o meu grande amigo apaixonado, garanto que vale cada linha que irá ler e ele apenas está começando a narrar sua parte.
Para aumentar a curiosidade, após o atalho para os textos dele, colocarei algumas passagens tiradas de lá com minhas sagazes observações embaixo.
Espero que gostem, afinal tudo o que é verdadeiro trás um ótimo sabor de vida!


Para mim foi assim:


A “C” e um tal de “J”.

Este será um texto curto. Já aviso aos mais ávidos leitores.

Teria tudo para ser sobre uma história de amor, onde os personagens aqui colocados como “C” e “J” protagonizam lindas cenas e belos discursos vindos de seus puros corações, porém como quem vos conta o episodio é amigo de ambos, e este não participou das partes melosas, deixaremos o amor de lado e ficaremos apenas com a parte da história.

Ela começa quando, por mais que esforçados que fossem dois amigos, alguns vestibulares os venceram, fazendo-os saírem de suas diferentes cidades para morarem juntos em Curitoba (nome fictício inspirado no original). Lá eles dividem um apartamento em agradável localização. Enquanto um deles dorme cedo e levanta-se disposto a mais um dia de aula no cursinho no centro da cidade, o outro dorme tarde e só deixa de ser um zumbi após a segunda aula, lembro-me exatamente ser estranho o fato de, nos finais de semana, o mesmo garoto conseguir acordar super cedo e muito feliz para ir jogar bola no Parque Abacaxi (nome próximo ao nome real).

Mas disso nada importa. O que importa neste enredo é a chegada de “C”. Sim, pois até mesmo os pseudo nerds (eu e meu amigo) também amam, demoram para se multiplicarem, mas amam! Se bem me lembro do fato específico, e olha que poucos neurônios ainda restam para guardarem a informação, foi durante uma volta para casa, dentro do corriqueiro ônibus que tudo aconteceu, mas aconteceu com “J”, por que eu tava mais avoado que pipa desgarrada de linha.

Voltando: como sempre fazíamos entramos num dos ônibus que nos conduziam aos terminais e pontos diversos. Sempre acabávamos vendo as mesmas pessoas por causa dos mesmos horários de sempre, e, enquanto um de nós era excelente em guardar fisionomias o outro era melhor com nomes, imagine qual dá mais trabalho para o cérebro e atribua à tarefa mais fácil à minha pessoa. Eu até hoje duvido que “J” teria dificuldades em guardar o nome dela, mas claro que o nome só apareceu momentos depois do instante mágico da “vista da paixão”. Lá estava ela, bem atrás de um muro de três metros de largura, vulgo namorado. Meio tímida, entre tantas pessoas naquele transporte público, seu olhar era baixo, quase sem motivação, triste se visto bem perto.  Eu levei um cutucão de “J”, através de seus óculos pude ver sua feição que gritava: Quem é ela?, e olha que ele nem precisou lançar tal olhar para mim, ele simplesmente me perguntou. Eu olhei para a direção e por um breve momento achei que meu amigo precisava de óculos novos, afinal eu só via o tal muro de três metros e antes que de trás dele surgisse um rosto conhecido e familiar, já estava achando que meu velho amigo possuía segredos ainda não contados, mas pensei comigo que se tais coisas realmente existissem, esses segredos, que não fossem por caras com barba. Quando eu vi “C”, lembrando que não tinha nenhuma luz em volta dela quando eu olhava, diferente do que acontecia quando “J” olhava, eu sorri. Já a conhecia de outra cidade, cidade que eu já não mais habitava por imposição da profissão de meus pais, mas que ainda era lar de meu amigo. Que linda encruzilhada do tal destino colocar nós três numa mesma cidade, num mesmo ônibus e num mesmo prédio de cursinho. Mas o destino é brincalhão e também colocou aquele muro no caminho.

O muro em questão, na minha imaginação seria o suficiente para acabar com quaisquer pretensões que meu amigo tivesse. Eu temia que, se ele fosse atrevido o suficiente para levar adiante o plano de conquista nerd ( não éramos nerds, longe disso, eu sempre fui mais que ele, mas não quero encontrar outro adjetivo para enquadrar dois loucos), nós acabássemos virando patê de presunto, afinal de contas não éramos praticantes de MMA e tão pouco chegaríamos a fazer sombra no sapato do muro. E eu naquela época, com meu físico de estaca de matar vampiros, não seria de grande ajuda para “J” e que eu me lembre sempre fui o mais fraquinho de meus amigos. Fui, hoje em dia não importa. O que importa é que meu amigo era muito melhor em encantar belas donzelas e tinha planos bem melhores de como ficar com a mocinha do que eu jamais poderia desconfiar que fosse capaz e sim, eles eram capazes de tudo, desde a primeira entreolhada que deram. Digo isso por que depois da primeira vez que se viram, não pararam mais de se olhar. Fosse no ônibus, no cursinho ou mesmo em seus sonhos, os olhares eram contínuos, genuínos e apaixonantes.

Minha função foi basicamente apresentar os dois, de forma que hoje me escapa da lembrança, mas com certeza fora de um jeito simples como quem apresenta um conhecido em uma roda de amigos. Daí para frente tudo aconteceu segundo a vontade de “C” e de “J”, e eu, tapado como era, só fui me dar conta que tudo caminhava para uma bela trilha de cinema quando o disco já estava na terceira faixa.

A partir dali começava o melhor tempo de se viver naquela cidade e estudar no centro que eu me lembro. Planos eram elaborados para que os pombinhos ficassem juntos, e nem tinha como não estar envolvido em tudo isso. Eu também era uma desculpa e eu realmente gostava de poder ser uma desculpa. A cena mais adorável eram as manhãs românticas curitobanas, quando nós três saíamos do cursinho e andávamos pelo centro, tomávamos algum suco e nos perdíamos na multidão, eles obviamente perdiam-se mais para lá e eu mais para cá, eram nessas manhãs também que eu sentia o que era rasgar notas de reais que eram pagas no meu cursinho por meus pais, mas confesso, nunca fui feito para estudar, sou um inventor de minhas próprias teorias.

Após algum tempo “J” conseguiu, ele foi um verdadeiro guerreiro e em seu cavalinho rampante resgatou a princesa charmosa das garras do muro das lamentações. Não é incrível como as coisas tristes ficam tão felizes com mudanças ousadas? E se tinha algum casal mais bonito naquela cidade eu jamais tive conhecimento. Pareciam serem feitos um para o outro, a química, a energia, as batidas dos corações, os pensamentos carinhosos e os largos sorrisos que me encantavam, tudo estava ali presente. Eram perfeitos juntos! Até traçava eu memórias futuras de nós três velhinhos numa varanda conversando sobre aqueles tempos presentes, rindo e vendo o tempo passar....

Ops, acho que lendo “eram” já deu para perceber que em algum momento deixaram de ser.

Não sei explicar como tudo aconteceu entre eles, como exatamente “C” e “J” se encontraram em seus corações e como também depois tiveram que dizer adeus um ao outro, nem sei de que forma fizeram isso. Eu estive presente na parte dos sorrisos, mas perdi as lágrimas. Minha visão de juntos para sempre estava errada e eu não tinha como ajudar a reparar o que foi separado (separados e não quebrados, o destino de alguma forma teve que afastar os dois).

De um casal radiante com um amigo bobinho ao lado, hoje estamos todos os três morando cada um em um canto, mas eu acabei no mesmo canto que “C”. A vida como sempre dizem que continua; continuou para todos nós. O “J” foi para outro litoral, começar uma outra vida.  “C” por sua vez também uniu-se a outra vida e eu, bem eu ainda to aqui livrão e vendendo meu peixe, e peixe é no litoral mesmo. Uma bela e ilustre história de amor virou uma inesperada história de amizades, daquelas amizades que sempre se amam e não se tocam, mas apesar de não se tocarem em pele, sempre estarão tocados em seus corações, suas mentes e seus desejos. Como eu sei disso? Bom, eu to mais velhinho, também já passei por isso, mais tarde que meu amigo, mas também peguei o mesmo ônibus e retribui os mesmos olhares, a diferença é que, enquanto essa sinopse de história aqui contada seria o “Sol Nasce para Todos”, a minha ficou mais para “American Pie”!

Tenho a imensa gratidão de ainda poder estar em contato com meu grande amigo “J”, coisas da tecnologia. “C” eu não vejo tanto, só às vezes quando me perco no supermercado em algum horário não tradicional, só nesses esbarrões da vida social. Eu sei que são felizes com a vida que levam, eu também sou, mas lá dentro da minha enorme cabeça eu ainda imagino toda essa felicidade com os dois juntos e eu enchendo o saco.

Como dito no começo este é um texto curto, só esqueci de parar na parte curta dele, até por que essas linhas podem se encerrar aqui, mas dessa história ainda há muito a ser contado e a ser escrito.

Aliás eu sou o “F”, e como manda o bom alfabeto estou entre a “C” e o “J”.


------------------------------------------------PAUSA---------------------------------------------------
Para os interessados em saber o lado de um dos amantes desta história recomendo e muito que acessem o espaço dele no recanto das letras, além de ser muito interessante terão verdadeiro prazer em ler um texto muito bem executado. Eu garanto:


Ir em crônicas e nos posts Uma pessoa chamada "C". Temos a parte 1, 2 e 3. Minha favorita é a terceira parte e para os mais preguiçosos é só acessar direto aqui: http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/3889618

-----------------------------------------FIM DA PAUSA-------------------------------------------------


PETISCOS

Para atiçar a curiosidade de todos, aqui vão alguns trechos do texto original do meu amigo com alguns bons comentários que exprimem minha opinião direta sobre eles, aproveitem:

Quando conheci “C” ela era um espectro. Uma pessoa que aprecia perdida, em busca de algo que não sabia o que era, mas sabia que ainda não havia encontrado.
 Aqui eu me declaro confuso, se ela não sabia o que procurava e também sabia que não tinha encontrado,  como saberia que iria encontrar se não sabia o que era? Provavelmente ela seria como se eu tivesse ido almoçar em uma churrascaria. ( Sendo que eu não como carne).


Eu tinha o dom de ler os pensamentos dela naquela época e ela sabia disso.
Charles Xavier é foda!


Foi um período do qual, sinceramente, não me lembro.
Eu sempre pedi para ele largar das drogas, mas nunca tive sucesso....Ou era eu que me drogava? Agora nem eu me lembro.  (Isso é mentira, piadinha, etc..)


O coração veio à boca. Borboletas de ansiedade voavam dentro da minha barriga, fazendo com que eu tremesse como se tivesse levado um grande susto.
Isso é altamente gay!


Conversávamos sobre ela. Na verdade, eu puxava todo o assunto para ela. Não conseguia falar sobre outra coisa. 
Mais ou menos parecido com menininha virgem que assiste crepúsculo!


.... até que, subindo um enorme lance de escadas que levava à nossa sala...
Minha cara de espanto deve ter sido hilária. Os dois começaram a conversar enquanto eu a observava em todos os seus detalhes.
Se bem me lembro essa escada era vazada e eu ficava em baixo olhando as moças de saia subindo por ela. A cara dele só não foi mais hilária do que a cara que fez quando ficou com a cabeça prensada na porta do bi-articulado.


Os objetivos que me levaram a estar no curso agora eram outros, totalmente diversos e muito mais agradáveis.
E eu achando que era o único que não gostava de estudar!

Iríamos ficar uma manhã inteira juntos, mas não no curso, e sim no apartamento do irmão dela.
Olha aí Dona Maria, o rapaz matando aula....


Nos despedimos naquela manhã, “F” foi para o prédio do colégio sozinho, eu e “C” pegaríamos um outro ônibus para irmos ao apartamento do seu irmão.
Enquanto eles se divertiam, eu ficava lá no cursinho vendo lindos professores como Nogaroli e Serjão, além de ficar ouvindo as intermináveis declarações de amor do professor de literatura para Xuxu, seu aluno(a), preferido dele.


Durante a viajem conversamos sobre nossos problemas, principalmente na relação dela com o namorado.
Aham, eles eram amantes!


Ela achou um cd dos Smiths e foi até a estante da sala de estar para colocá-lo no aparelho de som.
Nesse ponto devo destacar duas coisas, primeiro o grife é por que no texto dele está escrito DO aparelho de som, então estou arrumando aqui. Segundo é que a trilha sonora me agrada.


Eu beijava seu pescoço e seu queixo eminhas mãos entraram embaixo do moletom que ela vestia... encorajou-me a explorar ainda mais...  senti pela primeira vez a maciez daquela parte de seu corpo e a rigidez dos ****** entre meus *****.... Ela ficava cada vez mais ofegante, assim como eu.
Me pergunto se todos os bons textos tem que ter putaria.... Mas garanto que aqui está dentro do contexto. Aliás dentro e fora, dentro e fora se é que me entendem. Só pra sacanear a palavra destacada está com S no texto.


Estávamos cobertos de suor....
A coisa era selvagem!


... lavei meu rosto rapidamente e olhei-me no espelho. Percebi que não era mais a mesma pessoa que saíra cedo de casa naquela manhã.
Isto pode ter sido devido à vários fatores. Alguns podem dizer que foi por que ele tinha ousado a se arriscar numa das aventuras mais loucas até então. Para mim, continuo achando que ele se olhou no espelho sem os óculos.


.... louco para gritar ao mundo o nome do meu amor...
Quem adivinha que Titanic é o filme preferido dele? Não é não.


E é isso, espero ter conseguido incutir uma certa vontade em vocês leitores de acompanharem o restante da saga no espaço do meu amigo no recanto das letras. Obrigado aos que vieram até este ponto e garanto que fizeram uma ótima leitura.
E só para acabar bem hoje:

                             A SABEDORIA DA CORUJA



É fato comum nos dias de hoje e sempre as pessoas que mesmo rodeadas de gente reclamam por estarem sozinhas, que ninguém as ouve ou as entendem, mas continuam a se cercar dos mesmos de sempre. E há também queles que dizem conseguir conviver com todos os tipos de pessoas, mesmo que elas sigam algum modo de vida contrário ao seu estilo de ser e pensar.

SABEDORIA: "Enquanto alguns estão com as companhias erradas outros imaginam estar com as companhias certas!"


FUI-ME!!!