quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Uma armadilha, uma ficção e um avião!

Olá pessoas!

Dessa vez as postagens assumem um caráter mais profundo. Os textos são um pouco mais complexos, até podem ser chatos, mas como a proposta do meu blog é ser um lugar para que meus pensamentos não vivam apenas limitados pela mina mente, seria desconexo eu não colocá-los aqui. Confesso que gostei da linha iniciada no post anterior e resolvi tornar "Conversa de Vampiro" uma coluna de pensamento fixo. Há também um pequeno roteiro de uma cena de ficção que não poderia ser utilizada em qualquer filme que curti muito fazer e também fecho a postagem com um texto produzido para o Facebook e já lá colocado anteriormente que precisa ser preservado. Espero que os poucos que lerem acabem gostando.



Conversa de Vampiro:


Armadilha

- Como assim não conseguimos escapar das prisões que nós mesmos construímos?

- Por que, em geral, não fazemos prisões para que sejamos nós a ficarmos detidos nelas. Fazemos isso para todas as outras pessoas, aquelas pelas quais nos sentimos ameaçados. Logo é fácil entender que iremos projetar o local mais inescapável para colocar todos os que nos ameaçam ou nos fazem mal. Mas na humanidade há algo pior que uma prisão bem elaborada. A armadilha psicológica é uma das armas de amargura mais mortal para o homem.

- Uma armadilha? Que perigo pode oferecer uma armadilha, ainda mais se ela não é física?

- Humano tolo. Uma armadilha que existe em sua mente pode afetar seu fraco físico, uma vez que o cérebro sempre irá comandar todas as suas funções vitais. Mas deixemos a fisiologia de lado e nos concentremos no lado psicológico. Por razão, uma armadilha é um artificio para apanhar uma caça, um logro astucioso ou uma cilada. Nesse caso uma cilada mental. O que é interessante numa armadilha criada por alguém é que, para esse alguém, ela é algo perfeito. Tão perfeito que quem quer que nela seja apanhado, jamais irá conseguir fugir. O que reles humanos se esquecem é que muitas vezes as vítimas de suas armadilhas tendem a pensar de forma diferente deles, e uma forma diferente de pensar pode dar uma resposta solucionável a algo que antes parecia sem solução. Há sempre uma forma diferente de entender uma mesma coisa se pensado por diferentes mentes. Nem sempre algo que pareça definitivo para um será para outro, logo, uma armadilha bem pensada por um pode se tornar apenas um contratempo para um outro.

- Então é possível sempre escapar das armadilhas, sejam físicas ou mentais.

- Físicas, desde que não levem à morte imediato do capturado, talvez. Mas as mentais geralmente são armadilhas criadas por uma pessoa onde a vítima é ela mesma. E como eu disse, se o criador da armadilha julga que ela é perfeita, ele entende que a seu modo não há como sair dela. Se ele mesmo cai nessa armadilha, ele sozinho não irá conseguir sair dela, pois assim ele concebeu para si mesmo.

- E estaríamos fadados a ficarmos presos eternamente nesse tipo de armadilha?

- Um humano limitado sempre estará sujeito a se prender pelo resto de sua vida insignificante por alguma armadilha mental que criar, mas nunca eternamente, o termo para os homens é “mortal”. Mas há uma maneira de se escapar dessas armadilhas.
- Qual?

- Você me aborrece com a sua falta de sabedoria, às vezes. Ora, se o seu modo de pensar o limita a entender que a sua armadilha é perfeita para você e que não haverá modo de você sair dela, apenas com um modo diferente de pensar você poderá se libertar de algo que você mesmo criou. Pedir ajuda a outras mentes é o necessário para se escapar das armadilhas perfeitas de uma única mente, pois como eu disse, maneiras diferentes de enxergar um objeto oferecem intermináveis caminhos de se entendê-los. Mas em geral o orgulho humano detém a maioria dos homens na hora de pedir ajuda aos outros. Vocês sempre se consideram autossuficientes e acham eu podem sair de qualquer problema sozinhos.
- Então tudo o que eu preciso é a ajuda de outras pessoas?

- Você sairia mais facilmente de um poço profundo se alguém lhe jogasse uma corda ou se tentasse escalar as paredes dele sozinho? A resposta não é apenas óbvia, mas também muito pouco aceita pela maioria de vocês.

- Armadilhas de orgulho...

- Armadilhas extensas. Vocês podem se prender por paixões, por drogas, por vaidade, por ambição, por inveja, por obsessão, por crenças, por ódio, enfim, tantas podem ser essas armadilhas que é de admirar o ser humano que um dia não cai em uma delas.

- E como não cair em uma delas?

- Só uma mente muito bem preparada pode reconhecer uma armadilha que ela mesmo fabrica e não acabar presa nela. Mas convenhamos, vocês humanos não querem que as pessoas tenham mentes abertas. Isso prejudica a forma como fazem as coisas nesse mundo. Preferem gerar o caos que julgam poder controlar que oferecer a ordem que o conhecimento pode trazer. Humanos, sempre lutando para congelar no tempo que evoluir. Agora chega desse assunto.

- Um pouco de vinho?


- Acho que no momento prefiro algo mais quente!



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Você sabia?

Você sabia que ler um texto
 Acompanhado de uma bebida que lhe agrada,
  Como um café acompanhado de torrada,
   Torna a ação uma ato prazeroso  
E faz, mesmo que por associação,
 Essa arte se encher de emoção,
  E devagar você irá perceber,
   Que como o café, isso é também gostoso
O ato de ler!
E tudo isso apenas para uma boa relaxada para uma leitura continuada!
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A quase ficção: Roteiro que não deu certo.

Local: Sala de estar.
Ambiente: Tv desligada. Dois sofás. Um ocupado. Mesa de centro com tampa de vidro. Copo com um pouco de líquido. Janela aberta. Um pouco de brisa.
Personagem: Jovem, 25 anos, cabelos negros um pouco compridos, olhar perdido em pensamentos fúteis, jeans, camiseta, descalço. Bocejo.
Ocorrência: Um clarão na sala. Uma nova figura aparece no sofá vago. Salto de surpresa do protagonista.
Diálogo:

- Mas que.... quem é você? De onde?
Novo integrante: Homem, 45 anos, cabelos negros, curtos. Óculos estranhos, roupa colada ao corpo. Jaqueta rasgada. Aparelhos parecendo algum tipo de arma.
- José, me ouça.
- Como sabe o meu nome?
- Eu não tenho tempo para explicar muita coisa, mas entenda e permaneça quieto, ouvindo. Eu sou você vindo do futuro....
- Ah não. Isso não vai colar. Como é que eu fiquei assim tão louco?
- Já falei que não tenho tempo. Mas vai lá uma explicação bem curta. Você, ou eu, num futuro próximo irá ganhar muito dinheiro inventado algumas coisas muito bacanas, será muito importante, aí vai ficar doidão por um certo período e vai destruir a maior parte da vida nesse Planeta.
- Eu nunca irei fazer isso....
- Irá sim, eu, quer dizer, você fez, por isso eu voltei até aqui para conversar comigo, com você. Inclusive você mata a Cristina em seu acesso de loucura.
- A Cristina, a linda da faculdade que nem me dá bola?
- Vai dar quando você ficar rico, aí você vai se apaixonar por ela, ela por você e então fica tudo maluco e ela morre. Mas isso não vem ao caso.
- Como não vem ao caso, você sabe o quanto eu gosto dela?3
- Claro que sei. Já disse, eu sou você e nós somos loucos, mas você ainda não sabe disso.
- E qual o propósito da sua vinda então?
- Eu vim aqui para recrutar você, o eu mais jovem, para que possamos matar o nós, um eu de um tempo um pouco pra frente.
- Isso tá confuso!
- Fácil. Eu vim até aqui para pegar você, avançarmos um pouco no tempo e então você me mata, no caso, se mata, matando o nosso terceiro eu.
- Espera um pouco. Você vem do futuro para que eu possa matar a mim mesmo em um futuro que na verdade também é um passado seu?
- Exatamente.
- E por que você simplesmente não me mata agora ou então vai pra esse tempo e mata o outro você, eu, sozinho?
- Eu não posso matar a mim mesmo, você.
- Por que?
- Por que eu, você é tão fodamente inteligente que implanta um chip no próprio cérebro para se tornar uma espécie de controlador de mentes e para evitar que estrague tudo o que quer fazer durante o seu tempo megalomaníaco, eu, você coloca uma “trava” no chip que o impede de tirar a sua vida ou de tentar matar você mesmo em outros tempos.
- Eu me impeço de me matar?
- Sim, o nosso eu maluco de certo sabia que poderíamos tentar isso para evitar tudo o que aconteceu. Não há muito tempo, você aceita me matar, a você mesmo?
- Bom, eu não sei....
- Estamos falando de bilhões de vida e da vida de alguém que você vai amar demais. A dor de tudo o que eu, você fez, me consome a todo o momento e eu nem ao menos posso morrer em paz no meu tempo. Mas agora que pude voltar ao passado e provavelmente evitar o que está por vir, eu preciso da sua, nossa ajuda.
- Mas seria mais simples eu me matar, mas na boa, eu não pretendo fazer isso de forma alguma.
- Eu sei, esse é um dos motivos de ter posto a tal trava.
- Mas com você, eu me contando tudo isso, talvez eu, nós não usemos o que inventamos para tal desgraça da Terra.
- Olha, infelizmente não dá, as coisas serão inventadas e o poder irá nos consumir mesmo que não queiramos. Vamos, faça algo por você, por nós. Eu o levarei a um tempo afrente e então você apenas acaba conosco antes de ficarmos loucos.
- Se é a única maneira, então vamos.
- Pegue. É uma arma indolor. Vai ser rápido.
- Vamos!

Novo cenário: Sala de aula, vazia.
Outro personagem: Homem, 38 anos, cabelo negro, bem curto. Roupa social. Em pé, próximo ao quadro negro.
Diálogo:

- Pronto, lá está nós. Atire agora.
- Tudo bem, mas isso tudo é muito estranho.

Ação: Tiro disparado. Possível vítima se esquiva. Mais tiros, mais esquivos. Novo personagem corre em direção aos outros dois. Todos se olham.
Diálogo:

- Parem, é inútil!
- Como assim inútil? Precisamos acabar conosco antes que fiquemos malucos.
- Eu sei, mas nós não somos tão geniais assim como pensamos. Há um erro fatal na estratégia.
- Qual?
- Quando você, eu, volta no tempo para recrutar ele, eu, para me matar, a você, acaba acontecendo que já saberemos quando e como isso irá acontecer, pois quando eu sou morto, você o eu futuro desaparece e você ,o eu do passado, volta e já sabe como vai acontecer, e acredite, essa coisa de não queremos morrer é amis forte que querer evitar as tragédias que poderão surgir. É inútil por que todas as vezes já sabemos que vai acontecer e então evitamos.
- Merda.... E agora?
- Só há uma solução possível.
- Qual?
- Outra pessoa que não nós, terá que nos matar.
- Mas quem?

Novo cenário: Banheiro feminino da faculdade.
Nova personagem: Mulher, 33 anos, vestido curto, cabelos longos e castanhos, olhar assutado.
Diálogo:

- Cristina, não se assuste.
- Não assustar?  Eu vou é gritar....
- Espere, não iremos lhe fazer mal. Apenas precisamos de um favor.
- Um favor?
- Sim, preste atenção! Nós três somos a mesma pessoa e precisamos que você nos mate.
- Mas que porra é essa?

FAIL.........




E se um avião caísse do céu?

“Se um avião caísse do céu, quão grande seria o buraco que ele deixaria na superfície da Terra?” 

Essa frase eu tirei de uma canção que pertence ao grupo britânico Editors. Muito claramente, para entender o que o autor da música quer dizer temos que pensar subjetivamente. Um avião cair é algo que pode acontecer a qualquer momento, mesmo que saibamos que dentre muitos, poucos irão cair, porém eles irão cair. O tamanho do buraco, o vazio ou a insignificância de um acidente como esse sempre irá depender das pessoas que ocupavam esse avião e o que essas pessoas significavam na vida de cada um de nós. Para familiares e amigos, uma dor irreparável, para desconhecidos, apenas mais um fato na vida de alguém.

A verdade é que a morte sempre muda o mundo, o mundo da gente ou o mundo de toda a gente. Diz-se que um soldado inglês teve na mira de sua arma um certo Hitler enquanto no fim da primeira guerra mundial, decidiu então, fosse por piedade ou por ver o inimigo desarmado, poupar-lhe a vida. As coisas, enfim, acontecem de formas determinantes demais. E quem somos, tão grandes em nossa ignorância dos acontecimentos da existência humana, para entendermos ou tentar entender o porquê alguns lances da vida se desenrolam dessa ou daquela forma? Se for destino, coincidência, cartas marcadas, lances de sorte ou azar, tanto faz, não importa. Aconteceu.

Nesses últimos dias alguns acidentes aéreos aconteceram: um avião derrubado por mísseis que poderia, mas não pode, desencadear uma resposta militar mais pesada entre dois países já rivais de longa data. Um outro que simplesmente sumiu para se transformar em um tipo de mistério da era contemporânea e um terceiro, aqui mesmo no Brasil, foi tão inesperado que pode significar uma mudança radical onde todos achavam que nada iria mudar.

A morte realmente muda o mundo, o seu, o meu e o de todos. Não era assim que eu preferia ver o meu país reagir e mudar; acordar, mas talvez seja exatamente por causa disso que tudo mude. Quantos títulos a mais Ayrton Senna poderia ter ganho? Quantos avanços sobre a Aids poderíamos ter pelos cientistas que estavam no avião que foi derrubado? Quão sério poderia ter sido o governo do candidato que estava naquele fatídico voo?

As respostas nunca saberemos, mas o fato é que boas pessoas tentaram nos mostrar o caminho do bem comum enquanto estiveram conosco e é de seus melhores anseios que devemos tirar as lições determinantes para que possamos erguer a cabeça, nos orgulharmos do que e de quem somos e arrancar a coragem do nosso âmago para transformar o nosso mundo.

Vá em paz Eduardo Campos, que a sua luta a gente continua daqui. Por que parar no tempo é a covardia do acomodado e a mudança é a coragem para a transformação.




FUI-ME!!!

domingo, 20 de julho de 2014

Conversa de Vampiro!

Olá pessoas!

Noite dessas, eu deitado quase dormindo, tive uma das minhas epifanias costumeiras. Imaginei como seria ser um vampiro e me sentir superior a raça humana, e como seria esse eu vampiresco conversando com um homem mortal, comum. O resultado está no primeiro texto, e gostei tanto da brincadeira que pretendo continuar a penar e escreve mais dessas conversas. Nem preciso mencionar que acabei sonhando que era de fato um vampiro, e eu era foda, bom, ao menos no sonho. Boa leitura!


CONVERSA DE VAMPIRO

Vocês humanos são estranhos, precisam sempre estar sob o comando de alguém. Simplesmente não saberiam viver de forma totalmente autônoma, isso significaria a ruína de sua sociedade, sempre guiada por uns poucos através da obediência de muitos. E o mais curioso para mim é que não importa como seus governos funcionem, vocês não conseguem enxergar isso. No passado formavam-se exércitos inteiros que se submetiam às ordens de seus generais e esses de seus reis, mas por que um exército inteiro seguiria cegamente o que uma única pessoa desejasse se seria muito fácil todos se voltarem contra os seus senhores, os exterminarem e pegarem o poder para eles? Por que os soldados acabariam lutando entre si para ver quem ficaria reinando sobre os demais de qualquer forma. Mas eles não faziam isso, pois acreditavam que defendiam um reino que era comandado por alguém escolhido por um deus e esse deus abençoava a todos que seguiam esse rei. Se eles se encontravam em guerra e saiam vitoriosos, apenas se reforçava a ideia entre os homens que eles realmente serviam ao rei escolhido por uma entidade superior, mas e quando perdiam? Seria o rei inimigo mais abastado das coisas do seu deus? Quem sabe! Nem mesmo eles saberiam. Mas os tempos mudaram, e quando você acha que todos aprenderam a viver sob suas próprias vontades, na verdade entende que o rei deixou de existir e que as pessoas agora seguem outros tipos de senhores. E o que é pior? Elas seguem as novas ordens de seus novos reis, felizes, felizes por que se enganam achando que foram elas que escolheram seus mestres, quando de fato nem percebem o jogo político que as manipulam e no final continuam servindo como a plebe servia aos seus senhores, porém como chamam isso de democracia há a falsa impressão que o povo escolheu quem deve comandar. Inúteis! Tanto o povo quanto seus governantes. Os escolhidos apenas labutam pelos seus interesses egoístas e todos os outros, quando os escolhem, fazem isso por que acham que alguns deles servirão também aos seus interesses. Tolos! O homem não nasceu mesmo para saber o que é a liberdade que tanto proclama ter.




ENTRE POLÍTICOS E CRIANÇAS



Entender tudo o que nos rodeia, das coisas subjetivas e não exatamente reais, nada de descrever objetos e sim atitudes, compreender o ser e não o corpo, isso tudo fica bem mais fácil quando podemos trabalhar com analogias, comparações.

Nesse espírito eu lanço ao tema política e corrupção a seguinte forma de pensar:

Imagine um grupo de crianças. Esse grupo é fechado, mas permite que outras crianças venham participar dele de vez em quando. Há uma curiosidade nesse pequeno grupo, todas as crianças gostam apenas de empurrar umas às outras. Então, um dia, uma criança que adora abraçar as outras entra nesse grupo. Ela vai carinhosamente ao encontro de uma das crianças do grupo e tenta abraça-la, mas é empurrada. Sem entender o que acontece ela tenta se aproximar de outra criança e acaba sendo empurrada novamente e assim sucessivamente. Cansada de tanto ser empurrada e querendo pertencer ao grupo, a criança desiste de tentar abraçar e então passa também ela a empurrar as outras, logo todas a veem como uma amiga e a acolhem no grupo.

Mas poderíamos ter outra realidade aqui. Uma criança que gosta de empurrar entra para um grupo de crianças que gosta de abraçar. Ela chega perto de uma das crianças e vai receber um abraço, mas logo a empurra. A criança se afasta dela com medo. Ela chega em outra criança e mais uma vez ao invés de abraçar, empurra. Essa outra criança também se afasta. E assim ocorre até que todas as crianças se afastem e ela acaba sendo isolada do grupo pela sua maneira rude de ser. Essa criança por sua vez não quer mudar seus hábitos e acaba ela mesma isolando-se do grupo.

Nessas comparações está a essência da nossa política. O grupo fechado, geralmente daqueles que se reelegem de maneira interminável, forma um clube bem seleto que abre as portas de tempos em tempos para novos associados. Porém esses novos integrantes do préstimo popular terão uma escolha muito importante pela frente: ou aceitam a maneira de ser já aprovada pelo grupo e mudam seus conceitos por melhores que sejam, ou serão deixadas de lado ou até mesmo terão que deixar de fazer parte desse grupo político.

Ser ou não corrupto, muitas vezes vai além da personalidade de um político, na ânsia de pertencer a um grupo e talvez não querer sair dele, muitas pessoas honestas mudam suas atitudes e abraçam o poder político corrupto sem ter volta. Outros, que não querem mudar seu caráter, acabam participando de um jogo perigoso, de onde podem sair como mal feitores mesmo nada tendo feito de errado, na realidade o erro é ter tentado ser puro em um mundo muito sujo. Por vezes existem aqueles que desistem perante a pressão das coisas erradas, dos pedidos cretinos e dos subornos constantes. Esses são poucos.

Como eu disse, o intangível se torna de fácil compreensão se pudermos, de forma sensata e racional, explicar e relacionar com outra coisa qualquer, apesar de eu estar certo de que a política agrega muitos mais mistérios que um grupo de crianças poderia chegar a ter.



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Pra que carro se não tem ônibus?

Brincando de teorias da conspiração fico imaginando se há alguma ligação entre nossos carros serem tão ruins e tão caros com a péssima qualidade do sistema público (que é pago) de transporte, sem mencionar governos e bancos. Fico imaginando se, por termos péssimos ônibus com terríveis horários, metrôs capengas e desorganizados, asfaltos de açúcar cheios de buracos e malha rodoviária urbana tão confusa quanto um labirinto, se tudo isso em conjunto acaba nos obrigando a termos nossos próprios veículos automotores. Ainda mais, seria tudo isso de certa forma proposital para nos empurrar a adquirir uma moto ou um automóvel? Por que, sempre quando vejo uma propaganda de tais bens de consumo eles nos remetem à idéia de liberdade e status e aí eu me pergunto toda vez, se o meu status social está relacionado ao tipo de carro ou moto que eu posso comprar estaria então o status do meu país relacionado ao tipo de transporte público que ele nos proporciona? Se for ficar pensando eu chegarei as mesmas conclusões óbvias, mais veículos, mais impostos, mais gasolina, mais financiamentos, mais seguro, mais roubos, mais polícia, mais estradas ruins, mais buracos, mais contratos obscuros, mais pedágios, mais caos, e assim por diante. Sobre isso acho que já pensei bastante!!!
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DAS COSIAS QUE ME CONFUNDEM

Gosto de ler, ler e aprender, mas há coisas que ainda me surpreendem neste mundo. Dias destes, lendo uma capa de uma revista de entretenimento vi a frase de um certo ser que a nossa mídia aponta como famoso sobre sua necessidade de dormir com uma mulher diferente a cada noite, tenho certeza que a revista deve ter colocado a frase “fazer amor” na matéria interna para não ser obvia demais.

Não vem ao caso falar quem era o entrevistado, até por que não me é agradável o tipo de “arte” que esse ser produz, porém o que me deixou curioso foi o fato de saber, mesmo sem ter que ler o conteúdo da revista, de que provavelmente ele consiga encontrar mulheres diferentes todos os dias que queiram fazer algo com ele, e não estou falando de prostitutas.
Se é por que ele é famoso ou por que tem um charme especial eu não sei. Quem poderia saber o motivo? Vejamos: esse jovem artista, antes da fama, obviamente trabalhava em algum lugar ou até mesmo nada fazia, nesse caso o jovem era auxiliar geral de uma empresa. Ora pois, se as características físicas deles pouco se alteraram, se o jeito de ser, personalidade, também pouco sofreram mudanças, conseguia esse jovem quando era encarregado de arrumar um depósito, encontrar uma mulher diferente todas as noites para ter companhia?

Aí que fica a minha curiosidade. Se nada mudou no âmago daquele ser, se ele ainda é na aparência e em seus pensamentos o mesmo que era quando levava uma caixa de um lugar para o outro mesmo estando famoso e cheio de verba hoje em dia, o que realmente atrai tantas mulheres para o seu lado na atual situação? Essas mesmas mulheres iriam ao seu encontro se ele continuasse sendo um auxiliar? Ele poderia se dar ao luxo de dormir com todas elas não sendo famoso?

A conclusão é bem clara, não é necessário nenhum exercício de lógica para se responder a essa questão. Logo me deixa intrigado o quanto o interesse prevalece sobre qualquer sentimento. Se eu acho ele um idiota por fazer tal declaração? Não. Se ele pode dizer isso é por que realmente faz isso, não há anda errado em procurar o que se quer quando se pode ter o que se quer. Nem mesmo as mulheres que se dão à atitude imbecil de procurar um cara desses estão erradas, é o que elas querem, e tenho certeza que mesmo lendo a tal matéria muitas ainda estarão batendo na porta de seu quarto da mesma maneira.

A única coisa que eu entendi de tudo isso é que talvez existam muitas mulheres que preferem se envolver com pessoas enfadonhas que irão garantir uma vida mole à elas, ainda naquele mesmo pensamento de contos de fadas passados de geração em geração. Mulheres essas que deixam de respeitar toda a luta, dor, perda e glórias de um movimento feminista muito anterior a elas, que fez de tudo para garantir a liberdade financeira e profissional dessas mulheres que ainda procuram essas “prisões” materialistas em forma de homens ricos.

Depois de tanto tempo, é possível existirem mulheres que prefiram se aprisionar por causa do dinheiro que tentar conquistar o seu espaço às suas próprias custas? Pelo que parece, infelizmente, sim. Nunca generalizemos, mas esse tipo de mulher ainda deveria ter nascido há décadas passadas. 



FUI-ME!!!

domingo, 15 de junho de 2014

D (o)(a) s!

Olá pessoas!

Não quero falar de copo do mundo, mas para constar ficarei feliz se o Brasil ganhar ou mesmo a Holanda, seja como for não entro nesse assunto por que me divido entre amar futebol e também detestar o rumo administrativo da nossa nação. Então prefiro falar sobre o que eu acho que entendo, mesmo sabendo que sei tão pouco sobre tudo.

Boa Leitura!

Das ESCOLHAS

A vida é feita de escolhas!
Bom, quase todo mundo ouve ou diz isso ao menos algumas vezes na vida, e até parece ser mesmo verdade.
Mas não é!
Resolvi fazer um pequeno exercício lógico de pensamento e tentar entender como as minhas escolhas fazem eu ser eu. E acabei aprendendo que não fui eu que me fiz e nem mesmos as escolhas que eu optei que me fizeram, a maior parte do meu eu veio daquilo que não pude escolher e isso é fácil de demonstrar.
Minha vida começou sendo definida pelo meu dia de nascimento, isso teve relação direta com o período em que fui concebido e eu não escolhi o dia. Tão pouco acho que escolhi meu sexo, calhei de ser um espermatozoide Y, se fosse X a história teria mudado um pouco, mas foi essa minha metade Y que chegou primeiro e então vim menino. Não escolhi o País, Estado ou cidade que iria nascer também
Não escolhi meu nome, gosto muito dele, mas ele me foi dado de presente. Não escolhi, ao menos no início nas coisas que iria acreditar, mais especificamente, a religião que iria seguir, apenas aprendi desde cedo o que todo o resto da minha família acreditava, então acreditei também. Não escolhi a língua que eu queria aprender a falar, copiei dos meus pais. Não escolhi as cidades as quais fui morar por grande parte da vida em que se é dependente de outras pessoas, apenas ia.
Tentei escolher amigos e namoradas, mas percebi que também precisava ser escolhido, logo não era apenas uma decisão minha. Com os amigos eu tive sorte, afinal amigo, na maioria das vezes é afinidade, mas namorar, bem, namorar você sempre quer aquele alguém e na maioria das vezes aquele alguém não quer, a coisa não bate e a escolha não dá certo. Mas um dia você conhece alguém, que talvez nem tenha escolhido, mas acaba sendo a melhor coisa do mundo.
As escolas em que estudei, também não escolhi, não reclamo, todas excelentes, mas sempre eram aquelas que a cidade diziam ser as melhores. Coisas de pais preocupados realmente com a educação. Matar aula também não dava pra escolher, se pegavam a gente era encrenca. Tentei escolher um esporte legal para praticar, no final eu sou ruim em tudo e nenhuma escolha deu certo.
Tentei escolher um valor musical, mas isso não se escolhe, parece que, como no esporte, você nasce com... vai saber!
O serviço então, se você pudesse escolher de verdade, rapaz, você escolheria muito bem, mas às vezes tem que se agarrar ao que aparece, ainda mais em nosso amado capitalismo burro.
Aí você junta dinheiro para comprar um carro, talvez uma casa, quem sabe. Então você quer escolher, mas não é o que você quer escolher é o que você poderá escolher, explicando, você não pode escolher aquela mansão, mas pode escolher entre a casa lá na curva ou a outra perto da serra.
De repente eu entendo que há pouca coisa que eu realmente escolho nessa vida, de certa forma, de alguma maneira, parece que todas as decisões vem prontas, são entregues para todos nós sem que possamos perceber isso e quanto mais tentamos nos enganar que estamos escolhendo de fato o ruma da nossa vida, ela na verdade já foi escolhida por todos os outros antes de nós.
Mas eu entendi que tem um jeito de escolher a vida.
Pra isso basta ter um filho, a vida de escolhas não será exatamente a sua, mas de certa forma essas escolhas transformarão os caminhos de alguém muito importante para você.

Por favor, escolha certo!

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Das MANIAS

Abaixo estão minhas manias inexplicáveis que nem mesmo eu sei por que as tenho e acreditem, não consigo em ver livre disso, quais seriam as suas?
1 -      Nunca, mas nunca mesmo bebo qualquer conteúdo de qualquer coisa até seu fim, se eu estiver tomando uma garrafinha de água eu a jogarei fora quando restar um pouquinho no fundo. E isso é com tudo o que eu bebo.
2 -      Eu sempre olho para a rua quando desço do carro para ver se não derrubei a minha carteira no chão, na imaginação de que eu irei derrubar ela um dia e alguém vai acabar pegando.
3 -      Eu faço um joguinho mental de trânsito na minha cabeça. Sempre começo a semana com 20 pontos e a cada coisa errada que eu faça, tipo um acurva aberta que fiz muito fechada, passar no sinal amarelo, entre outras coisas, eu tiro um ponto. Na maioria das vezes eu termino no azul.
4 -      Eu não uso escovas ou pente de cabelo. Não penteio o cabelo mesmo!
5 -      Odeio chinelos.
6 -      Se eu vir qualquer coisa que seja quadriculada eu automaticamente começo a contar quantos quadrados tem essa coisa. Por hoje é só!

 Agora pense nas suas. 

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Dos CLIENTES

Trabalho com pessoas. Não apenas com elas, mas para elas. Não lido com suas particularidade, mas tenho parte, uma pequena parte, em suas vidas e elas nas minhas.
Por trabalhar com algo relacionado à saúde, fica claro que muitas pessoas não se interessam com o que acontece no momento em que vivem. Percebe-se que elas sempre estão com seus pensamentos totalmente desconectados do que está se passando, adiantando-se a acontecimentos que ainda não vieram e infelizmente deixando passar uma parte importante da sua integridade. E é aqui que eu me estresso expressamente, todos os dias.
Eu penso ser quase inútil atender uma pessoa que sequer passou informações necessárias ao seu médico para depois buscar um produto que irá ajudar ou não a melhorar sua condição. Eu acredito que a maioria das pessoas sequer ouvem o que seus médicos dizem ou então nem mesmo relatam todas as coisas inerentes ao que estão sentido para uma análise mais perfeita.
E o desligamento das pessoas é facilmente caracterizado com o número de vezes que elas perguntam as mesmas coisas. Elas não ouvem o que você fala, elas ouvem o que elas querem e então perguntam algo novamente quando esse algo não estava na ordem mental que elas planejam enquanto falam com você, elas perguntam como se usa enquanto pensam no que usarão à noite para sair. É cansativo, é estressante pelo simples fato de que são muitos assim, mas ainda bem que há exceções. E são três dessas exceções que eu quero falar, só por curiosidade. Claro que não direi o nome de qualquer um deles, mas tenho certeza de que se eles pudessem ler isto, no sentido de algum dia terem acesso ao que aqui foi escrito, eles com certeza saberiam que são deles que falo. Então vamos a eles:

É um assalto! Um dos meus clientes que me animam a atender é um senhor aposentado, na verdade dois deles são aposentados. Ele sempre chega com sua bicicleta e dia a mesma frase, todas as vezes. Se há mais clientes na loja, eles se assustam no início, mas a frase é dita com uma complementação: É uma assalto, vocês sempre me assaltam quando venho aqui. O que mais gosto nele é que nunca aceita qualquer opinião minha do que comprar e toda vez que volta por que algo que levou não funcionou ele diz que fui eu quem indicou, mas tudo na boa brincadeira e pacificidade.

Seu menino! Essa é a frase de um cliente que alguém que os conhecedores de culturas africanas facilmente chamariam de preto velho imediatamente quando o vissem. Mas é uma tarde de boas conversas sobre os tempos passados que se dão quase sem interrupções, é como se ele escolhesse os dias certos para aparecer. Poder conversar com alguém que vive na nossa cidade há tantos anos é uma experiência espantosa, saber como se faziam as coisas antigamente, onde era o que e como o povo se comportava é poder traçar um parâmetro com os dias atuais e sentir saudades de um momento que nunca vivi. Confesso que fico preocupado quando se passam muitos dias sem que ele apareça, pelo idade sempre penso na obviedade da vida, mas isso só me deixa mais feliz quando ele aparece.

Dexametasona! Essa é muito singular. Ela não nasceu aqui, ela é do Rio. Ela fala como eles falam lá. Mas ela é extremamente enérgica e extremamente alérgica. Nossas conversas giram em torno da incapacidade alheia, sem nomear qualquer pessoa, mas a nossa espantosa coincidência em enxergar nas coisas simples as grandes complexidades da vida. Concordamos que a dexametasona é uma das melhores descobertas já feitas também. Confesso que seus relatos sobre a falta de interesse do pessoal de onde ela trabalha são engraçadas. E o mais interessante é ver que ela até poderia, mas não tem carro, ao invés disso pega táxis. Poderia pegar ônibus, mas segundo ela teriam que ser dois, e fora isso tem todas as inúmeras partículas de tudo que compões o mundo que ela entraria em contato e pela sua lista ela é alérgica a quase todas.

Todos eles tem em comum algo que para mim caracteriza os melhores clientes a serem atendidos por qualquer área de atuação, é que eles não estão indo lá apenas para adquirir um produto, eles estão indo lá para de fato socializarem com outras pessoas e isso é algo pelo qual eu nunca terei troco suficiente para oferecer.

Obrigado!



Do TANGÍVEL AO INTANGÍVEL

Talvez nem tudo que pensamos ser algo real de fato exista.
De um certo ponto metafísico, é muito mais fácil entender o mundo, pois o mundo sustenta-se em ideias e ideais com seus propósitos muito bem definidos e suas funções totalmente articuladas e postas em operação.
O que poderia ser algo palpável é inteiramente imaginário, é lançado no mundo das ideais perfeitas, mas nunca poderá se tornar realidade. Difícil de entender?
Eu também acho, mas é muito simples de se colocar em uma perspectiva totalmente verdadeira e autoexplicativa. Imaginemos o sistema financeiro e seu propósito, no mais simples plano esse propósito é muito básico, a maioria não tirará proveito dele e uma minoria selecionada irá vive-lo em toda a sua intensidade. Peguemos o objeto mais claro desse sistema, e o mais desejado, o dinheiro. É ele que achamos que temos direito, mas que na verdade nos é dado para que seja devolvido a quem nos deu, porém nunca teremos que devolver a mesma quantia que pegamos, sempre será uma porcentagem a mais. Só tem um problema, você não recebe a porcentagem a mais, nunca! Então nunca termina de devolver o que você não ganhou. Mas não é aqui que o exemplo tem que se fixar e sim no fato de sabermos que o dinheiro existe e sabermos que podemos tocá-lo, senti-lo ou ao menos vê-lo, assim você tem a prova de que ele existe, mas num mundo tão irreal quanto possível, todo o dinheiro jamais existirá. Como? Simples, se todos os cidadãos que tem números nos bancos que representam o seu dinheiro, quisessem retirar esses valores demonstrativos em dinheiro real ao mesmo tempo, no mundo todo, isso seria praticamente impossível, afinal não existem moedas fabricadas e que podem ser fabricadas para atender uma demanda mundial por dinheiro em sua forma física, apenas a forma virtual é possível. Por isso o nosso exemplo é o algo material mais imaterial que existe.
Não só no dinheiro vive nossa realidade falha, há tantos outros pontos que apenas vagueiam em nossa limitada mente que poderia ser listado um bom número de casos onde os ideais pessoais tomam as ideias da mente como soluções para a compreensão daquilo que jamais existirá por completo, mas que fará parte das nossas vidas da mesma forma que os objetos concretos fazem.
Mas também conseguimos, através das enganações tipificadas, transformas o que apenas imaginamos naquilo que tocamos. Podemos não ter como pegar o amor, mas muitos nos dizem que é possível demonstrá-lo, com atitudes, mas principalmente com presentes. Quando passamos aos presentes a intangibilidade do amor, tornamos um sentimento surreal em algo real e nem percebemos que caímos nas armadilhas idealizadas pelos outros, os que comandam o que aprendemos, o que compramos e o que vivemos. Não que todos os comandantes da vida tenham plena consciência de que fazem isso, eles apenas seguem a doutrina que foi passada de geração em geração por incontáveis séculos. Eles apenas utilizam o que sempre deu certo e o que sempre dará para continuar o ciclo da vida. Um ciclo que só pode ser interrompido com a visão real do mundo que vivemos, mas essa visão sempre será ofuscada pela mentira que contamos a nós mesmos todos os dias e nem nos damos conta disso.
O que de fato existe e de tudo o que não existe, mas achamos que existe e nos dá sustentação para entender o mundo, fica sempre, ou quase sempre, a impressão de que nos falta algo, de que precisamos nos completar para nos sentirmos inteiros. A grande questão é que vivemos nos completando com o que os outros dizem que existe e pior: não há anda que exista que não tenha sido imaginado antes, pensado antes até finalmente ser entendido. A única coisa que pode nos completar então, é fazer das nossas fantasias realidade, mas nem toda a fantasia pode ser vivida sozinha ou ser original, afinal alguém sempre chega no final feliz antes de outra pessoa. Mas não fiquemos tão levianos, há ainda os que nem chegam no final, por que, no fim, o final também é um começo.

FUI-ME!!!




domingo, 11 de maio de 2014

UM GRANDE, um pequeno e Um Médio!

Olá pessoas!

Estive algum tempo afastado dos meus escritos. O tempo fica curto e as ideias, apesar de ainda serem valorosas, estão sendo usadas em um outro projeto no momento. O título da postagem poderia até gerar certa curiosidade, mas se refere apenas ao tamanho dos textos aqui reproduzidos, me desculpem os mais exaltados ou imaginativos leitores. O GRANDE é o que abre, uma boa ficção com jeito de poder acontecer na vida real. O pequeno é minha pausa e fala sobre a fase do não relacionamento que eu passo e finalmente o médio é uma opinião pessoal sobre os recomeços da vida.
Espero que quem ser, se alguém ler, acabe gostando. Boa leitura!



A caneta da sorte


Jurismar sempre foi aluno aplicado, mais que aluno ou mesmo estudante, era praticamente um autodidata. Nunca foi dado a acreditar em coisas místicas. Sempre usara a razão para resolver todos os enlaces que a vida lhe propunha.

Foi um adolescente retido. Não saia muito, mas também nãos e isolava da sociedade. Num dos passeios de domingo com a turma da escola, todos passaram por alguma ciganas, dessas que visitam cidade por cidade e que dificilmente são vistas novamente em qualquer lugar. Por um princípio de brincadeira, todos resolveram “ler a sorte” com as amáveis forasteiras.

Jurismar também, mesmo sem dar créditos às crendices populares. A velha cigana, a mais experiente e a líder do grupo ficou incumbida de realizar o feito. Olhou bem para a mão dele, em seus olhos e nada disse por uns momentos. Quando terminou de observar Jurismar, a velha cigana tirou do bolso uma caneta, dessas simples cilíndricas de cor azul e disse uma só vez:

- Teu caminho é muito bom, nada posso falar ou fazer para melhorar o que está reservado para você. Mas quero que aceite essa caneta, é uma caneta especial e lhe trará muita sorte, use a caneta quando for fazer algo importante, e qualquer documento feito com ela vai lhe trazer tudo o que você quiser.

Jurismar aceitou a caneta, não houve nem acréscimo nos vinte reais pagos para a leitura. Mas sabia que não a usaria. A velha cigana foi embora sem mais nada falar e ele voltou para sua vida rotineira de sempre.

Num desses dias de pressa sem motivo, Jurismar chegou para a aula em cima do horário, pior, era dia de prova. Ele saiu com tanta rapidez de casa que esquecera sua mochila, mas para a sorte de Jurismar, havia uma caneta no seu bolso, e isso nem ele sabe como foi parar lá, a caneta da celha cigana. Sem outra forma de fazer a prova, decidiu usar a caneta, mal, afinal, não faria. Fez a prova e na semana seguinte, adivinha, Jurismar havia tirado nota máxima na prova. Sempre foi [ótimo aluno, mas tirar nota máxima nunca, sempre próximo, mas nunca no ponto. Foi então que ele resolveu testar se era um golpe de sorte, coincidência ou algo mágico. Fez todas as provas do seu último ano de colégio com a tal caneta. Todas notas máximas.

Jurismar agora amava a caneta. Mas percebera que metade da carga já tinha sido gasta, por isso resolveu usá-la só em momentos realmente importantes. E todos eles compensaram. Passou em seu primeiro vestibular: a caneta. No seu primeiro contrato de trabalho, em poucas semanas recebeu duas promoções: a caneta. Casou-se com uma mulher que o amava, no casamento assinou a certidão: a caneta.

E assim se foram alguns anos, sempre guardando muito próximo à ele o que era amis importante em sua vida: a caneta. Mas como tudo tem uma certo tempo, a caneta também estava por ver seus últimos dias, a carga estava quase no fim e Jurismar já sabia como iria utilizar as últimas forças dessa sorte toda. Iria fazer um concurso público onde só teria uma vaga disponível, ótimo salário e futuro garantido. Jurismar não deixou só a sorte ajuda-lo, reuniu-se com o vizinho, que iria prestar o mesmo concurso e como excelente estudante que era, ele e o vizinho se uniram para meses de leituras e discussões.

No dia do concurso, Jurismar estava à mil. As respostas ficaram fáceis devido aos estudos e terminou a prova rapidamente. Na hora de preencher o gabarito nem teve dúvida. Sacou a caneta da sorte e começou o preenchimento, porém na metade do caminho, por coisas que não se explicam, a caneta, a caneta de tantas glórias, a caneta... vazou! Metade do gabarito fora afetado e o mais trágico: não havia outro gabarito para ser preenchido.

O choque fora tão grande que Jurismar estava, pela primeira vez, arrependido de ter usado a caneta. Tão arrependido que, sabendo que perdera o concurso, jogou o que sobrou da caneta no lixo. Estava decidido a nunca mais depender de objetos da sorte para conseguir atingir seus objetivos.

Seu vizinho passou em primeiro lugar e assumiu a vaga três meses depois.
Jurismar via o amigo agora feliz da vida e fazendo planos que ele queria poder fazer. O jeito era continuar seguindo a vida com todas as coisas boas que tinha obtido e estudar mais para na próxima oportunidade ser ele a passar. Para isso também fora em uma livraria e comprou uma caneta comum.

Uma certa noite, antes da sete, alguém bate furiosamente na porta de sua casa. Jurismar abre e vê que é a mulher do vizinho. Estava em plantos. O prédio onde o marido trabalhava pegou fogo e o amigo e vizinho de Jurismar tinha morrido no incêndio.

Jurismar olhou para o lixo. Uma pequena dor no seu coração pela morte do amigo, mas um pequeno sorriso por outro motivo: a caneta.

Hoje Jurismar percorre todas as cidades que pode em busca da velha cigana torcendo por três coisas: que ela ainda esteja viva, que ele consiga encontra-la e que ela tenha outra caneta.






--------------------------------------------------------PAUSA--------------------------------------------------------------

O meu EU

Estas são algumas das respostas que eu costumo dar para as pessoas que amam me perguntar como estou indo na minha vida amorosa. Eis aqui o que eu falo:

- Mais devagar que tartaruga manca na areia da praia.
- Mais solteiro que freira de setenta anos careca.
- Mais morto que o espírito revolucionário do povo brasileiro,
- Mais lento que lesma que sofre de narcolepsia.
- Mais atrasado que noiva em casamento.
- Mais enrolado que discurso de posse de político.
- Mais feio que pesadelo em noite de lua cheia.
- Mais largado que aparelho de fazer abdominal.
- Mais complicado que entender física quântica.
- A resposta está no infinito e além.

Por isso não precisam me perguntar sobre isso, a coisa tá muito complicada, e por incrível que pareça, neste momento, eu não ligo mais que telefone celular no fim de ano na praia.
Eu sei, é um Jaboti, mas tá valendo!

-----------------------------------------------------FIM DA PAUSA-------------------------------------------------------







(RE)Começar


Nunca gostei do termo recomeçar que tantos adoram usar quando alguma coisa não dá certo na vida. É a velha história, levanta e tenta outra vez, recomece.

Ninguém recomeça.

Você nunca volta ao ponto de partida para recomeçar, nada é como um jogo de vídeo game onde as coisas voltam automaticamente para o mesmo lugar onde estavam quando você perde uma vida e recomeça uma faze, e ainda hoje há jogos tão inteligentes que mesmos os elementos já explorados anteriormente já não estão lá se você for fazer tudo de novo.

Na vida real as coisas estão em constante mudança. Não importa o que você tentou fazer, se falhar e for tentar de novo, isso não será um recomeço e sim um novo começo, desde o princípio; agora com novos desafios que antes não estavam lá e com a experiência para passar por aqueles que já foram enfrentados.

Recomeçar é válido para um trabalho escolar onde erra-se uma frase e torna-se a fazê-la do mesmo jeito que ela fora feita anteriormente. Qualquer momento da sua vida em que você fracasse, em que você caia, pedirá um Começo e não um Recomeço. Você não pode começar novamente uma coisa que já sabe, do mesmo jeito de antes, pois irá acabar atingindo o mesmo fim de antes, por isso você tem que escolher outro começo em outro espaço e tempo do que tinha antes.

Recomeçar seria possível apenas se voltássemos no tempo toda vez que fosse necessário e isso ainda não é possível.

Sempre temos que começar as coisas - nunca novamente - de um jeito diferente; os objetivos podem ser os mesmos, mas os caminhos podem variar, assim como você já mudou desde o seu primeiro começo.

Comece sempre as coisas de uma forma não aplicada antes, não tente recomeçar, pois recomeçar é voltar a fazer o que não deu certo ou o que fez você perder tempo.
Pense diferente. A palavra agora é um Começar Diferente, para um resultado também diferente.

Comece!


FUI-ME!!!