segunda-feira, 2 de setembro de 2013

ESTÓRIAS

Olá pessoas!

Hoje venho apenas com pequenos contos tirados da minha mente saudável, ou pelo menos eu acho que ela permanece saudável. Todos podem ser pura ficção ou não, afinal uma ou duas histórias abaixo realmente podem ter acontecido, ao menos eu tenho quase certeza de que podem.
 Divirtam-se e deixem a mente viajar literalmente!



MINHAS 4 MORTES


Meus sonhos são tão estranhos às vezes que me dão idéias para escrever diversas linhas, e foi assim que fiz meu primeiro livro que um dia, quem sabe, seja publicado. Esses dias, achei que mais um de meus sonhos merecia uma descrição, mesmo que breve, em algum lugar e  aqui é o espaço ideal.
Sonhei eu que era quatro pessoas diferentes. Três delas viviam numa época pós guerra e a quarta era a reencarnação de um delas que viva a bons anos à frente.
Foi estranho por que eu era ao mesmo tempo um soldado que lutou na guerra e voltava pra casa, a mulher desse soldado, o melhor amigo do soldado que ficara fora da guerra e mais tarde era um jovem que vivia na mesma região anos mais tarde.
O caso se deu de maneira simples, porém confusa na minha cabeça. O jovem conheceu a mocinha, ou seja, eu conheci a mim. Se apaixonaram (apaixonei-me por mim mesmo) e casaram. Nesses tempos eu tinha um melhor amigo, que era eu, mas era outro cara, desde infância. Quando veio a guerra, fui chamado e tive que deixar para trás minha mulher e então pedi que meu melhor amigo tomasse conta dela (eu pedi para mim tomar conta de mim). Fui para a guerra e nesse meio tempo, passado dois anos, minha mulher acabou se apaixonando pelo meu melhor amigo e os dois ficaram juntos (nesse caso eu me trai duplamente comigo). Ao voltar da guerra surpreendo os dois por ainda estar vivo e quando me contam o caos eu fico enfurecido.
Daí para frente só penso em como me vingar dos dois e passo a observar seus comportamentos todos os dias, tramando então o que eu faria para desgraçá-los. Percebo que o meu antigo amigo tem o hábito de andar pelo quintal de sua casa todas as tardes, e tenho uma ideia, colocar ali uma mina terrestre trazida da guerra para mata-lo.
Espero a noite chegar e enterro a mina num local qualquer do terreno. Vou embora e espero os dias passarem e ele pisar na mina.
Os dias passam e não vem a notícia que tanto espero, que o maldito tenha morrido. Dois anos depois e nada ainda, eu não conseguia me matar de forma alguma. Cansado de esperar e ainda guardando todas as mágoas do universo, pego uma arma, invado a residência e mato o s dois.
Na época meu crime é dado como crime de honra e me deixam solto, vivo solitário por vários anos até que morro de desgosto.
A casa onde ocorreu minha vingança fica fazia por algumas décadas, quando então uma família vem a morar nela novamente. Entre a família estou eu novamente, sendo uma reencarnação do soldado traído e vingativo, nessa época sou um jovem rapaz que fica um pouco triste às vezes sem motivo aparente.
Quando vamos morar nessa casa, começo a passar um longo período vagando pelo enorme quintal todos os dias, até que um dia eu piso na mina que eu mesmo tinha enterrado ali no passado e acabo morrendo.
No geral da história eu matei eu mesmo três vezes, fui traído pela mulher e melhor amigo e assassinei um inocente que era culpado.

Se achou isso louco, espere um dia eu contar como foi beijar a mim mesmo no sonho....




O JUIZ


Dizia-se na pequena comunidade de Alandrópolis, que o Juiz era homem de rabo preso com alguns conhecidos criminosos e políticos. Juiz Romeu. Tomava as mais espantosas decisões sobre os casos em que os desfechos pareciam óbvios, porém com ele tudo virava às avessas. Entre os mais notórios casos, houve a vez em que Vossa Excelência teria mandado prender a vaquinha de seu Josias por a mesma ter sido atropelada em seu pasto por um mal feitor da cidade que estava bêbado ao volante. Josias foi à justiça exigir que o beberrão pagasse as custas veterinárias, mas o Juiz rabo preso deu a sentença: tentativa de homicídio de cidadão honesto da cidade. Vaca presa no canil da prefeitura por seis meses.
 Mas a mais fantástica decisão do comentado Juiz se deu num caso de assassinato real. Um vereador, provavelmente um dos mais ladrões da câmara e já mais do que rico, matou a sangue frio um amante de sua amante. Tal era a cara de pau do vereador que o mesmo sequer quis fugir do local do crime, empunhando então a arma como um troféu.
Foi preso em flagrante, solto pelo Juiz para esperar o julgamento em liberdade, já que não oferecia “risco algum” à comunidade e para espanto de alguns moradores o vereador nem sumiu, ficou até o dia do julgamento morando no mesmo endereço.
Chegado o tão aguardado dia, o julgamento seria simples e dispensava júri popular, afinal não havia dúvidas sobre o acontecimento. Acusação e defesa foram ouvidas, o Juiz recolheu-se para sua sala privada por alguns momentos e então voltou a sentar-se na mesa mais alta da sala, olhou para o acusado que discretamente piscou-lhe um dos olhos e deferiu a sentença... A favor do réu.
Para revolta geral não apenas o Juiz inocentou o mal fadado vereador, como também colocou a culpa para cima do amante assassinado, tendo dado o caso como legítima defesa em circunstancias heroicas, onde o réu teve que entrar em combate corporal com o outro, tirou-lhe a arma e então desferiu o tiro fatal, o único detalhe é que o outro fora morto em cima da cama, nu e com cinco tiros fatais.
Todos perplexos na sala de julgamento, sem reação alguma que não a de felicidade do vereador,o Juiz ainda trava o seguinte diálogo com o promotor:
- Que seja feita a vontade da lei, que o vereador tenha sua vida de homem comum restituída e que o verdadeiro réu seja levado direto para a cadeia onde aguardará julgamento.
- Mas Vossa Excelência, o outro rapaz está morto!
- Pois então que o corpo do mal feitor seja colocado dentro da cela para que sirva de exemplo para os demais presos por ato tão covarde contra tão famosa figura pública de nossa sociedade...
- Sim Vossa Excelência, porém há um pequeno problema, ele já foi enterrado à quatro meses atrás...
-  Ora essa, o que estão esperando, exumem logo o corpo...

E assim foi mais um dos loucos julgamentos do Juiz Romeu, mais um de tantos outros tão malucos quanto. 





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No nosso dia a dia, pequenas coisas já são tão comuns que nem paramos para imaginar de onde surgiram ou que teve a ideia para que elas existissem como são hoje. Menos eu é claro que sou curioso por natureza, por isso hoje vamos a uma breve lição do surgimento da haste flexível com algodão. O famoso cotonete foi inventado por um soldado polonês, Leo Gersternzang, naturalizado americano que lutou na primeira guerra mundial e serviu a Cruz Vermelha na Europa. Logo depois fundou uma empresa de produtos para bebês e observando a esposa limpando os ouvidos de sua filha com um pouco de algodão presa a uma um palito de dentes (quem foi pobre sabe o que é isso) teve a ideia de tornar isso um produto. Isso em 1922, por um longo período as hastes eram de madeira mesmo, só foram substituídas por plástico em 1963.

-----------------------------------------------------------FIM DA PAUSA-------------------------------------------------





O PESCADOR



Na cidade litorânea onde moro, muitos moradores gostam de pescar, seja apenas por esporte e passa tempo, seja também para prover um bom almoço ou janta em casa. Eu particularmente não aderi à prática pela poluição de nossa encosta, devido ao trânsito de grandes navios e também de pequenas embarcações, sem ainda contar com o destino final de grande parte ainda de nosso esgoto.
Mas seu João adorava ir pescar.
Saia de casa sendo, por que a mulher vivia enchendo-lhe a paciência, pegava sua vara, linha, anzol, boia, chumbadinha e alguma isca e partia para os trapiches.
Nunca voltava com nenhum peixe para casa, apesar da mulher sempre pedir-lhe que gostaria de ver se ele realmente conseguia pescar alguma coisa, até por que ela sabia muito bem que se João não saísse pescar, o safado iria acabar o dia inteiro bebendo em algum bar e seu João era bebedor dos bons.
Para não haver conflito com a família, seu João adotou a pescaria como passatempo diário e assim todos os deixavam em paz.
Dias desses saí para pescar com seu João. Acordamos cedo, pegamos as tralhas e antes de pararmos no trapiche, João parou no mercado, comprou algumas cervejas, colocou em um isopor cheio de gelo e só então fomos de fato pescar.
João armou tudo, lançou a linha e sentou-se na beira, puxou o isopor e pegou a primeira cerveja. Fiz o mesmo, mas sem cerveja.
Passei horas a fio sem nenhum beliscão no anzol, enquanto o João puxava peixe e mais peixe do mar.
Porém, toda vez que pegava o peixe, seu João tirava do anzol e jogava na água de novo.
Ao final do dia eu tive que perguntar:
- Seu João, por que joga o peixe de volta na água? Não ta no tamanho certo?
- Que nada rapaz, os peixes são de bom tamanho sim.
- E por que não leva pra casa pra mostrar?
- Mas que mal me fizeram os peixes? Eu nem venho aqui pra pescar, mas era a única forma de poder beber o dia inteiro sem ninguém ficar me criticando, por isso quando pego um peixe eu logo devolvo ele pra água, abro mais uma cerveja e sigo feliz, eu e os peixes.
- Sobrou cerveja aí seu João?





SALIM VAI ÀS COMPRAS



Tarde dessas, seu Salim foi para o centro da cidade para comprar duas coisas: uma televisão nova para a sala e veneno para ratos para por no quintal.
Quando voltou, Salim trazia consigo uma enorme televisão de cinqüenta polegadas e um cachorro.
A mulher não entendeu nada, afinal Salim era tão pão duro que diziam que ele não iria morrer nunca só para não gastar com o enterro.
A mulher se aproximou e perguntou:
- Salim, pra que o cachorro?
- Salim muito experta, muito experta. Salim foi compra a veneno da rato, mas aí amiga de Salim ter essa cachorro que ficou feliz em dar pra Salim, cachorro vai ficar na quintal para espantar as rato.
Olhando mais de perto a mulher do Salim percebeu que o animal já estava velhinho e cego de um olho, quase não se aguentava em pé:
- Mas Salim, esse animal está quase morrendo...
- Melhor ainda pra Salim, animal já quase virando esquina da vida, mas a rato não saber disso e fugir com medo. Cachorro também tão mal que pouco come, Salim assim economiza no ração.
Meio brava, mas sabendo que o marido se dava a esperto e acostumada com a vida "pão durística", a mulher do Salim pega a televisão e instala na sala, ela sabia que ele não iria pagar alguém pra fazer isso mesmo. Fica feliz em ver que pelo menos o marido havia gasto um pouco de dinheiro com uma televisão tão grande, mas quando liga a televisão fica um pouco espantada:
- Salim, venha aqui correndo.
- O que foi esposa de Salim?
- Veja, tem algo errado com a TV, a imagem da tela só pega pela metade.
- Non tem nada de errada com o TV, mulher de Salim.
- Tem sim, olha, só metade da tela aparece a imagem, na outra fica escura.
- Salim sabe.
- E por que comprou a TV com defeito?
- E como mulher de Salim achar que Salim iria comrpar TV grande com 50% de desconta do loja?

Salim acorda tarde para que o café da manhã também seja o almoço e dorme cedo para não tomar café da noite depois da janta!





FUI-ME!!!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Clique para comprar!

Olá pessoas! Desta vez trado um pouco de saudosismo e uma visão do que o futuro reserva ao ato de comprar, que já vem acontecendo há algum tempo e vai mudando bem devagar a forma de como interagimos durante uma compra de qualquer produto. O futuro muda muitas coisas, transforma algumas para melhores e também destrói simples prazeres da vida que alguns dos nosso filhos e netos provavelmente nem virão a conhecer. Mas como tudo muda, mudemos com tudo!


Serão as lojas apenas virtuais? 


Lembra quando você queria comprar aquela última novidade, aquele mais recente lançamento e tinha que ficar dias esperando chegar nas lojas de sua cidade ou então por estar muito ansioso, acabava indo direto pra capital para poder adquirir o tal produto?
Pois é, isso hoje está cada vez mais raro. Não que encontrar o produto disponível seja raro, mas encontra esse produto em uma loja física está se tornando cada vez mais difícil.
Se deixarmos de lado os supermercados onde compramos nossos alimentos e que aqui no Brasil ainda não oferecem um suporte online como o do Japão, onde você pode estar pegando o metrô de volta pra casa e já fazer sua lista de compras pelo celular e ao chegar na sua residência a compra já estará sendo entregue (e você pode pagar através do próprio celular),  as outras “lojas” passam a ser pequenos depósitos de mercadorias para as pessoas que ainda não confiam o suficiente para comprar pela internet.
Como todo bom brasileiro o pessoal aqui gosta de ver, tocar, cheirar, perguntar muitas vezes sobre o produto e se ficar interessado, finalmente levar pra casa. Mas tenho reparado que encontrar os produtos na loja da cidade é bem diferente que encontrar no site da mesma loja, fora o diferencial de preço, que no site costuma ser mais barato. A explicação para isso, segundo os lojistas, é que o site não precisa pagar a comissão do vendedor, o produto fica num depósito, não gasta água, luz ou cafezinho. Talvez por isso cada vez mais os sites são incrementados e tenham mais promoções que a própria loja, tudo para atrair um novo tipo de cliente, o virtual. Muito mais cômodo e seguro para ambos os lados, afinal o comprador pode fazer tudo no conforto do lar ou de uma lan-house e a loja tem o pagamento assegurado, seja por boleto bancário ou mesmo cartões de crédito, assim a inadimplência cai muito e só enviam o produto após terem a confirmação do pagamento. Se levarmos em conta que a única desvantagem é o tempo de espera para receber o que se comprou, em alguns casos dependendo do site isso pode variar de 3 a 60 dias, todos os demais fatos se tornam vantagens, você pode escolher uma variedade muito maior de produtos, pode comparar preços com diversos sites sem se cansar de andar, pode parcelar em muitas vezes e acompanhar seu pedido, desde o a escolha até a entrega através do site. Deu problema? Tem algum defeito? Até nisso a compra virtual parece respeitar mais o consumidor, enquanto que na loja física você terá que seguir a risca todos os procedimentos chatos até uma troca formal, na loja virtual, pelo menos na imensa maioria, eles trocam o produto e nem cobram a taxa de envio e ainda pagam o envio do que você está devolvendo.
Mas vale a pena migrar definitivamente para a compra virtual? Tomando-se extremo cuidado com o site escolhido, há alguns piratas por aí, comprar pela internet parece ficar cada vez mais interessante. Eu mesmo apoio isso, devido ao fato de ter me deslocado recentemente para um shopping na capital e tentado comprar alguns produtos que eu já tinha visto anteriormente nos sites das mesmas lojas em que entrei. Resultado: não encontrei nenhum dos produtos disponíveis em nenhuma das lojas, obtive a mesma explicação – de que às vezes esses produtos estão estocados -  e reparei que os preços na loja eram muito superiores aos do anunciados no site.
Voltei para casa, liguei o computador, escolhi meus itens, fui até a lotérica e paguei o boleto e agora só me resta esperar a entrega. Não tive opção por que não me deram uma. Simplesmente fui forçado a comprar online algo que eu preferia pegar e levar da loja até minha casa. Agora mudei de opinião, eles me venceram. Afinal nem mesmo no maior supermercado da minha cidade há tantas variedades de produtos que deveria haver. Virei um comprador virtual e temo que não aja retorno. Sei quanto eu calço, o número da minha camisa, os jogos que eu gosto, perfumes e tudo mais. Só fico com uma pequena dúvida em tudo isso: os futuros compradores, que inevitavelmente se tornarão cada vez mais virtuais, não terão o prazer de provar alguma coisa antes de comprar, então como saber se vai gostar do produto?
Bem, não me espantarei se futuramente existir um tipo de visualização virtual dos produtos através de algum tipo de tecnologia, mas será possível até mesmo sentir o cheiro dos perfumes sem catálogos?
Estaremos em contagem regressiva para extinguir a profissão de vendedor e serão nossas lojas favoritas transformadas apenas em barracões de estoques?
Não será hoje, mas o caminho se desenha de forma irreversível para o futuro.




Reuniões nas praças.,,,

Alguns bons senhores se reúnem na praça em frente ao meu local de trabalho.
Minha cidade é histórica e não sei o porquê suas praças são historicamente feias, feias demais.
Aqueles “velhos” ficam ali o dia todo, a maioria aposentado, jogando um domino, um carteado e falando sobre outros tempos sem tirar os olhos dos dias atuais e também das moças atuais que por ali passam a caminho de casa ou do serviço.
As praças, outrora símbolos de suas cidades, onde grandes acontecimentos se iniciavam antes de tomarem a cidade como um todo, ainda guardam um pouco da magia de antigamente. Alguns casais ainda sentam-se para namorar em seus bancos, alguns pensadores ainda se perdem por horas observando as árvores e dando de comer aos pombos e até alguns discursos ainda são feitos, nada se comparado há tantos tempos antes, onde uma revolução partiria dali para as ruas, onde as famílias se reuniam aos domingos e a banda tocava. Bons e velhos tempos que passam, mudam e infelizmente acabam.
Os protestos hoje partem da internet, os casais se conhecem e namoram nas boates, os futuros velhos só jogam no computador e as bandas, bem, as bandas tocam nos carros e a boa música está em extinção.
Não sei se estou vendo os últimos velhos que se reúnem nas praças, nem sei se eles vão ali mais por imposição das mulheres que não os aguentam em casa, mas sinto que mais um tempo está chegando ao fim. Eu provavelmente ainda serei um desses senhores, se até lá chegar, mas quem será que estará comigo jogando cartas e jogando conversa fora na praça?
Rumo à um futuro de isolamentos sociais e relacionamentos pessoais interpessoais muito em breve seremos meros prolongamentos de nossa própria tecnologia.

Apertem as mãos e abracem enquanto ainda nos vemos pessoalmente, os dias de uma boa conversa olhos nos olhos estão esvaindo-se. Mas quem sabe ainda existam apaixonados pelos tempos de antigamente como eu, e quem sabe passemos isso para frente, para que as pessoas não parem de se encontrar como a gente e conversar, discutir, dançar e rir sempre!

A Edite escondeu o dominó hoje......

------------------------------------------------PAUSA--------------------------------------------------

Uma pausa indignada hoje....
A um ou dois dias antes do novo papa aterrissar sobre as terras brasileiras, muitos peregrinos já se encontravam em algumas cidades rumo ao Rio de Janeiro. Um desses grupos era formado por poloneses e eles estiveram na minha cidade fazendo um pouco de turismo antes de rumarem para o estado carioca. Nada demais realmente, se não fossem certas coisas que eu presenciei e, pela primeira vez, em carne e osso pude perceber o que de fato significa o termo “para inglês ver”. Os poloneses estavam bem em frente ao meu local de trabalho e acabaram por entrar no estabelecimento, todos muito sorridentes e simpáticos. Compraram algumas coisas e conversaram um pouco comigo, falamos em inglês naturalmente, pois quando eles falavam em polonês eu entendia grego. Explicaram que tinham chego até a cidade e daqui iriam para Ponta Grossa, depois para Angra dos Reis e finalmente para o Rio. Perguntaram se eu me lembrava de João Paulo II, até por que ele era polonês. Foi uma boa conversa e uma das atitudes que vi por parte deles me deixou feliz: compraram comida e alguns itens básicos para um sem teto que ainda dormia na rua, num frio do caramba, logo de manhã cedo. Aproximaram-se devagar e através de gestos ofereceram as coisas. O senhor ficou muito assustado no começo e agradeceu muito depois, infelizmente o mesmo acabou fazendo da rua uma lixeira gigante com as coisas que lhe foram dadas, contrastando com o lindo feito dos peregrinos. Ta. Mas o que me deixou indignado então? Simples. Para acompanhar os peregrinos pela cidade, foram destacadas três viaturas da polícia militar, cada uma apenas com o motorista da polícia e mais quatro motos da mesma polícia, além de alguns guardas municipais, ou seja, para garantir a segurança de 40 turistas numa cidade de médio porte, foi necessário deslocar uma grande parte da frota de segurança dessa cidade. Pior, eles tinham um guia turístico e um ônibus da empresa contratada, então por que precisavam de tanta proteção? Fora isso, ainda houve a cena em que a polícia simplesmente fechou toda uma rua na hora em que os peregrinos precisaram entrar no ônibus para prosseguir viajem. Que maravilha! O legal é que eles voltam para a Polônia e pensam: nossa no Brasil até a polícia fecha a rua quando as pessoas vão “subir” nos ônibus para terem mais segurança. Enquanto aqui nós sabemos que na realidade, muitas vezes, quando se precisa de uma viatura da polícia, você liga várias vezes e eles nem aparecem. Não sei de quem partiu a ordem, e eu sei que tem que se obedecer, mas hoje eu sei que o “pra inglês ver” existe de fato e não é só apenas uma expressão midiática.

-------------------------------------------------FIM DA PAUSA--------------------------------------------------------- 





                        A SABEDORIA DA CORUJA


Jairlindo casou-se quatro vezes!
No primeiro casamento, dizem, Jairlindo e sua mulehr eram muito novos, coisa do pessoal do sítio que se conhece e acaba se entrelaçando muito cedo, ambos tinham 16 anos, nada conheciam da difícil vida de adultos, mas já sabiam amar. E amaram. Até que Jairlindo descobriu que a mulher o traía com seu primo Anatole.
Desilusão, fim do amor, separação.
Jairlindo foi morar na cidade. Uma pequena, onde conheceu Jeorgina, moça simples que trabalhava na quitanda do pai. Conheceram, se apaixonaram, casaram. Os dois tinham 25 anos.  Dessa vez parecia que a coisa ia ser pra sempre, mas pra sempre tem uma teimosia de ser interrompido com uma certa facilidade e um ano depois Jairlindo descobriu que sua esposa o traía com o rapaz mais novo que fazia entrega de verduras na quitanda da mulher. Outra desilusão, mais um fim de romance, mais uma separação.
Jairlindo então foi-se para a capital, cidade grande, trabalhou muito e enriqueceu e aos 53 anos conheceu Rute, mulher decidida, já não tão nova, 42 anos e responsável. Tudo pra dar certo. Conheceram, amaram, casaram.
Fizeram muito em 5 anos, aumentaram a renda do casal até o teto. Jairlindo sorria novamente, mas sorrisos acabam amarelando. Rute traiu Jairlindo com o um dos sócios da empresa, mais velho e mais rico, pegou sua metade e se foi. Outra vez ele se desiludiu, parou de amar e voltou a se separar.
Então com seus 78 anos Jairlindo prometeu jamais casar novamente, mas o mundo prega peça no coração de toda gente e Jairlindo apaixonou-se pela recepcionista do Hospital em que ele fazia Check-up todo ano. Aquele velho coração então estava apaixonado, de novo, logo se conheceram, se amaram e sim, casaram.  Era mais nova; nova demais, 35 anos e com tudo em cima, já o marido lutava com a gravidade há muito tempo.
Jairlindo já não esperava muito do casamento e sabia que em algum momento tudo ruiria, assim já se preparava para a má notícia, e quem espera ou alcança ou é alcançado e novamente a flecha com veneno tinha o endereço anotado. Jairlindo descobrira que sua nova e muito nova mulher o traía com outros 3 médicos da clínica. Ela também pegou uma metade e saiu pela porta. A velha desilusão voltou a acompanhá-lo, o amor voltou a abandoná-lo e a separação a contemplá-lo.
Com  a idade mais avançada, sozinho e sem acreditar em tanta má sorte, Jairlindo nunca entendera o porque sempre fora trocado. Porém num dia desses, num sonho, tudo fora reveledo: Ainda na barriga da mãe, viu que a mesma conversava com a vizinha, também grávida, e planejaram as duas que se dali nascessem um menino e uma menina, os dois já estariam prometidamente casados, como os matutos gostavam de fazer naqueles tempos. E assim a promessa fora mantida, até que um dia sua mão pegou a vizinha fazendo a mesma promessa para dona Matilda, outra grávida, vizinha do outro lado. Tudo acabado, a promessa e a amizade. Pobre Jairlindo, trazia sua sina antes mesmo de tenra idade.


Sabedoria: Tem gente que já nasce chifrado!


FUI-ME!!!

sábado, 15 de junho de 2013

A CULTURA DO INÚTIL E OS PROTESTOS!


Olá pessoas, após um período sem poder escrever por motivos idiotas, voltamos aqui para mais um pouco das minhas viagens de minha mente maluca. Com tantos acontecimentos importantes eu também tenho necessidade de dar a minha opinião, quem ler espero que também reflita sobre isso.



A cultura do inútil e os protestos.


Acompanhei nas últimas semanas, e continuo acompanhando, as manifestações por todo o país da massa popular indignada com o aumento na passagem do transporte público. Não sei o que realmente motiva essas pessoas a irem às ruas, podemos ter aqui algum interesse político, como defendem os nossos atuais governantes, podemos ter um movimento sindicalista, como defendem as empresas responsáveis pelo transporte, e podemos ter aqui um real movimento popular com gente que não aguenta mais ser explorada pelos dois lados, eu realmente ainda não sei, mas estou feliz. Feliz por ver que é possível, que ainda existe esperança para o povo que reside num dos países que mais cobram impostos no mundo, onde mais se rouba no mundo e onde os serviços que deveriam ser de excelência, primam pela falta de estrutura ficando à beira do caos.  Me dá orgulho ver que as pessoas podem lutar, de uma maneira pacífica é claro, por seus direitos, exigindo que nossos representantes no município, estado e governo realmente trabalhem em pró do povo e não contra ele. Frustrante por outro lado é ver a resposta deste mesmo governo que pede para a polícia abafar as manifestações, da forma que achar necessário, e brada aos quatro cantos que não irão fazer anda para mudar a atual situação dos valores mencionados. Que há algum interesse, todos estamos cansados de saber, muitos irão ganhar com isso de alguma forma, mas a maioria que irá perder com isso, ou seja, o povo, nem sequer é levado em consideração, e por quê?
Simples, meu orgulho se transformou em decepção logo cedo ao ver o entusiasmo de uma parcela ainda maior de pessoas “do povo” se mobilizando para um evento de “suma importância” na vida do brasileiro: o futebol. Sim, hoje veremos em um estádio, para o jogo de abertura da copa das confederações, muito mais pessoas reunidas do que se somarmos todos os que saíram nas ruas das grandes capitais para protestarem. È incrível como, em meio à questões tão importantes sendo discutidas, uma porcaria de jogo consiga fazer todos esquecerem o que está acontecendo ao seu redor. Tanto é que existem shows programados e telões em todas as capitais; outros locais que receberão cerca de 30 a 50 mil pessoas para beberem cerveja como camelos bebem água antes das viagens pelo deserto, ouvirão grupos musicais antes e após o jogo e voltarão para as suas casas com um infinito sentimento de felicidade, ainda mais se a seleção ganhar o jogo, se não ganhar não tem problema, a festa já terá sido feita.
E assim se aplaca mais uma revolta popular, com uma cobertura midiática gigantesca em um evento que não traz nada de útil a ninguém, futebol é sim, para a grande maioria das pessoas, puro entretenimento como também os shows de suas bandas favoritas ou as “maravilhas” de programas produzidos para a nossa televisão. Quem ganha com o esporte das massas? São bem poucas pessoas se comparadas com as que assistem a isso. O mesmo vale para as redes de TV, que nos presenteiam com uma programação de cultura inútil, ajudando assim a alienar a maior parte do nosso amado povo.
Ora essa, como realmente levar a sério um protesto de pouco mais de milhares de pessoas se outros muitos milhares continuam seguindo o mesmo caminho mostrado pela pobre educação, falta de segurança e saúde e com muitas novelas e jogos de futebol? Como prestar atenção nas coisas sérias se a maioria apóia o pão com circo?
É trágico ver que de um lado algumas pessoas lutam para economizarem tudo o que podem para sustentarem suas famílias enquanto do outro lado há idiotas pagando centenas de reais para ver a um jogo.
Pessoas sérias não deveriam pagar para ir ver os jogos, artistas sérios não deveriam se apresentar sob as atuais circunstâncias sabendo que estão sendo usados para aplacar a vontade popular. Redes de televisões sérias deveriam dar mais foco aos protestos que ao entretenimento.

Pode parecer utopia, mas eu credito que mesmo em pequeno número é possível fazer a diferença. Os militares não eram maioria quando tomaram o poder, era melhor organizados. As pessoas que se levantaram inicialmente contra essa ditadura também não eram a maioria, eram corajosos. Agora nos levantamos contra tudo o que está errado mais uma vez neste país e mais uma vez não somos maiorias, mas somos um começo!







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Sempre me perguntei o porquê de calça Jeans terem zíperes. Achava eu, na minha cabeça machista que teria sido para que os homens não precisassem, quando fossem dar uma aliviada, ter que baixar um pouco as calças, já que é perfeitamente possível utilizar-se da abertura que o zíper proporciona. Imaginava eu isso por que é um saco se você está de cinto ter que tirar aquilo tudo apenas para mijar. Também eu pensava sobre isso levando em consideração que o jeans começou a ser utilizado por trabalhadores de minas por ser um tecido mais resistente e que não rasgava tão facilmente e como usavam macacões feitos de jeans achei que teriam que ter “uma portinha” pra facilitar o lance de ir ao banheiro. Mas apesar da minha teoria louca ser até interessante eu, claro, estava errado e fiquei surpreso ao saber que o zíper fora criado originalmente para substituir os laços em botas de cano alto, ou seja, facilitar o vestuário de calçados, e temos até mesmo um senhor obeso que adotou a ideia. Mais tarde as forças armadas passam a usar o zíper em seus uniformes e mais para frente a Lee incorpora o zíper em calças jeans, ao lançarem o modelo feminino, ou seja, o zíper em jeans veio mesmo por causa das mulheres e não dos homens como eu imaginava.

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                             A SABEDORIA DA CORUJA
Seu Donatelo era um senhor de idade com um grave problema cardíaco, mas que detestava ficar em casa o dia inteiro, então sempre saia para suas voltas pelas ruas.
Como era importante que seu Donatelo tomasse seu medicamento no horário correto com risco de ter um ataque fulminante em 15 minutos. Ele era lembrado, sempre por dona Rita, a vizinha xereta, dos horários, desde logo cedo com ela o acordando aos gritos para que tomasse ao remédio até na hora de sair para a volta da tarde:
- Seu Donatelo, não se esqueça de olhar para o relógio da igreja hein, tem que tomar o remédio que leva no bolso às 18 horas em ponto.
- Pode deixar Dona Rita, eu nunca esqueço.
Por precaução Dona Rita pedia para que Seu Antônio da banca, quando avistasse seu Donatelo, o avisasse do horário do remédio, ela sabia bem como eram esses idosos, sempre esquecidos.
Naquela tarde, seu Donatelo saiu para sua caminhada costumeira sempre de olho na torre da igreja para não perder o horário e foi justamente na esquina da igreja que ele fora parado por uma jovem donzela, que trajava um vestido com um generoso decote, mostrando o que ela tinha de melhor em aspectos físicos além de seu belo rosto. Ela precisava de algumas informações sobre onde ficavam alguns lugares e seu Donatelo, mais olhando para os peitos que aos olhos da mulher, ficou muito feliz em poder ajudar. Malandro como era, seu Donatelo enrolou o máximo que pode, para não perder tão linda visão. Às vezes olhava para o belo rosto da moça, mas logo voltava a olhar um pouco mais baixo.
Nem mesmo ficou incomodado quando Seu Antônio parou ao seu lado para falar-lhe alguma coisa, coisa essa que seu Antônio também deixou de lado quando passou a observar o decote da moça.
Conversavam os três de forma animada, quando de repente, seu Donatelo, muda sua expressão de alegria para uma cara de dor, horrível. Leva um dos punhos cerrados até o peito, onde encosta no bolso da camisa sentindo a cartela do remédio, sua cabeça então eleva-se, fazendo com que seus olhos saiam da mira do decote da moça e o faça ver com alguma clareza o relógio da torre da igreja, eram 18:20. E essa é a última visão de seu Donatelo antes de acordar no hospital, tendo ao seu lado dona Rita, a vizinha xereta, que agora teria mais uma história para contar.

Sabedoria: Quem vê cara, e muito peito, não vê que horas são!



FUI-ME!!!

sábado, 30 de março de 2013

AS CHANCES...

Olá pessoas!

Após alguns acontecimentos pessoas, venho desta vez apresentar minhas idéias sobre como as coisas podem ocorrer de uma forma totalmente ao contrário do que esperamos que aconteça, não são fatos propriamente ditos, apesar de não me faltarem exemplos, e sim uma forma de entender todas as possibilidades de um mesmo acontecimento. Aproveitem!




As chances


 Sempre me interessei em entender como as coisas funcionam, por que motivo algumas coisas acontecem e como elas acontecem. Por causa disso me vi lendo e aprendendo muito sobre Teoria do Caos, probabilidade e até mesmo Lei De Murphy ( onde se há algo que pode dar errado em uma experiência, então poderá dar errado). Tentava aprender se era possível, de alguma forma, controlar os acontecimentos para que saíssem exatamente como alguém planejava, acabei descobrindo que isso só seria possível se algum experimento fosse feito sob fortíssimas regras de controle, totalmente isolado de qualquer envolvimento externo e ainda assim, como experimentos dependem da ação de um ser, e nenhum ser é infalível, era quase certo que algo poderia sair ao contrário do que se imaginava. Ou seja, ter total garantia de que algo sairá como previsto é praticamente impossível.
 Digo isso na observação diária de tantas coisas que acontecem conosco, com outros ou até com quem nem vemos, coisas que acontecem por detalhes que se vistos bem de perto deixam de ser detalhes. É aquela contestação de que se a dona Maria tivesse saído cinco segundos antes de casa ela não teria perdido o ônibus, mas ao mesmo tempo se ela estivesse dentro do ônibus ela poderia ter sido assaltada e por aí vai.
 Tudo o que quero dizer se resume aos pequenos fatos diários que se postos numa ordem específica geram grandes acontecimentos ou até mesmo nada. Tudo tem suas chances de acontecer, mesmo quando o resultado já parece ser claro o bastante. É como se houvesse uma montanha e umas 14 pessoas fossem competir para ver quem chegaria até o topo primeiro e nessa competição tivéssemos uma pessoa mais apta a alcançar o topo primeiro, que no caso poderia ser um alpinista com vários anos de experiência e de outro lado existisse o que tem menos chances de chegar lá antes, talvez um senhor de 80 anos que jamais escalou sequer um muro de quintal. A probabilidade apontaria que as maiores chances estariam com o cara experiente e detonariam o velhinho, mas ainda assim ele teria seus 0,05% de chance. A lei de Murphy detonaria a todos, quem sabe assim até desse certo para todos ou todos nem chegariam lá e a Teoria do Caos não discrimina ninguém, ela só observa. Por mais obvio que possa parecer, qualquer acontecimento fora de um padrão previsível poderia mudar o resultado final sobre quem chegaria ao topo primeiro, a autoconfiança exagerada do alpinista poderia colocá-lo em uma enrascada não calculada antes e a dor nas costas poderia trair o velho senhor a poucos metros da chegada, assim qualquer um dos outros 12 competidores que nem sabemos quem são, poderia chegar lá antes, inclusive poderia haver um empate, mas vai que a montanha desmorone....
 Pensar sobre isso me faz dar voltas como um parafuso, às vezes a vida poderia ser mais simples se as ações fossem como os pregos, uma martelada, uma fincada reta e pronto, tudo resolvido, porém mesmo um prego com uma martelada errada pode entortar e não servir mais ao propósito original e sempre poderemos acertar um dedo no processo.
 Não importa como, por menores que sejam as chances de algo acontecer, elas existem e podem acontecer. Podemos por vezes não entender por que acontecem ou como irão acontecer, mas elas estão lá, esperando pelo momento certo. Seja o time azarão do campeonato ganhando do mais forte ou eu finalmente ficando rico acertando a mega-sena (sim, eu conheço gente que acertou), as conseqüências dos nossos feitos podem tomar caminhos variados.
 Mas para que ajam as chances você precisa fazer uma ação que provocará todas as outras, ficar parado só garante que você não mude a sua realidade enquanto todos os outros que se mechem mudam o mundo inteiro do jeito deles, inclusive mudando você!

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Salvatore Calabrese
Como todo apreciador de um bom drink (menos cerveja, sei lá porque não sou fã), eu me interesso por provar tudo o que for mistura de bebidas. Isso vai desde os famosos tubões da adolescência até mesmo os mais sofisticados. Como aprecio drinks doces, puxo mais para o lado de batidas e licores o que me faz ter como preferência o Alexander. Mas pesquisando bem, vejo o que podemos encontrar: O drink mais caro do mundo:

Com elementos raros e duas pedras de gelo, o mixologista britânico Salvatore Calabrese criou o coquetel mais caro do mundo. Batizado de "Salvatore's Legacy", a dose custa R$ 18 mil, ou cerca de nove mil dólares.
O drinque alcançou esse preço por ter em sua composição ingredientes raros e antigos, alguns datados dos séculos 18 e 19.
Em sua receita estão 40 ml do conhaque Clos de Griffier Vieux, de 1788; 20 ml de licor Kümmel, de 1770; 20 ml de Dubb Orange Curacao, datado de 1860; além de angostura produzida em 1900.
Com essa fórmula, o drinque também se torna o mais antigo do mundo.

Achei muito curioso que exista um drink feito com bebidas mais antigas que qualquer pessoa nesta Terra (exceto algum oriental mais idoso), mas literalmente eu teria que estar mijando dinheiro pra poder tomar algo assim!

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                        A SABEDORIA DA CORUJA

 Dona Neusa é empregada na casa de seu Aristóteles. Mas ela nunca pode limpar o quarto dele, são as regras.
Certo dia Dona Neuza foi à farmácia e de longe flagrou seu Aristóteles comprando camisinhas, uns três pacotes. Ela se admirou por que seu Aristóteles já tem seus 80 anos e nunca percebeu que o velhinho ainda estava em forma, até mesmo ficou um tanto preocupada ao ouvir os comentários do pessoal da farmácia que iam do “ o velho ainda dá no couro”, até o “deve tomar Viagra”.
 Dona Neuza repassou em sua mente todas as vezes que via Seu Aristóteles conversando com outras mulheres e especulou com quais delas ele já poderia ter tido algo mais íntimo, considerou até mesmo o motivo do por que ele nunca deu em cima dela, afinal ainda estava enxuta. Começou então a ver seu Aristóteles de outras formas, em alguns momentos como velhinho safado em outros, como galanteador.
Isso a fazia imaginar o que poderia haver dentro do quarto de seu Aristóteles, quem sabe uns brinquedinhos mais adultos hein...?
 Angustiada pela curiosidade crescente, Dona Neuza esperou um das manhãs de quarta-feira, manhãs em que Seu Aristóteles sempre ia até a praça observar o movimento e galantear jovens senhoras, e sem hesitar entrou com tudo no quarto.
 Mas, sua curiosidade acabou, num primeiro momento, injustificando-se: Tudo ali parecia perfeitamente normal, móveis no lugar, tudo limpo e ajeitado. Claro que, como o próprio Seu Aristóteles, o quarto poderia ser mais do que aparentava. Viu-se então de frente ao grande guarda-roupa, rapidamente se pôs a abrir as portas, uma a uma e nada de diferente, até que abriu a última delas e para sua surpresa, assim que deu uma folga maior na porta, um monte de pacotes de preservativo caiu lá de dentro. Eram muitos, de todos os tipos e todos fechados.
 Dona Neuza teve uma leve decepção, mas ficou feliz em saber que o velhinho era afinal a doce pessoa que ela sempre imaginara, apesar de gostar da ideia dele poder ser meio abusado. Ela então arrumou todos os pacotes dentro do guarda-roupa e por impulso guardou um deles em seu bolso, afinal Seu Aristóteles chegaria em poucas horas e nunca se sabe......

Sabedoria: Nem sempre as pessoas são o que elas querem que você pense que são!





FUI-ME!!!


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pequenos Textos...

Olá pessoas!

Hoje apenas uma viajem mental sobre alguns assuntos que me atormentaram antes do sono. É bem resumido, porém serve como uma ideia para ser discutida com mais tempo e mais gente.
Espero que quem ler entenda e tire suas próprias conclusões!




À Procura Do Samba

Carnaval, festa popular ou mesmo festa para enganar o povo....Tanto faz, não quero entrar nesse mérito hoje, afinal eu também gosto do carnaval. Me divirto no carnaval, e às vezes até extravaso no carnaval. Não quero saber se isso me faz esquecer dos problemas sérios que temos em nosso País, querendo ou não esta é uma data que uso para esquecer um pouco dos meus dias chatos, dos meus problemas quando tenho, dos problemas dos outros que adoram trazê-los para nós também. É o dia de deixar tudo de lado, por alguns momentos e viver uma fantasia que dura pouco, mas que pode lhe transportar para longe da monotonia. Depois eu volto à mim, volto a me preocupar e até mesmo a falar da futilidade que se transformou o carnaval, assim como tudo o que a sociedade capitalista transforma em comércio puro e simples.
Jamais deixo de comparar os tempos de hoje de quando eu era um simples pimpolho indo com minha mãe e irmãs nas matines fantásticas nos clubes, sempre fantasiado de Batman ou Superman, pulando e brincando com as outras crianças ao ritmo das marchinhas tão gostosas de ouvir e cantar de antigamente.
Mas hoje a maior parte dessa gostosura de antes fica apenas na memória, hoje transformaram meu carnaval em axé, pagode, sertanejo e funk, mas cadê o samba? Onde foram parar as marchinhas? Por que se esqueceram da parte mais divertida? Ah sim, esqueci... o comércio. Como chamar um monte de bêbados jovens de hoje para se divertirem? Bota as musiquinhas mal feitas e da moda que eles vêm.. E é isso que fazem.
Mas eu ainda tenho muito daquela criança vestida de super herói dentro de mim, eu ainda amo o samba e as marchinhas e eu precisava encontrá-las de novo.
E eu procurei.
E, graças aos bons fluídos, eu encontrei.
Foi apenas no último dos quatro dias que eu saí à procura do samba, mas valeu. Foram apenas uma hora do verdadeiro carnaval, mas valeu. Na minha cidade não teve, na praia eu não ouvi, mas na cidade vizinha, na segunda-feira, já na madrugada, heis que lá apareceram as grandiosas marchinhas que embalaram meus passos tortos e abriram meu sorriso largo. A melhor noite de todas. Uma volta aos meus ótimos tempos.
Era como estar lá novamente no salão, com minhas irmãs e minha mãe sempre zelosa nos observando, girando, pulando, caindo e rindo.... Mas as irmãs casaram, a mãe já não tem tanta disposição para atravessar a madrugada e as crianças já são tão grandes quanto eu. Mas e daí? Eu pude sentir tudo aquilo novamente, tudo por que eu não desisti e bem perto de voltar à realidade de nossos dias comerciais, eu encontrei novamente o samba.
Obrigado Antonina, ano que vem eu procuro aí de novo!

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Como as coisas sabem.

Fico imaginando, pirando, divagando.
Acho que de certo modo, até mesmo as coisas sabem das “coisas”.
Eu sei disso por que, mesmo um dia, as coisas podem saber.
Num domingo:
Eu acho que meu portão de casa sabe que é domingo, por que ele não se abre e fecha tantas vezes quanto nos outros dias da semana.
Acho que as ruas sabem que é domingo, por que não tem tantos carros passando por elas.
Acho que meu carro sabe que é domingo, por que ele descansa a maior parte do dia.
Acho que meu skate sabe que é domingo, por que não saio de cima dele.
Acho que a TV da sala sabe que é domingo, por que só passa porcaria.
Acho que o chuveiro sabe que é domingo, por que passo mais tempo nele.
Acho que minha cama sabe que é domingo, por que acordo bem mais tarde.
Acho que o despertador sabe que é domingo, por que ele não me acorda.
Acho que o computador sabe que é domingo, por que fica mais tempo ligado.
Acho que a praça no mercado sabe que é domingo, por que à noite ela se enche de gente.
Sim, as coisas sabem, assim como eu também sei que é domingo, por que o calendário na parede sempre me lembra que ele já sabia disso muito antes que eu!





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Antigamente... No meu tempo... Hoje em dia.

Antigamente um baile era uma festa onde as mulheres ficavam sentadas num lado do salão e os homens timidamente as tiravam para dançar, afastados por metros de distância. No meu tempo um baile era uma festa em que dançávamos na pista e ficávamos azarando através dos olhares para tentar algum contato na saída. Hoje em dia os bailes são festas com muita música, bebida e um bando de gente com seus celulares conversando em redes sociais.

Antigamente as pessoas iam à praça e namoravam. No meu tempo a gente ficava. Hoje em dia dançam funk e não lembram com quem transaram.

Antigamente os filmes contavam histórias maravilhosas e os diálogos eram incríveis. No meu tempo a vida cotidiana e violência chocavam o público mostrando mais a realidade. Hoje em dia deveriam dar um Oscar aos computadores.

Antigamente um cara forte trabalhava arrastando correntes no porto. No meu tempo íamos três vezes por semana na academia com horário marcado para anos de tortura física. Hoje em dia é só bomba.

Antigamente jogava-se damas, xadrez e outros belos jogos na companhia de nossos amigos. No meu tempo tínhamos banco imobiliário, war, atari e fliperamas, tudo na companhia de nossos amigos. Hoje em dia temos jogos incríveis on line na companhia dos nossos computadores.

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A vida e o deserto...

Sobreviver num deserto é realmente para poucos. Você precisa de anos de preparação, coragem e aprendizado de  técnicas essenciais que podem salvar sua vida, logo, perder-se em um deserto pode significar a morte para àqueles que não estiverem acostumados.
O mais comum é a pessoa que está perdida no deserto tentar encontrar um caminho de saída, andar durante o dia quente e ficar dando voltas em círculo, em pouco tempo o corpo perde as forças pela desidratação, a insolação maltrata a mente com ilusões e aos poucos a pessoa se entrega à derrota sem conseguir encontrar um caminho seguro. Isso quando não surge uma tempestade de areia repentina e destrói qualquer esperança de sobrevivência.
A vida pode ser mais ou menos assim. Se nos preparamos para enfrentar tudo o que possivelmente poderá nos “desnortear e destruir” no futuro, teremos maiores possibilidades de “vencer” na vida. Mas isso também leva anos e anos de aprendizados, erros, lamentos e perseverança, choro e alegria, conquistas e quedas e assim por diante. O maior problema é que muitas vezes damos voltas e mais voltas em círculos na vida e como no deserto, por mais que caminhemos nossa visão do horizonte não muda por muito tempo, só vemos areia e mais areia. Aí surgem os problemas, os obstáculos e as ilusões que a vida nos prega, apenas para que possamos desistir mais facilmente de encontrar a saída. Isso quando algo totalmente fora do nosso controle não acontece e acaba com qualquer esperança que poderíamos ter.
Aprender com a vida é o mesmo que aprender a sobreviver em um ambiente tão hostil, é necessária paciência,observação, tentativas e erros e principalmente o respeito ao aprendizado com os mais velhos, ou seja, ouvir as pessoas que já sofreram muitas provações e hoje podem nos indicar a melhor maneira de superar nossos desafios.
O nosso único problema reside ainda em dois pequenos fatores, o orgulho e a autoconfiança que podemos adquirir erradamente com o passar do tempo.
O orgulho nos faz cegos e acaba por nos condenar a abraçar as ilusões de que conseguiremos sair vivos sem precisar de outras pessoas e a autoconfiança nos faz andar em círculos fazendo com que nossa visão do horizonte seja apenas a areia e sempre iremos teimar que atrás de outro monte estará um oásis.
A vida é muito melhor na simplicidade da ajuda mútua, mas isso nos despende de sermos humildes e solidários, o que hoje se mostra cada vez mais raro de existir em qualquer homem.

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O comércio da evolução.

Você lembra como o mundo era a mais de dez ou vinte anos atrás? Se é que você tem mais de vinte anos para lembrar. Sempre que compararmos nossa vida com a que levávamos à tempos passados poderemos ver uma boa evolução em todas as áreas de que dependemos, seja na área tecnológica, social e qualquer outra.
Nossos carros são mais evoluídos que o do passado, nossas roupas são melhores, novos medicamentos surgem para ajudar a saúde, novas técnicas de cirurgias, novos aparelhos eletrônicos deixam a vida mais agitada e fácil, tudo fica melhor, mais rápido e mais simples. Infelizmente isso t não acontece apenas com o que nos auxilia, como também com aquilo que nos destrói, sejam novas drogas, novas armas de guerra, novos meios que apesar de espalharem boas notícias também espalham a intolerância burra, como a internet.
Mas o que não mudou em tantos mil anos de história da humanidade e nos acompanha e nos empurra cada vez mais para a evolução do que fazemos e do que somos?
O comércio, o dinheiro e a fama. Sim, de certa forma é que nos faz ir em frente, é o que inspirou e inspira tantos talentos, tantas invenções e tantos avanços. Não foi apenas a necessidade de novas conquistas nas áreas essenciais da vida humana que fez surgir no mundo nomes como Edson, Einstein, Gates, Cameron, entre tantos outros.
Concordando ou não, muitos dos nossos mais famosos homens e mulheres que mudaram a nossa forma de ver o mundo o fizeram tanto em busca de suas realizações pessoais quanto em busca do dinheiro e fama que isso traria a eles. Não que essa regra se aplique a todos, principalmente aos aqui mencionados, porém tem uma grande parcela em tudo o que está ligado aos avanços do nosso planeta.
As indústrias farmacêuticas investem milhões em novas pesquisas para lançarem novos medicamentos, mas isso não é visando apenas a melhora da saúde mundial, mas principalmente o lucro com as novas descobertas, que podem custar bem mais que apenas dinheiro.
Pintores e inventores da antiguidade tinham vários alunos que trabalhavam em seus escritórios e muitas vezes uma nova invenção ou quadro era creditado como sendo do mestre, quando na verdade surgiu da mente de um aluno, era a fama que dava mais crédito à arte e mais posses ao artista.
Os nossos meios de transporte e comunicação ficam mais complexos e assim sempre mais caros.
E mesmo os estudantes de hoje não querem sair ganhando mal da faculdade por horas e horas de cabeça quente nos livros e computadores.
Não importa em que área busquemos uma comparação, o fato é que mesmo projetos que parecem totalmente livres de qualquer mácula suja pelo comércio e dinheiro, como muitas ONGs, no fim podem nos apresentar uma verdade desapontadora, afinal como as pessoas que mantém essas ONGs conseguem manter a si? O dinheiro tem de vir de algum lugar e ele vem. Religiões? Cada vez mais manchadas pelo comércio e isso desde milênios.
Podemos mudar e evoluir inventando um futuro cada vez mais fantástico, mas poucos farão isso em nome do amor pela humanidade e sim pelo dinheiro e fama que isso trará e poucos o fizeram no passado, e os que fizeram acabaram pagando um preço que nem deviam.
Para o mundo a regra em geral é o que não pode ser comercializado é melhor deixar de lado........



FUI-ME!!!




quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Olá pessoas!

O ano não começa muito bem, e não era para ser assim logo na primeira postagem de 2013, mas enquanto não aprendemos a respeitar a todos, a nos vermos como iguais e entendermos que precisamos muito uns dos outros nessa vida, coisas ruins continuarão a acontecer.
Abalado sim, indignado sim, pedindo por justiça sim, mas incrédulo ainda que algo vá mudar. Nos resta a esperança, que não morre de teimosa e continua a nos dar a mão para um amanhã, quem sabe, melhor que o hoje!




                E ficam as comparações......



Fico sempre abalado com algum acontecimento em que alguém perde a vida, mais ainda quando são várias vidas ao mesmo tempo. Levei dias para digerir o onze de setembro, levarei dias para entender Santa Maria e ainda fico indignado ao ler notícias e mais notícias da morte de pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, etc...

Não são as mortes naturais ou acidentais que me incomodam, são os “assassinatos” que ocorrem todos os dias, parecendo querer fazer parte do nosso cotidiano, que me deixam indignado e triste. Penso muito que poderia ter sido eu ou alguém que eu gosto quem parou numa lanchonete ou padaria à noite para comer um lanche e acaba sendo fuzilado por bandidos, que poderia ser eu ou alguém que gosto que foi confundido com um desses bandidos, que poderia ter sido eu ou alguém que gosto quem saiu para ir se divertir e não voltou mais. Não tento me colocar no lugar daqueles que tiveram suas vidas ceifadas pela selvageria e irresponsabilidades dos outros, apenas não consigo compreender por que tudo parece estar banalizado, e isso me marca profundamente.

Também não entendo as reações das pessoas quando tragédias acontecem. É emocionante e lindo ver a união de todos tentando ajudar as famílias das vítimas em grandes catástrofes, porém sempre me pergunto o por que não fazemos o mesmo quando temos um acontecimento isolado, onde uma ou poucas pessoas são vitimadas? Afinal, pra onde vai nossa solidariedade quando o impacto não é tão grande para a comunidade? Por que esquecemos que o impacto é o mesmo em uma família que perdeu apenas um membro?  Estamos nos perdendo em meio a tanta injustiça ou apenas não nos importamos de verdade?

A resposta está em cada um de nós, em cada uma de nossas atitudes.  Não importa se você arregaça as mangas e tenta consolar aos inconsoláveis, se você sai em passeata exigindo que alguma coisa seja feita ou simplesmente sinta que também perdeu um pouco do Mundo a cada vez que alguém injustamente parte desta Terra. O fato é que de alguma forma você se importa,e se você se importa, sabe como eu me sinto quando essas coisas acontecem.

O que ocorreu naquele clube retrata de forma completa o que é nosso País em todos os aspectos. Ali está mostrado de forma clara e aberta todos os erros que decorrem da nossa “cultura” às avessas do que é certo e errado, do nosso desrespeito com o próximo, da nossa ganância sem limites, entre tantas outras coisas. Temos ali a representação de um lugar que funciona de qualquer jeito, objetivando o lucro e para isso valendo-se da inoperância dos sistemas fiscalizadores e até mesmo da corrupção de agentes que preferem ter um ganho a mais que exercer a função a qual deveria de forma honesta e responsável. O quadro pintado por artistas macabros que agora fazem o tradicional jogo de empurra mostra nossa realidade do dia a dia num Brasil caótico em que todos fingem estar dentro das regras que adoram burlar. O local era inadequado, cheio de falhas, que aceitava superlotação por mais dinheiro, equipamentos de fachada que faziam apenas números, mas não funcionavam. Pessoal totalmente despreparado exercendo um trabalho importante. Comprometimento em regularizar o que fora apontado como irregular em determinado período e que ficou esquecido, por ter que gastar uma grana, por um fiscal que nunca voltou ou que foi comprado ou que por qualquer motivo não tava nem aí. Sumir com evidências importantes. Utilizar de material barato quando há no mercado produtos com maior segurança, porém com um custo mais elevado. E principalmente, deixar de fazer as coisas da forma certa, calculada e verificando-se todos os aspectos importantes (preparo, responsabilidade, segurança, comprometimento, eficácia, etc...) e fazer tudo “nas coxas” como estamos tão acostumados.
Não é incrível com analisar um acontecimento num local de certa forma pequeno, nos mostra o que somos como País? Sim, somos um País irresponsável, do “jeitinho”, do “faz me rir”, do “não é comigo, então dane-se”, do “ depois eu faço”, da deseducação, da lei que não serve para todos, e tantas outras coisas idiotas que possamos pensar. E o pior? Sim, provavelmente veremos o País da impunidade novamente nesse caso.

Não me importa se é um bêbado imbecil que mata inocentes, se são bárbaros traficantes que matam inocentes, se são policiais corruptos que matam inocentes, se é o descaso de sempre do governo que mata inocentes (muito mais que qualquer outra coisa) ou se é um empresário ganancioso que mata inocentes. Vai doer em mim, sempre. Vai doer na sociedade que é boa. Vai doer nas pessoas que acreditam que podemos melhorar.

Quando será que morremos por termos vivido o suficiente, por única e exclusiva responsabilidade nossa (por entupirmos nossas artérias de gorduras, por nos arriscarmos em algum momento estúpido, por acharmos que dava e não deu...), por motivos que valem a pena?

Um milênio de silêncio ainda seria pouco!